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Saiba quem é Marcos Vinicius Jardim, reconduzido ao CNJ pela advocacia

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O advogado Marcus Vinicius Jardim Rodrigues, que tomou posse nesta terça-feira (11/5) como membro reconduzido ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em uma das vagas da OAB, tem uma trajetória de destaque no quadro institucional da OAB. Por decisão do colegiado, o representante da Ordem permanecerá no CNJ para o biênio 2022-2024.

Rodrigues foi nomeado pelo presidente da República no último dia 14 de abril para a recondução no conselho. Antes, obtivera também a aprovação no Senado Federal, em 6 de abril, e no Conselho Pleno da OAB, em 13 de dezembro de 2021.

“Os cenários de inovação e adaptação trazidos pela pandemia são muitos. Avanços no processo eletrônico, a proposta de regulamentação do trabalho remoto para magistrados, a modalidade virtual de produção de provas, tudo isso compõe a pauta do CNJ. É um mundo novo que mostra, desde já, a necessidade de interlocução com a advocacia. O Poder Judiciário deve, também, ter a sensibilidade de contribuir para preservar a vida das pessoas. Logo, deve-se achar um equilíbrio entre a necessidade de atendimento presencial nos fóruns e os cuidados com a saúde pública”, afirma Rodrigues. 

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Nascido em 1977 em Rio Branco, graduou-se em direito em 1999 pela Universidade Federal do Estado do Acre (UFAC). Seis anos depois, alcançou a pós-graduação em Direito Público pela Faculdade Integrada de Pernambuco (Facipe). 

É, também, dono de destacada atuação no Sistema OAB. Foi conselheiro seccional da OAB-AC (2007-2008), presidente da Comissão do Jovem Advogado da seccional (2007-2009) e secretário-geral da seccional (2008-2009) antes de chegar à vice-presidência (2010-2013). Depois, ocupou o mais alto cargo da advocacia acreana por duas gestões (2013-2016 e 2016-2019), de onde saiu para compor o Conselho Federal da OAB na bancada do Acre. Também foi secretário-geral da Comissão Nacional Especial da Advocacia Corporativa e presidente da Comissão Nacional de Relações Institucionais da OAB.

Resumo

– 1999: Graduação em Direito pela Universidade Federal do Acre (UFAC)

– 2005: Pós-Graduação em Direito Público pela Faculdade Integrada de Pernambuco (Facipe)

– 2007-2008: Conselheiro seccional da OAB-AC

– 2007-2009: Presidente da Comissão do Jovem Advogado da OAB-AC

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– 2008-2009: Secretário-geral da OAB-AC

– 2010-2013: Vice-presidente da OAB-AC

– 2013-2019: Presidente da OAB-AC

– 2019-2021: Conselheiro federal da OAB-AC

– 2019-2021: Secretário-geral da Comissão Nacional da Advocacia Corporativa da OAB

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Renato Nery: sua morte exige voz, justiça e memória

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A morte brutal do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Dr. Renato Gomes Nery, não pode ser tratada com indiferença. Trata-se de um crime que atinge diretamente a advocacia e a democracia. Renato foi um homem honrado, combativo e comprometido com a justiça — sua memória exige respeito e posicionamento firme por parte da sociedade e das instituições.

É inaceitável que um colega de trajetória tão marcante seja silenciado sem uma reação proporcional à gravidade do que ocorreu. Tive a honra de iniciar minha vida institucional na OAB-MT como conselheiro estadual em sua gestão. Conheci de perto o homem e o advogado.

Como ex-presidente da OAB-MT, tenho a obrigação de falar de Renato Nery. Não posso me calar diante da execução de um colega que também ocupou essa honrosa função. A presidência da Ordem não é apenas um cargo: é um compromisso com a defesa intransigente da advocacia e da democracia. Renato honrou essa missão com coragem, combatividade e senso de justiça.

A execução do colega, agora apontada pelas investigações como motivada por disputas fundiárias, exige não apenas uma rigorosa apuração policial, mas também uma profunda reflexão sobre os riscos enfrentados pelos que exercem a advocacia com independência e compromisso. O advogado precisa ter, acima de tudo, segurança para atuar. Sem isso, toda a estrutura democrática se fragiliza.

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É essencial que todos os desdobramentos do crime sejam investigados com máxima seriedade, inclusive aqueles de natureza patrimonial – para afastar oportunistas. Nada pode ser omitido ou minimizado. Só assim evitaremos injustiças irreparáveis e honraremos verdadeiramente a memória de Renato.

Neste momento em que prisões foram realizadas, inclusive de pessoas apontados como mandantes, é justo reconhecer o trabalho diligente dos órgãos de segurança pública, especialmente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A atuação firme e técnica tem sido crucial para elucidar os fatos e oferecer respostas à sociedade.

À família de Renato, deixo minha solidariedade mais sincera. Que o legado de integridade, coragem e compromisso deixado por ele sirva como farol para todos os que ainda acreditam no poder transformador da advocacia e na força da verdade.

Renato Nery merece ser lembrado, respeitado e defendido — em vida e na memória. Seu nome não pode ser esquecido, nem a sua luta ignorada.

Por Ussiel Tavares, advogado e ex-presidente da OAB-MT

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