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MARCELO NEVES

Qual o melhor centroavante do Brasil?

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MARCELO NEVES

Cano comemora mais um gol pelo Flu. Créditos: Mailson Santana/FFC

Gérman Cano, Yuri Alberto, Pedro, Hulk, Suarez, Gabigol e tantos outros “camisas 9” que atuam no Brasil atualmente e a pergunta que não quer calar, quem é o melhor centroavante do Brasil?. No último domingo, Cano fez mais um golaço pelo Fluminense, quase do meio de campo bateu de canhota e fez o segundo, decretando a vitória tricolor diante do Vasco da Gama.

E na mídia em geral a certeza de que o argentino é o melhor centroavante da atualidade no país. Não podemos negar que em termos de efetividade, Cano é um dos maiores atuando no Brasil. O tipo de centroavante que não precisa tocar na bola mais de uma vez para marcar, está sempre bem posicionado e dentro da área é mortal.

Porém, e pelas suas características, Cano não é aquele atacante que vai buscar uma tabela, que vai brigar na bola aérea e muito menos fazer um pivô. O que não o faz mais completo, e nem por isso diminui a sua qualidade que é de fazer gols, objetivo final do jogo.

Temos o Yuri Alberto, que tem velocidade, presença de área, busca uma tabela, bom no jogo aéreo e que também faz o pivô quando necessário. Mais novo e que ainda tem muito à evoluir. Também é artilheiro e mudou o patamar do ataque corintiano ao chegar no meio da última temporada.

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Hulk é outro jogador, se não é um camisa nove clássico, é um atacante que incomoda os zagueiros dentro da área e que possui um chute fortíssimo de meia e longa distância, foi assim o gol no empate contra o Cruzeiro no último clássico disputado.

Pedro é aquele centroavante que nos remete aos anos 80 e 90, o centroavante raiz. Aquele que faz um gol de letra dentro da pequena área, que faz uma assistência improvável e que tem um poder de definição invejável. Acabou de ser artilheiro do Mundial de Clubes, igualando Cristiano Ronaldo como o segundo maior goleador do torneio em uma só edição, ficando atrás apenas de Luiz Suarez, atualmente no Grêmio.

Suarez que chegou já marcando hat-trick, com gols de repertório vasto e, que mesmo com uma idade já avançada, mostra que os tempos de Europa não ficaram para trás. Olhando apenas os nomes na mesa, qualquer um irá cravar que Luizito é sem dúvidas o melhor centroavante atuando no Brasil hoje.

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Outro nome que incomoda os analista é o de Gabriel Barbosa. O maior goleador brasileiro na história da Libertadores, Gabigol incomoda pelo seu jeito de ser dentro de campo, mas que não podemos ignorar a sua forma de se adaptar ao jogo. De todos é aquele que só não é o mais completo por ainda ter dificuldades em finalizar com a perna direita e também de cabecear, mas é de longe aquele que mais consegue encontrar espaços para uma finalização. Um jogador de jogos grandes, que mesmo nas derrotas, consegue deixar sua marca em jogos decisivos.

Não posso deixar de mencionar três joias brutas que vão se lapidando. Vitor Roque, artilheiro do Sul-Americano Sub-20, Endrick, um fenômeno nas categorias de base e Marcos Leonardo, mais um Menino da Vila.

Não sei quem é o melhor centroavante hoje do Brasil, só sei que o país está muito bem servido de centroavantes, mas que falta ainda na Seleção Brasileira.

E pra você, quem é o melhor centroavante do Brasil?

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MARCELO NEVES

Uma Copa do Mundo de contradições

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A Copa do Mundo de Clubes entra na última rodada da fase de grupos, e assim como na Copa do Mundo de seleções, surpresas e favoritos mostram sua cara em vários jogos, assim como algumas zebras. E isso tem sido evidente até aqui. Exemplos como empate de um Al-Hilal contra o Real Madrid, vitória do Inter Miami diante do Porto e atuações de equipes periféricas que chamam a atenção.

