POLÍTICA
Comissão discute planejamento para combater incêndios no Pantanal
POLÍTICA
A Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Recursos Minerais da Assembleia Legislativa de Mato grosso realizou, nesta terça-feira (12), reunião para discutir o planejamento estratégico para o combate aos incêndios no Pantanal para o ano de 2024. De acordo com o presidente da comissão, deputado Carlos Avallone (PSDB), é preciso mais ações preventivas no combate aos incêndios em todo o estado.
Segundo ele, a Comissão de Meio Ambiente deve realizar uma nova reunião em fevereiro de 2024 com o Ministério Público do Estado, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), o Corpo de Bombeiros Militar e com a bancada federal e, com eles, discutirem de forma ampliada as prevenções e os combates a incêndios no Pantanal Mato de Grosso.
De acordo com o parlamentar, não há falta de recursos financeiros para as ações de combate a incêndios e ao desmatamento florestais em Mato Grosso. “Há recursos obtidos de acordos feitos por meio de Termo de Ajustamento de Conduta e de conciliações feitas com o Ministério Público. [Governador] Mauro Mendes determinou que todos os recursos oriundos das multas fossem direcionados aos combates de prevenções de incêndios florestais”, explicou Avallone.
Carlos Avallone afirmou que é preciso efetividade no combate a incêndios feitos pelo Corpo de Bombeiros Militar. “O primeiro passo é evitar que o incêndio comece, porque depois que pega fogo é difícil. E ouvir do Ministério Público, que na região do encontro das águas, é preciso fazer fogo preventivo é fundamental para controlar o incêndio”, disse o parlamentar.
Foto: Helder Faria
O secretário adjunto da Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso, Alex Sandro Antônio Marega, afirmou que os desafios para combater o incêndio no Pantanal são gigantescos e que desde de 2019, os investimentos do Governo do Estado na prevenção e combate aos incêndios têm crescido de forma exponencial.
Marega disse que o orçamento anual do “Comitê do Fogo”, antes do governo Mauro Mendes, era de R$ 1,5 milhão. Mesmo com os recursos somados com o do Corpo de Bombeiros Militar não chega a R$ 5 milhões para combater os incêndios florestais. Mas a partir de 2019 até o ano de 2023, o governo já destinou cerca de R$ 260 milhões. Desse total, R$ 40 milhões para o combate a incêndios e desmatamentos.
“Em 2023, o Estado alocou mais de 70 veículos, mas foram mais de 100 veículos empregados no combate ao fogo e às ações de contra desmatamento. É preciso veículos para que os militares do Corpo de Bombeiros possa chegar a tempo no combate ao fogo. Além disso, é preciso uma frota de aviões porque há localidades que são impossíveis chegar por terra”, explicou Marega.
O secretário adjunto disse ainda que de 2008 a 2018, foram arrecadados cerca de R$ 2 bilhões oriundos de multas aplicadas em relação a incêndios. Isso, segundo Marega, dá uma média de R$ 250 milhões por ano. Desse valor, a Sema, de acordo com ele, recebia apenas 5%. “Mas de 2019 a 2022, a Sema arrecadou R$ 5,5 bilhões em multas. Em Mato Grosso, quem comete algum tipo de infração vai ser responsabilizado. Hoje, não há risco de prescrição porque os processos estão sendo julgados dentro de um ano”, disse Marega.
A promotora Ana Luiza Peterlini afirmou que, mesmo o Estado não tendo problemas com recursos financeiros a serem destinados ao combate a incêndio e desmatamento, é preciso angariar dinheiro de outras fontes, principalmente internacional.
Segundo ela, é importante que o estado defina um plano de manejo e conservação florestal. Em 2022, por exemplo, o MPE destinou cerca de R$ 8 milhões para construção do centro integrado em Poconé que vai alocar os Bombeiros Militares, a Sema, um centro de triagem de animais e a Defesa Civil.
“Todos os órgãos trabalhando no mesmo espaço, focados no atendimento voltados às necessidades do Pantanal. Não apenas às emergências, mas às rotinas necessárias à região pantaneira. Para isso foram destinados oito milhões de reais. Mesmo assim não conseguimos avançar. Se o problema não é recurso financeiro, talvez seja efetividade. Mas é muito peso para o Estado tocar”, disse Peterlini.
