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Comissão de Direito de Família lançará campanha de convivência de pais e filhos

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A Comissão Especial de Direito de Família realizou na tarde desta quarta-feira (27/7) a primeira reunião de sua nova composição. Além da apresentação formal dos integrantes, o grupo traçou diretrizes de ação e distribuiu as atribuições baseado num cronograma de projetos para os próximos meses. A reunião foi por meio de videoconferência. A presidente da comissão, Ana Vládia Martins Feitosa, destacou a importância da campanha de convivência de pais e filhos, que será lançada no mês de agosto.

“Além do desafio envolvido em desenvolver e operacionalizar uma campanha em nível nacional em prazo curto, o tema que escolhemos para essa ação é muito importante. É notório o número de casos de filhos de pais ausentes, especialmente em um contexto pós-divórcio. Com isso, a divisão de funções na criação dos filhos fica desequilibrada, tendendo a gerar uma sobrecarga para as mães. O objetivo da campanha é justamente trabalhar a questão da parentalidade responsável, com uma abordagem construtiva. Essa é uma campanha que faremos o ano inteiro e decidimos aproveitar o mês dos pais para lançá-la em nível nacional”, disse Ana Vládia.

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A presidente salientou ainda a proposta de mapear e fomentar projetos que trabalhem a valorização e capacitação da advocacia de família, discutidos na reunião desta tarde. Segundo ela, é fundamental criar estímulos para um setor da advocacia que atua tão de perto no convívio mais íntimo das pessoas e lida com problemas que, na maioria das vezes, trazem elementos subjetivos, com impactos de longo prazo para as partes envolvidas. “É fundamental que a advocacia seja valorizada e esteja cada vez mais bem preparada para lidar não somente com aspectos técnicos, mas emocionais, que envolvem essas causas”, resumiu ela.

Direito da mulher em situação de violência doméstica

Os integrantes da comissão dialogaram ainda sobre a realização de levantamento da situação das Comissões de Família e Sucessões das seccionais, promoção de debates acerca das alterações na Lei de Alienação Parental, elaboração de cartilhas temáticas e organização de um Encontro das Presidentes e dos Presidentes das Comissões de Família das Seccionais. O grupo tratou ainda da divulgação do Protocolo de Julgamento com Perspectiva de Gênero, nos processos de família, e da necessidade de acompanhamento da tramitação do Projeto de Lei 3.244/20, que prevê o direito das mulheres em situação de violência doméstica e familiar optarem pelo ajuizamento de ações de família nos Juizados de Violência Doméstica e Familiar.

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Fonte: OAB Nacional

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Renato Nery: sua morte exige voz, justiça e memória

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A morte brutal do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Dr. Renato Gomes Nery, não pode ser tratada com indiferença. Trata-se de um crime que atinge diretamente a advocacia e a democracia. Renato foi um homem honrado, combativo e comprometido com a justiça — sua memória exige respeito e posicionamento firme por parte da sociedade e das instituições.

É inaceitável que um colega de trajetória tão marcante seja silenciado sem uma reação proporcional à gravidade do que ocorreu. Tive a honra de iniciar minha vida institucional na OAB-MT como conselheiro estadual em sua gestão. Conheci de perto o homem e o advogado.

Como ex-presidente da OAB-MT, tenho a obrigação de falar de Renato Nery. Não posso me calar diante da execução de um colega que também ocupou essa honrosa função. A presidência da Ordem não é apenas um cargo: é um compromisso com a defesa intransigente da advocacia e da democracia. Renato honrou essa missão com coragem, combatividade e senso de justiça.

A execução do colega, agora apontada pelas investigações como motivada por disputas fundiárias, exige não apenas uma rigorosa apuração policial, mas também uma profunda reflexão sobre os riscos enfrentados pelos que exercem a advocacia com independência e compromisso. O advogado precisa ter, acima de tudo, segurança para atuar. Sem isso, toda a estrutura democrática se fragiliza.

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É essencial que todos os desdobramentos do crime sejam investigados com máxima seriedade, inclusive aqueles de natureza patrimonial – para afastar oportunistas. Nada pode ser omitido ou minimizado. Só assim evitaremos injustiças irreparáveis e honraremos verdadeiramente a memória de Renato.

Neste momento em que prisões foram realizadas, inclusive de pessoas apontados como mandantes, é justo reconhecer o trabalho diligente dos órgãos de segurança pública, especialmente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A atuação firme e técnica tem sido crucial para elucidar os fatos e oferecer respostas à sociedade.

À família de Renato, deixo minha solidariedade mais sincera. Que o legado de integridade, coragem e compromisso deixado por ele sirva como farol para todos os que ainda acreditam no poder transformador da advocacia e na força da verdade.

Renato Nery merece ser lembrado, respeitado e defendido — em vida e na memória. Seu nome não pode ser esquecido, nem a sua luta ignorada.

Por Ussiel Tavares, advogado e ex-presidente da OAB-MT

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