Marcelo Porto Carrero
Nossas praças ignoradas
Marcelo Porto Carrero
Por que algumas áreas de convivência, as tais praças, são tão badaladas e outras simplesmente ignoradas?
Não, não estou falando das restaurações, verdadeiras transformações, que sofrem essas áreas públicas a título de reforma. Ações tão contundentes que de original só lhes restam os nomes, isso quando também não são “reformados” para acabar de vez com todas as suas lembranças históricas e com elas nosso passado, já tão castigado pelas ondas de ataques promovidos pelas hordas progressistas.
Me refiro a seus usos, aos quais também poderíamos juntar os costumes, se bem que esse termo é um daqueles que a cada dia vêm se tornando motivo de repressão pelos que consideram agressivo tudo o que parece conservador, ou seja, palavras atos e pensamentos que remontem às épocas passadas, desde que não estejam dentro do que hoje seja considerado politicamente correto pelos poderosos censores das cortes superiores et caterva.
Então, quando digo usos é sobre as diversas serventias que podem e devem ser dadas a esses espaços como comemorações, apresentações, exposições e práticas de lazer. Afinal, além de servirem como locais de descanso aos moradores do seu entorno, essas outras atividades fazem parte dos outros fins a que se destinam. Entretanto, infelizmente não é assim que costuma acontecer em nossa querida Cuiabá, cidade outrora cheia de tradições, usos e costumes, que aos poucos estão sendo delapidados por inconsequentes ou consumidos pelo passar do tempo sem o devido cuidado.
− É culpa do progresso! Dirão alguns, tentando maximizar os efeitos auferidos pela atual realidade do país em relação a assuntos que envolvam sentimento, passado e história. Entretanto, não é somente sobre estes aspectos das questões relativas às praças que devemos nos preocupar.
A realidade mostra que existem diversas praças em nossa cidade, as quais embora tenham sido reformadas, restauradas ou transformadas ainda não foram revitalizadas no sentido de trazer vida permanente a seus interiores. Estão entregues ao abandono quanto ao aproveitamento de todas aquelas atividades acima referidas e somente algumas, as localizadas nos pontos mais bem frequentados da cidade, recebem atenção nesse sentido. Exemplos disso são as pujantes Praças 8 de abril e Santos Dumont, ambas localizadas em bairros não tão distantes do centro da capital.
Sabiam que existe uma praça na Rua São Sebastião, esquina com a Travessa das Palmeiras, Bairro Quilombo, que se chama Praça Oscar Brandão, bem perto do Hospital Municipal São Benedito? Pois é, ela possuiu belos passeios internos, é bem arborizada e ainda oferece à população um pequeno anfiteatro a céu aberto, que parece feito sob medida para eventos de esportes como a capoeira, apresentações de teatro, música e outras atividades destinadas a um público menor. No entanto, devido ao descaso, à falta de manutenção e à insegurança causada pelo abandono nunca foi utilizada para nada disso, quiçá para o lazer de seus vizinhos.
Então gente boa da cultura, serviços públicos e lazer vamos dar conta de resolver isso e tornar nossa cidade mais humana, menos perigosa e mais calorosa através da adequada utilização de (todos) seus espaços públicos. Tenho certeza que os moradores dos bairros atendidos pelo uso equitativo de suas praças ficarão muito gratos.
E olha, tem mais, porque os agradecimentos também virão dos cidadãos que moram nas cercanias das praças que hoje estão sendo sobre-utilizadas. Nestes casos, em função do descanso que terão, pelo menos durante alguns finais de semana.
Marcelo Porto Carrero
Não aceito, nem permito
O que devemos fazer quando alguém tentar nos dizer o que é certo ou errado, possível ou impossível, não tendo autoridade moral para tanto?
Aceitar ou permitir? Não, não há como aceitar nem permitir se nem Deus nem Jesus, seu dileto filho, deu autorização para em seus nomes mudarem o sentido do que Um disse e o Outro confirmou.
Em verdade, Deus, sendo onipresente, está permanentemente junto a nós e não será um indivíduo, mesmo tendo sido ungido como seu representante terreno, que vai me mostrar outra forma de fazer, aceitar ou aderir.
Esse tipo de entendimento deve permanecer em cada um de nós como sempre esteve, mesmo que tentem impor novas versões de seus ensinamentos, razão pela qual devemos conserva-los conforme nos foi ensinado, mesmo que nos impeçam de externaliza-los.
São sentimentos próprios, de nossa intimidade, de nossa compreensão, vindos do coração, da ancestralidade e assim devem permanecer.
Foi Deus quem nos deu vontade própria, portanto, livre arbítrio. Afrontar essa graça divina é atitude própria dos indivíduos terrenos, que tentam manipular nossa religiosidade, nossa fé, nossa esperança e nosso futuro.
Nossa consciência, uma vez esclarecida, tem discernimento suficiente para mostrar o que fazer e como entender as diferenças entre o bem e o mal.
Como pode alguém querer dizer o que é certo errado, o que antes não era permitido por Deus e agora é? Como assim?
Pode uma pessoa em seu nome mudar as leis divinas, aprovar o que nunca foi aprovado, o que não era direito e o que era errado?
A sabedoria divina não muda com o tempo, o que muda com o tempo são os homens. E são eles, os homens, seres fracos, portanto, falíveis e sugestionáveis, que agora estão a querer dizer o que é permitido, propor a evolução dos costumes cristãos, do comportamento conservador e da crença.
O que Jesus nos disse permanece dito. Isso está certo, registrado e consolidado. Não é assunto a ser sequer discutido, quanto mais revisto.
Nada do que faz parte de seus ensinamentos tem outros objetivos que não aqueles que ele pregou.
Ninguém está autorizado a reinterpretar suas palavras ou dar outros sentidos a elas para atender demandas de outras origens, principalmente daquela com objetivos políticos em seu âmago.
Agora, como desde sua trajetória após Pedro, a pedra sobre a qual erigiram a igreja que hoje Francisco gerencia, a instituição age como um banco, uma sociedade anônima, tal qual outras tantas, mas não consegue crescer na fé como é sua missão primordial, porque optou por evoluir seguindo demandas políticas em detrimento das sociais.
Este foi e continua a ser seu maior erro. Agindo assim, deu espaço a outros movimentos cristãos, que ao contrário do que passou a fazer, mantiveram-se fieis aos termos originais da pregação de Cristo, à história sagrada, à proposta de Deus através de seu filho, o cordeiro que veio para nos salvar.
Com isso, também abriu espaço a aventureiros e exploradores dessa mesma fé, multiplicando assim seus percalços.
O que é possível fazer para que a igreja católica entenda sua verdadeira missão e volte a ser o que era, função que quem está a se expressar em seu nome não cumpre, porque seu falso engajamento é político e ideológico.
Como pode a igreja ter lado? A religião de Nosso Senhor, aquela pela qual Jesus pregou e morreu, nunca teve nem deve ter lado.
A Cesar, o que é de Cesar! Lembra?
Jesus mostrou o único caminho, essa pessoa que está sentada em seu trono propõe um desvio que devemos evitar, pois percorre-lo é seguir direto ao abismo do socialismo ditatorial.
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