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Documentário do TSE mostra bastidores das Eleições 2020

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Ruas vazias. Lojas fechadas. Portas trancadas. Cidades desertas. Aulas suspensas. Eventos cancelados. Famílias afastadas. Estados de emergência decretados; hospitais lotados. O tempo pausado. A vida (e a morte) sendo observada(s) através de janelas, celulares e pela TV. O mundo parou em 2020 para entender o que acontecia, para se solidarizar pelos que morreram e pelos que ficaram, e para descobrir uma nova forma de viver, protegendo a todos.

Diante da realidade crua e incisiva da pandemia de covid-19, a Justiça Eleitoral parou, respeitou o que acontecia, se uniu a especialistas, a instituições públicas e privadas, ao Congresso Nacional e ao povo brasileiro para realizar as Eleições Municipais de 2020, mantendo o compromisso com a democracia brasileira. Uma eleição que certamente ficará na história do Brasil.

Por toda a representatividade, a organização dessas eleições foi transformada no documentário “Com Emoção”, lançado durante a sessão desta quinta-feira (17), pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso. O vídeo começa exatamente com cenas que mostram o clima desolador, de incertezas, quando a pandemia foi decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 11 de março de 2020.

Assista a íntegra do documentário.

O documentário, idealizado e realizado pela Secretaria de Comunicação do TSE (Secom/TSE), destaca os desafios que os ministros Luís Roberto Barroso e Edson Fachin – empossados como presidente e vice-presidente do TSE em 25 de maio de 2020 – enfrentaram para a realização de eleições limpas, seguras e transparentes.

Momento único

Segundo Renatta Gorga, repórter e apresentadora do Coordenadoria de Audiovisual do TSE, autora do projeto, a grande motivação foi perceber que estávamos, todos, diante de um momento único da história do Brasil que deveria ser documentado.

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“Precisávamos mostrar que quem conduzia as eleições eram pessoas de carne e osso, que têm sentimentos, angústias e que vibram quando os feitos se concretizam. Também queria dar visibilidade aos bastidores das equipes envolvidas para que tudo fosse feito. A chefia comprou a ideia e, hoje, comemoramos o resultado de um trabalho árduo, mas prazeroso e feito a muitas mãos”, conta.

O resultado é um relato emocionante da organização das Eleições 2020, que passa pelo surgimento da pandemia e pela decisão de adiamento da votação – proposta do Tribunal feita a partir da avaliação de uma comissão médica e aprovada pelo Congresso Nacional em um diálogo respeitoso entre as instituições.

Momentos decisivos

O documentário mostra o transporte das urnas eletrônicas até os lugares mais distantes; o preparo das seções eleitorais e as barreiras de segurança da urna eletrônica; o comparecimento de eleitoras e eleitores no dia da votação com máscaras de proteção; a cobertura da imprensa; entre outros momentos marcantes. Destaca ainda a parceria com 37 instituições públicas e privadas que resultou em importantes doações.

No documentário, o ministro Fachin lembra que era necessário dar respostas rápidas, e as mais adequadas possíveis, nas circunstâncias da pandemia. “Do ponto de vista da Justiça Eleitoral, nós precisamos enfrentar essa crise, e sair dessa crise, sem sair da democracia”, disse.

O vídeo mostra outros desafios, além daqueles relacionados à covid-19, que a Justiça Eleitoral teve para realizar com segurança e absoluta transparência as Eleições de 2020. Entre eles, o combate à desinformação e os problemas no computador na totalização dos votos durante o primeiro turno.

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Diante deste cenário, o documentário destaca o trabalho inovador da área de comunicação do TSE, que buscou abrir um diálogo cada vez mais direto com a sociedade, incorporando, inclusive, novos canais de comunicação ao perfil do TSE, como o TikTok.

Depoimentos

As imagens são intercaladas por depoimentos dos ministros Barroso e Fachin; da secretária-geral do TSE, Aline Osório; da coordenadora de imprensa do TSE, Laura Gracindo; do secretário de fortalecimento da democracia da Organização dos Estados Americanos (OEA), Francisco Guerrero, do presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney; de Marilia Santini, médica sanitarista da Ficoruz, e do chefe da sessão de estatística do TSE, Felipe Antoniazzi.

Barroso reforça no documentário que, o que não deve passar despercebido, é que a Justiça Eleitoral conseguiu fazer eleições com grande sucesso em meio a uma pandemia, com níveis muito baixos de abstenção. “Conseguimos que a população brasileira, que merece o máximo de reconhecimento, comparecesse às urnas adotando os requisitos e protocolos de segurança que o Tribunal Superior Eleitoral enunciou com ajuda de uma importante consultoria sanitária”, destaca.

Para Fachin, a sensação é de que essa eleição representou um chamamento, e que ele foi ouvido. “Sensação de missão cumprida. Em 2020, na pior situação dos últimos 30 anos, a sociedade brasileira respondeu, de forma afirmativa, que quer tomar as rédeas da história. E as eleições constituem um caminho para que isso aconteça. Essa é a melhor recompensa que se pode ter”, reforça.

MM/CM, DM

Fonte: TSE

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Renato Nery: sua morte exige voz, justiça e memória

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A morte brutal do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Dr. Renato Gomes Nery, não pode ser tratada com indiferença. Trata-se de um crime que atinge diretamente a advocacia e a democracia. Renato foi um homem honrado, combativo e comprometido com a justiça — sua memória exige respeito e posicionamento firme por parte da sociedade e das instituições.

É inaceitável que um colega de trajetória tão marcante seja silenciado sem uma reação proporcional à gravidade do que ocorreu. Tive a honra de iniciar minha vida institucional na OAB-MT como conselheiro estadual em sua gestão. Conheci de perto o homem e o advogado.

Como ex-presidente da OAB-MT, tenho a obrigação de falar de Renato Nery. Não posso me calar diante da execução de um colega que também ocupou essa honrosa função. A presidência da Ordem não é apenas um cargo: é um compromisso com a defesa intransigente da advocacia e da democracia. Renato honrou essa missão com coragem, combatividade e senso de justiça.

A execução do colega, agora apontada pelas investigações como motivada por disputas fundiárias, exige não apenas uma rigorosa apuração policial, mas também uma profunda reflexão sobre os riscos enfrentados pelos que exercem a advocacia com independência e compromisso. O advogado precisa ter, acima de tudo, segurança para atuar. Sem isso, toda a estrutura democrática se fragiliza.

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É essencial que todos os desdobramentos do crime sejam investigados com máxima seriedade, inclusive aqueles de natureza patrimonial – para afastar oportunistas. Nada pode ser omitido ou minimizado. Só assim evitaremos injustiças irreparáveis e honraremos verdadeiramente a memória de Renato.

Neste momento em que prisões foram realizadas, inclusive de pessoas apontados como mandantes, é justo reconhecer o trabalho diligente dos órgãos de segurança pública, especialmente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A atuação firme e técnica tem sido crucial para elucidar os fatos e oferecer respostas à sociedade.

À família de Renato, deixo minha solidariedade mais sincera. Que o legado de integridade, coragem e compromisso deixado por ele sirva como farol para todos os que ainda acreditam no poder transformador da advocacia e na força da verdade.

Renato Nery merece ser lembrado, respeitado e defendido — em vida e na memória. Seu nome não pode ser esquecido, nem a sua luta ignorada.

Por Ussiel Tavares, advogado e ex-presidente da OAB-MT

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