JURÍDICO
OAB sediará jantar de finalistas do 17º Prêmio Engenho de Comunicação
JURÍDICO
O Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) sediará o tradicional Jantar dos Finalistas do Prêmio Engenho de Comunicação – O Dia em que o Jornalista Vira Notícia. Instituído em 2004, o Prêmio Engenho destaca jornalistas e veículos de comunicação que produzem notícias a partir de Brasília. “A imprensa exerce função indispensável ao Estado de Direito e, por isso, a OAB saúda iniciativas como o Prêmio Engenho, que reconhecem e valorizam o trabalho desses profissionais. A Ordem prestigia o jornalismo profissional e reforça a sua defesa pela liberdade de imprensa”, explica o presidente do CFOAB, Beto Simonetti.
“A OAB é uma parceira natural do Prêmio Engenho. Pois defende os mesmos valores que a premiação: liberdade de imprensa, ética, transparência, democracia e cidadania”, afirma a presidente e criadora do Prêmio Engenho, jornalista Kátia Cubel. Finalistas e vencedores em diversas categorias do Jornalismo são indicados por uma comissão julgadora formada por notáveis. Nesta edição, a 17ª, o júri é formado por: ministra Cristina Peduzzi, do TST, ministro Jorge Oliveira, do TCU, procuradora-chefe do MPDFT, Fabiana Barreto, ex-ministro do TSE Carlos Mário Velloso Filho, o mestre em Comunicação Bruno Nalon e os juristas Eliziane Carvalho, do Sistema CNA-SENAR, e Marcus Vinícius Furtado Coelho, do Conselho Federal da OAB.
O Jantar dos Finalistas acontecerá na segunda-feira, 13 de junho, às 20h. Marcará o encontro entre os profissionais de informação e a comissão julgadora. Durante o jantar, acontece a cerimônia de diplomação dos Finalistas. Além da OAB, as seguintes organizações se uniram ao 17º Prêmio Engenho de Comunicação – O Dia em que o Jornalista Vira Notícia, viabilizando a realização da premiação. São elas: Sistema Fibra, Cofeci (Conselho Federal de Corretores de Imóveis), Santander, Renata La Porta e Bancorbrás Turismo. A cerimônia de premiação será em 19 de agosto, na sede do Conselho da Justiça Federal (CJF).
A seguir, a lista dos Finalistas do 17º Prêmio Engenho de Comunicação – O Dia em que o Jornalista Vira notícia:
1. Site
Metrópoles
Correio Braziliense
Poder 360
2. Coluna
Ana Maria Campos
Claudio Humberto
Denise Rottenburg
3. Programa da TV
Bom Dia DF
Band Cidade
DF no Ar
4. Apresentador de TV
Fred Ferreira
Heraldo Pereira
Neila Medeiros
5. Programa de Rádio
CBN BSB
Band News
Bastidores do Poder
6. Apresentador de Rádio
Rodrigo Orengo
Cláudio Humberto
Bruno Melo
7. Veículo Impresso
Correio Braziliense
Jornal de Brasília
Roteiro
8. Cobertura da Capital
Metrópoles
Correio Braziliense
Bom Dia DF
9. Homenagem Especial
Zileide Silva – TV Globo
10. Jornalista do Ano
Ana Dubeux – Correio Braziliense
ARTIGOS
Renato Nery: sua morte exige voz, justiça e memória
A morte brutal do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Dr. Renato Gomes Nery, não pode ser tratada com indiferença. Trata-se de um crime que atinge diretamente a advocacia e a democracia. Renato foi um homem honrado, combativo e comprometido com a justiça — sua memória exige respeito e posicionamento firme por parte da sociedade e das instituições.
É inaceitável que um colega de trajetória tão marcante seja silenciado sem uma reação proporcional à gravidade do que ocorreu. Tive a honra de iniciar minha vida institucional na OAB-MT como conselheiro estadual em sua gestão. Conheci de perto o homem e o advogado.
Como ex-presidente da OAB-MT, tenho a obrigação de falar de Renato Nery. Não posso me calar diante da execução de um colega que também ocupou essa honrosa função. A presidência da Ordem não é apenas um cargo: é um compromisso com a defesa intransigente da advocacia e da democracia. Renato honrou essa missão com coragem, combatividade e senso de justiça.
A execução do colega, agora apontada pelas investigações como motivada por disputas fundiárias, exige não apenas uma rigorosa apuração policial, mas também uma profunda reflexão sobre os riscos enfrentados pelos que exercem a advocacia com independência e compromisso. O advogado precisa ter, acima de tudo, segurança para atuar. Sem isso, toda a estrutura democrática se fragiliza.
É essencial que todos os desdobramentos do crime sejam investigados com máxima seriedade, inclusive aqueles de natureza patrimonial – para afastar oportunistas. Nada pode ser omitido ou minimizado. Só assim evitaremos injustiças irreparáveis e honraremos verdadeiramente a memória de Renato.
Neste momento em que prisões foram realizadas, inclusive de pessoas apontados como mandantes, é justo reconhecer o trabalho diligente dos órgãos de segurança pública, especialmente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A atuação firme e técnica tem sido crucial para elucidar os fatos e oferecer respostas à sociedade.
À família de Renato, deixo minha solidariedade mais sincera. Que o legado de integridade, coragem e compromisso deixado por ele sirva como farol para todos os que ainda acreditam no poder transformador da advocacia e na força da verdade.
Renato Nery merece ser lembrado, respeitado e defendido — em vida e na memória. Seu nome não pode ser esquecido, nem a sua luta ignorada.
Por Ussiel Tavares, advogado e ex-presidente da OAB-MT
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