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MARCELO NEVES

Geraldinos e Arquibaldos, acerte o seu aí que eu arredondo o meu aqui my friend

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MARCELO NEVES

Divulgação Internet

Como começar a escrever sobre profissionais que admiro e que moldaram a minha geração. Como escrever sobre lendas e tentar chegar perto daquilo que eles merecem. Nada que eu escreva aqui será do tamanho de Washington Rodrigues, Antero Greco e Silvio Luiz.

Crescer ouvindo Washington Rodrigues pelo rádio foi algo que me marcou muito, a dupla com José Carlos Araújo, Garotinho e Apolinho, as tiradas rápidas, Apolinho era a voz do torcedor na “latinha”. Um flamenguista apaixonado que jamais escondeu o time de coração em uma época que era quase um crime fazer tal revelação, e mesmo assim, era respeitado pelos demais torcedores. Entrava nas Laranjeiras, São Januário e General Severiano da mesma forma que entrava na Gávea.

Dono de diversos bordões que até hoje é usado por todos os torcedores e também por aqueles que estão com o microfone na mão. A goleada era chocolate, jogo importante era briga de cachorro grande, ser campeão era te deixar mais feliz que pinto no lixo. Morreu vendo o seu Mengão aplicar um 3×0 no primeiro tempo e jogando como ele gostava, para frente, atacando, e assim o Apolinho se foi mais feliz que pinto no lixo.

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Outro dono de diversos bordões foi Silvio Luiz, pelas barbas do profeta, olho no lance, acerte o seu aí que eu arredondo o meu aqui, no pau, papai gostou, qual moleque da minha geração que nuca narrou uma partida de futebol de botão imitando a voz de Silvio Luiz. Quem nunca jogando uma pelada não se imaginou tendo seu gol narrado por ele, “foi foi foi foi ele… o craque da camisa 10”.

Camisa 10 que poderia muito bem vestir o bambino Antero Greco, aquele craque na escrita, craque na análise e craque na irreverência. E começou na TV comentando o campeonato italiano na Band ao lado do Silvio Luiz. Quis o destino que ambos partissem no mesmo dia com diferença de poucas horas.

Antero me fez ficar acordado até tarde por muitas noites para vê-lo ao lado do Amigão Paulo Soares no Sportscenter da Espn Brasil. As risadas soltas, as piadas dignas da nossa quinta série, farão falta. Vê-los partir dói muito em em um jornalista que jamais imaginou ir para o rádio, escrever uma crônica ou comentar sobre futebol na TV. Para quem apenas sonhava ser jogador de futebol e ter um gol narrado por Silvio Luiz, ter seu lance sendo comentado pelo Apolinho e depois rever as análises tarde da noite na Espn, hoje estou na função que eles exerciam, pequenino diante da grandeza destas três lendas, espero ao menos honrar o legado deles e fazer com que jamais sejam esquecidos.

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Hoje qualquer escrita, qualquer comentário, qualquer gol narrado, não serão nada perto deles. Fico aqui apenas imaginando o tamanho da partida que será disputada mais tarde nos campos celestiais para que Papai do Céu queira ter na sua transmissão uma narração de Silvio Luiz e comentários de Washington Rodrigues e Antero Greco. Tenho certeza que em campo devem estar Pelé, Garrincha, Maradona, Puskaz, Sócrates e tantos outros craques. Só isso justifica a partida dos três em tão pouco tempo.

Obrigado Apolinho, obrigado Antero e obrigado Silvio.

 

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MARCELO NEVES

Uma Copa do Mundo de contradições

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A Copa do Mundo de Clubes entra na última rodada da fase de grupos, e assim como na Copa do Mundo de seleções, surpresas e favoritos mostram sua cara em vários jogos, assim como algumas zebras. E isso tem sido evidente até aqui. Exemplos como empate de um Al-Hilal contra o Real Madrid, vitória do Inter Miami diante do Porto e atuações de equipes periféricas que chamam a atenção.

