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MARCELO NEVES

Uma Copa do Mundo de contradições

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MARCELO NEVES

A Copa do Mundo de Clubes entra na última rodada da fase de grupos, e assim como na Copa do Mundo de seleções, surpresas e favoritos mostram sua cara em vários jogos, assim como algumas zebras. E isso tem sido evidente até aqui. Exemplos como empate de um Al-Hilal contra o Real Madrid, vitória do Inter Miami diante do Porto e atuações de equipes periféricas que chamam a atenção.

Com as vitórias de Botafogo diante do PSG, a vitória do Flamengo diante do Chelsea e os empates de Fluminense e Palmeiras frente à Borussia Dortmund e Porto respectivamente, aqueles vira-latas da imprensa brasileira sempre puxam as famosas cartas do “europeu joga sem interesse”, “eles não ligam para o torneio”, “é uma pré-temporada de luxo”, e coisas assim.

Agora esse mesmo vira-latismo (termo muito utilizado por Nélson Rodrigues) começou a usar a desculpa do cansaço e do calor enfrentado pelos times europeus. Mas será mesmo que esses aspectos afetam apenas os times europeus? Em um balanço feito pelo site Sofascore em partidas realizadas nos últimos 12 meses, nenhum time europeu jogou mais de 60 jogos no período, vejam na imagem abaixo:

Ou seja, antes da Copa do Mundo iniciar, o Flamengo foi quem mais atuou no período com 77 jogos disputados, enquanto o time europeu com mais jogos disputados foi o Real Madrid com 62 jogos. Mas aí você pode dizer que os times brasileiros tiveram férias no período enquanto os europeus continuaram atuando.

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Então vamos fazer um balanço de fevereiro até o início da Copa do Mundo (entre 1º/02 até 31/05), lembrando que em janeiro as equipes brasileiras já estavam jogando os estaduais em pleno verão. Neste período entre fevereiro e maio quem mais jogou foram Fluminense e Palmeiras, 30 jogos cada um. A equipe europeia que mais atuou no período foi o PSG com 28 jogos.

Ainda em comparação, o Flamengo também fez 28 jogos enquanto o Chelsea entrou em campo 23 vezes. O Botafogo entrou em campo 26 vezes, o Real Madrid jogou 27 jogos, assim como a Inter de Milão. Já o Bayern entrou em campo 21 vezes e o Porto apenas 17 jogos.

É óbvio que são momentos distintos, enquanto as partidas dos europeus é na fase final da temporada, os times brasileiros estão na fase inicial. E ainda assim, o número de lesões musculares nos times brasileiros foi superior ao dos times europeus no mesmo período.

Quando a disputa é do Mundial de Clubes, realizado em dezembro, os europeus estão no meio da temporada, enquanto os brasileiros estão realizando mais de 70 partidas, e não vemos as desculpas de cansaço por aqui. O Botafogo no ano passado, venceu a Libertadores, três dias depois entrava em campo contra o Palmeiras pelo título brasileiro e no dia seguinte viajou para encarar o Pachuca do México dois dias depois e foi derrotado. Mas a nossa imprensa vira-lata preferiu diminuir o futebol brasileiro o relegando como uma força periférica e enfraquecida diante de continentes como asiático, africano e da América do Norte.

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Mas diante dos desempenhos das equipes europeias na Copa do Mundo de Clubes, onde os brasileiros estão fazendo frente e colocando dificuldades nos times de lá, os especialistas brasileiros preferem alegar cansaço, forte calor e desinteresse por parte dos jogadores europeus.

Vamos lembrar que a Copa do Mundo de seleções no ano que vem será disputada no mesmo período de agora e no mesmo país, ou seja, forte calor e final de temporada europeia, será que em caso de fracasso europeu, nossos vira-latas irão alegar as mesmas desculpas atuais?

A verdade é que o futebol brasileiro, especificamente de clubes, tem evoluído muito dentro de campo. Temos visto variações táticas, intensidade alta, aplicação tática dos jogadores, e em várias partidas do campeonato brasileiro o que se vê quando elogiam as partidas é: “parece um jogo da Premier League”.

Vejo nessa Copa do Mundo alguns times da elite mundial, e sim, eles são europeus. Bayer, Real Madrid, PSG, Manchester City, Juventus e Inter continuam sendo favoritos ao título, mas não irei me surpreender caso um time brasileiro vença a competição. A distância não é tão grande assim como querem fazer você pensar.