Com as vitórias de Botafogo diante do PSG, a vitória do Flamengo diante do Chelsea e os empates de Fluminense e Palmeiras frente à Borussia Dortmund e Porto respectivamente, aqueles vira-latas da imprensa brasileira sempre puxam as famosas cartas do “europeu joga sem interesse”, “eles não ligam para o torneio”, “é uma pré-temporada de luxo”, e coisas assim.

Agora esse mesmo vira-latismo (termo muito utilizado por Nélson Rodrigues) começou a usar a desculpa do cansaço e do calor enfrentado pelos times europeus. Mas será mesmo que esses aspectos afetam apenas os times europeus? Em um balanço feito pelo site Sofascore em partidas realizadas nos últimos 12 meses, nenhum time europeu jogou mais de 60 jogos no período, vejam na imagem abaixo:

Ou seja, antes da Copa do Mundo iniciar, o Flamengo foi quem mais atuou no período com 77 jogos disputados, enquanto o time europeu com mais jogos disputados foi o Real Madrid com 62 jogos. Mas aí você pode dizer que os times brasileiros tiveram férias no período enquanto os europeus continuaram atuando.

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Então vamos fazer um balanço de fevereiro até o início da Copa do Mundo (entre 1º/02 até 31/05), lembrando que em janeiro as equipes brasileiras já estavam jogando os estaduais em pleno verão. Neste período entre fevereiro e maio quem mais jogou foram Fluminense e Palmeiras, 30 jogos cada um. A equipe europeia que mais atuou no período foi o PSG com 28 jogos.

Ainda em comparação, o Flamengo também fez 28 jogos enquanto o Chelsea entrou em campo 23 vezes. O Botafogo entrou em campo 26 vezes, o Real Madrid jogou 27 jogos, assim como a Inter de Milão. Já o Bayern entrou em campo 21 vezes e o Porto apenas 17 jogos.

É óbvio que são momentos distintos, enquanto as partidas dos europeus é na fase final da temporada, os times brasileiros estão na fase inicial. E ainda assim, o número de lesões musculares nos times brasileiros foi superior ao dos times europeus no mesmo período.

Quando a disputa é do Mundial de Clubes, realizado em dezembro, os europeus estão no meio da temporada, enquanto os brasileiros estão realizando mais de 70 partidas, e não vemos as desculpas de cansaço por aqui. O Botafogo no ano passado, venceu a Libertadores, três dias depois entrava em campo contra o Palmeiras pelo título brasileiro e no dia seguinte viajou para encarar o Pachuca do México dois dias depois e foi derrotado. Mas a nossa imprensa vira-lata preferiu diminuir o futebol brasileiro o relegando como uma força periférica e enfraquecida diante de continentes como asiático, africano e da América do Norte.

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Mas diante dos desempenhos das equipes europeias na Copa do Mundo de Clubes, onde os brasileiros estão fazendo frente e colocando dificuldades nos times de lá, os especialistas brasileiros preferem alegar cansaço, forte calor e desinteresse por parte dos jogadores europeus.

Vamos lembrar que a Copa do Mundo de seleções no ano que vem será disputada no mesmo período de agora e no mesmo país, ou seja, forte calor e final de temporada europeia, será que em caso de fracasso europeu, nossos vira-latas irão alegar as mesmas desculpas atuais?

A verdade é que o futebol brasileiro, especificamente de clubes, tem evoluído muito dentro de campo. Temos visto variações táticas, intensidade alta, aplicação tática dos jogadores, e em várias partidas do campeonato brasileiro o que se vê quando elogiam as partidas é: “parece um jogo da Premier League”.

Vejo nessa Copa do Mundo alguns times da elite mundial, e sim, eles são europeus. Bayer, Real Madrid, PSG, Manchester City, Juventus e Inter continuam sendo favoritos ao título, mas não irei me surpreender caso um time brasileiro vença a competição. A distância não é tão grande assim como querem fazer você pensar.

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