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Ministra Rosa Weber é homenageada em sua última sessão na 1ª Turma

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A ministra Rosa Weber foi homenageada, nesta terça-feira (30), em sua última sessão como integrante da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). A ministra, atual vice-presidente do STF, assumirá a Presidência no próximo dia 12.

Rosa Weber chegou ao Supremo em 2011, quando passou a integrar a Primeira Turma, e presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de 2018 a 2020.

Ganho para o Brasil

A presidente da Turma, ministra Cármen Lúcia, afirmou que Rosa Weber fará grande falta ao colegiado. “Mas será um enorme ganho para o Brasil ter uma presidente do STF que honra a história da Casa e os principais valores democráticos”, afirmou. Ela destacou a envergadura ética e intelectual, a dedicação e o empenho da próxima presidente e agradeceu a amizade e o coleguismo. “Tenha certeza de que a Primeira Turma do STF guardará, na sua história, a figura de vossa excelência como ouro em pó”, ressaltou.

Homenagens

Os demais ministros se associaram às palavras da ministra Cármen Lúcia e também prestaram homenagens à ministra Rosa. O ministro Dias Toffoli destacou a grandeza da homenageada pela sua sensibilidade e pelo seu olhar social para o trabalhador, para a mulher trabalhadora e para as pessoas mais simples e humildes.

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Segundo o ministro Alexandre de Moraes, a ministra Rosa Weber é competente, amiga e sincera. “Aprendemos muito com ela, principalmente na questão social e trabalhista”, lembrou. “Tenho certeza de que será uma grande presidente a partir do dia 12, e poderá contar comigo no que precisar”.

Por sua vez, o ministro Luís Roberto Barroso comentou que terá o privilégio de conviver de forma próxima com a homenageada, pois será o vice-presidente. “Poucas coisas na vida são tão prazerosas quanto trabalhar com quem gosta e onde gosta”.

Representando o Ministério Público Federal (MPF), a subprocuradora-geral da República Cláudia Sampaio Marques ressaltou que a ministra Rosa Weber trouxe ensinamentos não só pela seriedade, mas pela grande preocupação de fazer justiça, além de ser uma pessoa doce e gentil.

Espírito desarmado

Ao agradecer as palavras, Rosa Weber afirmou que a grande riqueza de sua vida, além da família, são os amigos. Segundo ela, a Turma tem um ambiente de muita amizade, respeito e seriedade no enfrentamento dos processos, e há, entre os ministros, “um espírito desarmado querendo sempre fazer a melhor justiça”.

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A presidente eleita do STF disse ter sido uma honra integrar a Primeira Turma. “Eu me sinto bem aqui, amo o que faço, amo exercer a jurisdição e a exerço há 46 anos”, concluiu.

EC//CF

Fonte: STF

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Renato Nery: sua morte exige voz, justiça e memória

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A morte brutal do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Dr. Renato Gomes Nery, não pode ser tratada com indiferença. Trata-se de um crime que atinge diretamente a advocacia e a democracia. Renato foi um homem honrado, combativo e comprometido com a justiça — sua memória exige respeito e posicionamento firme por parte da sociedade e das instituições.

É inaceitável que um colega de trajetória tão marcante seja silenciado sem uma reação proporcional à gravidade do que ocorreu. Tive a honra de iniciar minha vida institucional na OAB-MT como conselheiro estadual em sua gestão. Conheci de perto o homem e o advogado.

Como ex-presidente da OAB-MT, tenho a obrigação de falar de Renato Nery. Não posso me calar diante da execução de um colega que também ocupou essa honrosa função. A presidência da Ordem não é apenas um cargo: é um compromisso com a defesa intransigente da advocacia e da democracia. Renato honrou essa missão com coragem, combatividade e senso de justiça.

A execução do colega, agora apontada pelas investigações como motivada por disputas fundiárias, exige não apenas uma rigorosa apuração policial, mas também uma profunda reflexão sobre os riscos enfrentados pelos que exercem a advocacia com independência e compromisso. O advogado precisa ter, acima de tudo, segurança para atuar. Sem isso, toda a estrutura democrática se fragiliza.

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É essencial que todos os desdobramentos do crime sejam investigados com máxima seriedade, inclusive aqueles de natureza patrimonial – para afastar oportunistas. Nada pode ser omitido ou minimizado. Só assim evitaremos injustiças irreparáveis e honraremos verdadeiramente a memória de Renato.

Neste momento em que prisões foram realizadas, inclusive de pessoas apontados como mandantes, é justo reconhecer o trabalho diligente dos órgãos de segurança pública, especialmente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A atuação firme e técnica tem sido crucial para elucidar os fatos e oferecer respostas à sociedade.

À família de Renato, deixo minha solidariedade mais sincera. Que o legado de integridade, coragem e compromisso deixado por ele sirva como farol para todos os que ainda acreditam no poder transformador da advocacia e na força da verdade.

Renato Nery merece ser lembrado, respeitado e defendido — em vida e na memória. Seu nome não pode ser esquecido, nem a sua luta ignorada.

Por Ussiel Tavares, advogado e ex-presidente da OAB-MT

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