Ela disse ainda que o Estado precisa focar muito mais na prevenção, que no combate ao incêndio. “Combater incêndios florestais é desumano. A gente quer evitar a chegar a esse ponto. É preciso de plano para o combate de incêndios florestais, mas ele precisa ser elaborado pela Sema em conjunto com o Corpo de Bombeiros. Não podemos ser mais surpreendidos pelo fogo. É preciso planos de prevenção a incêndios florestais, plano de manejo para as unidades de conservação”, disse Petelini.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA
Comissão de Fiscalização reforça controle das contas públicas
No primeiro semestre de 2026, a Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) analisou 67 proposições, realizou 11 reuniões e promoveu quatro audiências públicas.
A CFAEO exerce papel estratégico no processo legislativo, especialmente na análise de proposições relacionadas às finanças públicas, arrecadação, despesas, dívida pública, contratos e instrumentos de planejamento do estado.
Entre as 67 proposições encaminhadas à comissão no primeiro semestre estão 39 projetos de lei; 11 emendas a projetos de lei; nove substitutivos integrais; seis projetos de lei complementares; e dois projetos de resolução.
Além da análise das proposições, a comissão realizou 11 reuniões, sendo uma de instalação e posse dos membros, uma ordinária e nove extraordinárias, para apreciação de matérias, análise de pareceres, deliberação sobre proposições e acompanhamento de demandas relacionadas à execução orçamentária e financeira de Mato Grosso.
A atuação da comissão também foi marcada pela realização de quatro audiências públicas, destinadas à apresentação das metas fiscais pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e das metas físicas e do Relatório Anual de Gestão (RAG) referente ao segundo exercício do Plano Plurianual (PPA) 2024/2027 pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag).
As audiências públicas integram os mecanismos de transparência da ALMT e permitem que informações sobre receitas, despesas, metas e resultados sejam apresentadas e debatidas com a sociedade.
Audiência pública para apresentação das metas físicas referentes ao 2º semestre de 2025, realizada em maio.
Foto: ANGELO VARELA / ALMT
O relatório registra ainda a aprovação de quatro Leis Ordinárias, uma Lei Complementar e duas Resoluções. Entre as normas de destaque, está a Lei nº 13.346/2026, que autoriza o Poder Executivo a conceder financiamento à Associação dos Camelôs do Shopping Popular.
Outro resultado relevante foi a Lei nº 13.467/2026, que alterou a legislação do Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal de Mato Grosso (FEEF/MT) e prorrogou a vigência em caráter transitório. Conforme destacado no relatório, a medida contribui para assegurar a continuidade da destinação de recursos à saúde pública até o início da vigência da Reforma Tributária Nacional.
A comissão também concentrou esforços para melhorias à área social. O relatório destaca a derrubada do Veto Total nº 32/2026, aposto ao projeto que concede isenção da Taxa de Segurança Contra Incêndio (TACIN) à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) em Mato Grosso (Lei nº 13.491/2026).
Além da análise de proposições, a CFAEO acompanhou as contas públicas, os instrumentos de planejamento e a execução orçamentária de Mato Grosso. “Tivemos mais um semestre bastante produtivo. Para o segundo semestre, temos as audiências públicas das peças orçamentárias, tanto da LDO quanto da LOA, e também das Metas Físicas e Metas Fiscais, conforme cronograma de audiência pública da Assembleia”, disse o consultor do Núcleo Econômico, Ricardo Araújo de Andrade.
Para o calendário do segundo semestre, já estão previstas as seguintes atividades:
24/09 – Audiência pública de apresentação das Metas Fiscais – Sefaz, referente ao 2º quadrimestre de 2026, às 14h.
15/10 – Audiência pública de apresentação das Metas Físicas – Seplag, referente ao 1º semestre de 2026, às 9h e às 14h.
12/11 – Lei Orçamentária Anual, às 14h.
Fonte: ALMT – MT
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