Com as vitórias de Botafogo diante do PSG, a vitória do Flamengo diante do Chelsea e os empates de Fluminense e Palmeiras frente à Borussia Dortmund e Porto respectivamente, aqueles vira-latas da imprensa brasileira sempre puxam as famosas cartas do “europeu joga sem interesse”, “eles não ligam para o torneio”, “é uma pré-temporada de luxo”, e coisas assim.

Agora esse mesmo vira-latismo (termo muito utilizado por Nélson Rodrigues) começou a usar a desculpa do cansaço e do calor enfrentado pelos times europeus. Mas será mesmo que esses aspectos afetam apenas os times europeus? Em um balanço feito pelo site Sofascore em partidas realizadas nos últimos 12 meses, nenhum time europeu jogou mais de 60 jogos no período, vejam na imagem abaixo:

Ou seja, antes da Copa do Mundo iniciar, o Flamengo foi quem mais atuou no período com 77 jogos disputados, enquanto o time europeu com mais jogos disputados foi o Real Madrid com 62 jogos. Mas aí você pode dizer que os times brasileiros tiveram férias no período enquanto os europeus continuaram atuando.

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Então vamos fazer um balanço de fevereiro até o início da Copa do Mundo (entre 1º/02 até 31/05), lembrando que em janeiro as equipes brasileiras já estavam jogando os estaduais em pleno verão. Neste período entre fevereiro e maio quem mais jogou foram Fluminense e Palmeiras, 30 jogos cada um. A equipe europeia que mais atuou no período foi o PSG com 28 jogos.

Ainda em comparação, o Flamengo também fez 28 jogos enquanto o Chelsea entrou em campo 23 vezes. O Botafogo entrou em campo 26 vezes, o Real Madrid jogou 27 jogos, assim como a Inter de Milão. Já o Bayern entrou em campo 21 vezes e o Porto apenas 17 jogos.

É óbvio que são momentos distintos, enquanto as partidas dos europeus é na fase final da temporada, os times brasileiros estão na fase inicial. E ainda assim, o número de lesões musculares nos times brasileiros foi superior ao dos times europeus no mesmo período.

Quando a disputa é do Mundial de Clubes, realizado em dezembro, os europeus estão no meio da temporada, enquanto os brasileiros estão realizando mais de 70 partidas, e não vemos as desculpas de cansaço por aqui. O Botafogo no ano passado, venceu a Libertadores, três dias depois entrava em campo contra o Palmeiras pelo título brasileiro e no dia seguinte viajou para encarar o Pachuca do México dois dias depois e foi derrotado. Mas a nossa imprensa vira-lata preferiu diminuir o futebol brasileiro o relegando como uma força periférica e enfraquecida diante de continentes como asiático, africano e da América do Norte.

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Mas diante dos desempenhos das equipes europeias na Copa do Mundo de Clubes, onde os brasileiros estão fazendo frente e colocando dificuldades nos times de lá, os especialistas brasileiros preferem alegar cansaço, forte calor e desinteresse por parte dos jogadores europeus.

Vamos lembrar que a Copa do Mundo de seleções no ano que vem será disputada no mesmo período de agora e no mesmo país, ou seja, forte calor e final de temporada europeia, será que em caso de fracasso europeu, nossos vira-latas irão alegar as mesmas desculpas atuais?

A verdade é que o futebol brasileiro, especificamente de clubes, tem evoluído muito dentro de campo. Temos visto variações táticas, intensidade alta, aplicação tática dos jogadores, e em várias partidas do campeonato brasileiro o que se vê quando elogiam as partidas é: “parece um jogo da Premier League”.

Vejo nessa Copa do Mundo alguns times da elite mundial, e sim, eles são europeus. Bayer, Real Madrid, PSG, Manchester City, Juventus e Inter continuam sendo favoritos ao título, mas não irei me surpreender caso um time brasileiro vença a competição. A distância não é tão grande assim como querem fazer você pensar.

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