Marcelo Porto Carrero
Agindo miseravelmente
Marcelo Porto Carrero
A cada revés perco um pouco do pique. Estou cansado de me posicionar e ver que poucos o fazem. De resto, a permanência em cima do muro é postura daqueles que lá sempre estiveram e dos que ficam nas arquibancadas da vida, para receberem seus pães com mortadela e, sem se importarem, permanecem contribuindo para que sejamos conduzidos ao abismo do absolutismo.
“A vida é curta, entretanto, longo e imprevisível é o legado que, a continuarem nessa posição, vão deixar aos seus e aos nossos filhos e netos”.
Razão pela qual, a gente fica lendo, mesmo ouvindo, aqueles que fingem analisar as questões somente sob o ponto de vista cru das disputas políticas, ou seja, qual ideologia ganhou ou perdeu, a principio alegando equidistância, depois, nem tanto.
É a turma do “farinha pouca, meu pirão primeiro”, do “o que é que eu vou ganhar com isso”, e tantas outras frases verdadeiras sobre intenções ocultas, que daria para escrever um livro, o livro das sem-vergonhices.
Então, quando me deparo com esse tipo de pensamento em gente que conheço, sempre me decepciono e faço, intimamente, a mesma pergunta: – Onde acham que isso vai parar?
Para mim, fica claro que esses são os que sempre ficam nas janelas esperando as bandas passarem, para depois se infiltrarem no cordão dos puxa-sacos de quem ganhou, torcendo para que ninguém veja, ninguém saiba, se é que se importam com isso.
São o que sempre foram, párias dos acontecimentos, porque nas horas decisivas sempre estão ausentes,…esperando,…esperando,… que outros façam o que precisa ser feito para, só depois, mostrarem suas caras.
Certo é, que não falo dos MANÉS, me refiro aos que permanecem na obscuridade do cochicho ao pé do ouvido a vida inteira, são natimortos, no que se refere a expressarem publicamente suas opiniões sobre questões políticas. Questões estas, que não se restringem a quem ganhou ou perdeu e sim a o que ganhamos ou perdemos.
Marcelo Porto Carrero
Não aceito, nem permito
O que devemos fazer quando alguém tentar nos dizer o que é certo ou errado, possível ou impossível, não tendo autoridade moral para tanto?
Aceitar ou permitir? Não, não há como aceitar nem permitir se nem Deus nem Jesus, seu dileto filho, deu autorização para em seus nomes mudarem o sentido do que Um disse e o Outro confirmou.
Em verdade, Deus, sendo onipresente, está permanentemente junto a nós e não será um indivíduo, mesmo tendo sido ungido como seu representante terreno, que vai me mostrar outra forma de fazer, aceitar ou aderir.
Esse tipo de entendimento deve permanecer em cada um de nós como sempre esteve, mesmo que tentem impor novas versões de seus ensinamentos, razão pela qual devemos conserva-los conforme nos foi ensinado, mesmo que nos impeçam de externaliza-los.
São sentimentos próprios, de nossa intimidade, de nossa compreensão, vindos do coração, da ancestralidade e assim devem permanecer.
Foi Deus quem nos deu vontade própria, portanto, livre arbítrio. Afrontar essa graça divina é atitude própria dos indivíduos terrenos, que tentam manipular nossa religiosidade, nossa fé, nossa esperança e nosso futuro.
Nossa consciência, uma vez esclarecida, tem discernimento suficiente para mostrar o que fazer e como entender as diferenças entre o bem e o mal.
Como pode alguém querer dizer o que é certo errado, o que antes não era permitido por Deus e agora é? Como assim?
Pode uma pessoa em seu nome mudar as leis divinas, aprovar o que nunca foi aprovado, o que não era direito e o que era errado?
A sabedoria divina não muda com o tempo, o que muda com o tempo são os homens. E são eles, os homens, seres fracos, portanto, falíveis e sugestionáveis, que agora estão a querer dizer o que é permitido, propor a evolução dos costumes cristãos, do comportamento conservador e da crença.
O que Jesus nos disse permanece dito. Isso está certo, registrado e consolidado. Não é assunto a ser sequer discutido, quanto mais revisto.
Nada do que faz parte de seus ensinamentos tem outros objetivos que não aqueles que ele pregou.
Ninguém está autorizado a reinterpretar suas palavras ou dar outros sentidos a elas para atender demandas de outras origens, principalmente daquela com objetivos políticos em seu âmago.
Agora, como desde sua trajetória após Pedro, a pedra sobre a qual erigiram a igreja que hoje Francisco gerencia, a instituição age como um banco, uma sociedade anônima, tal qual outras tantas, mas não consegue crescer na fé como é sua missão primordial, porque optou por evoluir seguindo demandas políticas em detrimento das sociais.
Este foi e continua a ser seu maior erro. Agindo assim, deu espaço a outros movimentos cristãos, que ao contrário do que passou a fazer, mantiveram-se fieis aos termos originais da pregação de Cristo, à história sagrada, à proposta de Deus através de seu filho, o cordeiro que veio para nos salvar.
Com isso, também abriu espaço a aventureiros e exploradores dessa mesma fé, multiplicando assim seus percalços.
O que é possível fazer para que a igreja católica entenda sua verdadeira missão e volte a ser o que era, função que quem está a se expressar em seu nome não cumpre, porque seu falso engajamento é político e ideológico.
Como pode a igreja ter lado? A religião de Nosso Senhor, aquela pela qual Jesus pregou e morreu, nunca teve nem deve ter lado.
A Cesar, o que é de Cesar! Lembra?
Jesus mostrou o único caminho, essa pessoa que está sentada em seu trono propõe um desvio que devemos evitar, pois percorre-lo é seguir direto ao abismo do socialismo ditatorial.
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