POLÍTICA
Botelho destaca avanço na educação infantil e reforça parceria para ampliar creches em MT
POLÍTICA
Durante a Sessão Ordinária desta quarta-feira (29), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o deputado Eduardo Botelho (MDB) destacou os avanços na educação infantil no estado e reforçou a importância da atuação conjunta entre instituições para ampliar a oferta de vagas em creches.
Ao abordar o cenário nacional, o parlamentar citou dados recentes que apontam que apenas quatro capitais brasileiras possuem cobertura integral de creches para crianças, evidenciando um desafio ainda significativo no país. Nesse contexto, Botelho ressaltou a iniciativa da Assembleia Legislativa em propor alterações orçamentárias que possibilitaram ao Estado investir diretamente na construção e retomada de unidades de educação infantil.
“Apresentamos um projeto que permitiu ao Estado investir em creches, e hoje já temos 45 unidades em andamento. Inauguramos recentemente uma em Poconé e outras estão próximas de serem entregues. É um trabalho construído em parceria com diversas instituições, que já começa a dar resultados concretos”, afirmou.
O deputado também enfatizou o papel da articulação institucional envolvendo a ALMT, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), o Ministério Público de Contas, o Poder Judiciário e o Gabinete de Articulação para a Efetividade da Política da Educação (GAEPE-MT), destacando que a integração entre os órgãos tem sido fundamental para reduzir déficits históricos na área.
Como exemplo desse avanço, Botelho destacou a entrega, no último dia 22 de abril, do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Frei Joaquim Tébar Fernandes, no município de Poconé. A unidade, voltada à primeira infância, representa a retomada de uma obra iniciada há mais de uma década e que enfrentou paralisações ao longo dos anos.
Unidade de Poconé é a primeira creche concluída por meio da articulação entre a ALMT e o Gaepe-MT.
Foto: VANDERSON FERRAZ SANTOS
Segundo o parlamentar, a conclusão do CMEI simboliza mais do que a finalização de uma estrutura física. “É a concretização de um compromisso com o futuro das nossas crianças e com o fortalecimento das famílias mato-grossenses. Uma obra que só foi possível graças à união de esforços entre diferentes instituições e à persistência do poder público”, destacou.
A unidade tem capacidade para atender mais de 200 crianças, oferecendo um ambiente adequado, com conforto e qualidade. Botelho também lembrou que a Assembleia Legislativa contribuiu diretamente para a viabilização do funcionamento do espaço, por meio de emenda de bancada destinada à aquisição de mobiliário.
Na inauguração do CMEI Frei Joaquim Tébar Fernandes, realizada no dia 22 de abril, no município de Poconé, o conselheiro do TCE-MT, Antonio Joaquim, reforçou que a ampliação de vagas em creches deve ser tratada como prioridade absoluta nas políticas públicas. Segundo ele, o trabalho conjunto das instituições já possibilitou a redução de cerca de 40% do déficit de vagas no estado nos últimos três anos.
“Nosso objetivo é zerar essa fila e, depois disso, manter esse atendimento de forma contínua e eficiente”, afirmou o conselheiro.
A creche de Poconé é a primeira de uma série de mais de 40 unidades com obras retomadas em Mato Grosso, resultado da articulação entre os órgãos de controle, o Legislativo, o Executivo e as prefeituras municipais.
Ao encerrar sua fala, Botelho destacou que investir na primeira infância é investir no desenvolvimento social e econômico do estado. “Cada vaga em creche representa apoio às famílias, especialmente às mães trabalhadoras, e contribui para a construção de uma sociedade mais justa e com mais oportunidades”, concluiu.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA
CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso
A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.
O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.
A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.
Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.
Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.
A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.
A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.
Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.
Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.
A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.
Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.
Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.
A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.
Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.
A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.
Fonte: ALMT – MT
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