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MARCELO NEVES

CBF, a maior inimiga do futebol brasileiro

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Quando falamos de futebol brasileiro em outros países que vem na cabeça dos estrangeiros é o futebol alegre, cheio de ginga, dribles e espetáculo de jogadores talentosos e com muita habilidade com a bola nos pés.

Porém, aqui dentro, o futebol brasileiro comandado pelo antro chamado Confederação Brasileira de Futebol precisa acabar e ser reinventado por quem gosta de futebol, por quem é apaixonado pelo esporte e pela competição que o futebol nos proporciona a cada final de semana.

A CBF é a maior inimiga do futebol brasileiro, e soma-se a CBF as federações estaduais que nada mais é que um braço político da zona instalada na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro. Uma confederação que tem como maior interesse o poder político e o dinheiro que ela produz.

Há cerca de um mês, uma eleição antecipada aconteceu e por aclamação, o senho Ednaldo Rodrigues foi eleito presidente da CBF para um mandato que iria de 2026 até 2030 com direito à uma reeleição.

Mas como era sabido, o senhor Ednaldo tinha um processo tramitando no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro questionando a sua legitimidade da eleição que o colocou no cargo lá atrás. O questionamento se dava por conta de uma suposta assinatura falsificada do Coronel Nunes, um dos vice-presidentes que assinou um acordo validando a eleição de Ednaldo em 2022.

Como todos sabem, esse processo está tramitando e foi decidido pelo afastamento de Ednaldo da presidência da CBF e tendo como interventor o senhor Fernando Sarney (isso mesmo que você pensou), e que na última semana convocou uma nova eleição para um mandato que se iniciará em 2026.

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Lembram que a eleição de Ednaldo foi por aclamação? Ou seja, todas as 27 federações estaduais e mais os 40 clubes das Séries A e B votaram a favor de Ednaldo para a presidência da CBF.

Logo que veio a decisão pelo afastamento de Ednaldo, 19 federações estaduais, preocupadas com o rumo do futebol brasileiro e proclamando uma mudança nos rumos da CBF pela melhoria do nosso futebol, escreveram uma carta em conjunto apoiando a decisão de afastamento e apoiando uma nova eleição na entidade.

As mesmas 19 federações que assinaram a candidatura única de Ednaldo Rodrigues e que se recusaram a sentar com Ronaldo Nazário para ouvir suas propostas da candidatura à presidência da CBF. As mesmas 19 federações que viram seus presidentes terem mais de 200% de aumento salarial para apoiar a continuidade de Ednaldo Rodrigues na presidência da CBF.

Agora surge o nome de um salvador da pátria de chuteiras, Samir Xaud, eleito presidente da Federação Roraimense de Futebol, a 24ª federação do ranking da CBF. Um futebol semi-amador com clubes que nem podemos chamar de profissionais e que tinha seu pai no comando por 40 anos.

Mas quem é Samir Xaud? Um médico de 40 anos, especialista em medicina esportiva, que vive às sombras políticas de seu pai, que na última semana deu uma entrevista constrangedora no Charla Podcast e mostrou o quanto está (des)preparado para assumir o comando da CBF.

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Além disso, Xaud responde processos por improbidade administrativa de quando foi diretor-geral do Hospital Geral de Roraima (HGR), entre 2017 e 2020. De acordo com a denúncia, obtida pelo jornal Estadão, ele e outros seis gestores teriam simulado serviços médicos para justificar pagamentos à empresa Coopebras, causando um prejuízo de R$ 1,4 milhão aos cofres públicos. A ação judicial está em tramitação.

Xaud conta com o apoio de 25 federações (apenas a Federação Paulista e Mato Grossense não assinaram) e dez clubes (Amazonas, Botafogo, CRB, Criciúma, Grêmio, Palmeiras, Paysandu, Remo, Vasco e Volta Redonda) que assinaram a sua carta de registro de chapa, o que inviabilizou a candidatura de Reinaldo Bastos, presidente da Federação Paulista para uma disputa à presidência da CBF, com isso teremos mais uma vez uma eleição de fachada.

A presidência da CBF ficará nas mãos de alguém que seria presidente de uma federação composta por apenas oito clubes, nenhum deles figura ao menos na Série D. Mas é uma pessoa que conta com o apoio de Fernando Sarney e principalmente do Ministro Gilmar Mendes, que tem negócios na CBF através da CBF Academy, mas isso fica para uma outra oportunidade.

Tenho pena de Carlo Ancelotti, e se pudesse dar um conselho ao Carleto seria para desfazer esse acordo, fugir do futebol brasileiro pois corre o sério risco de ver sua brilhante carreira manchada por este antro chamado Confederação Brasileira de Futebol.

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