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Marcelo Portocarrero

Um beco sem saída?

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Marcelo Portocarrero

Um beco sem saída?

A ideia de estabelecer um porta-voz dentro do Supremo Tribunal Federal (STF), na esperança de que isso passasse despercebido, parece, finalmente, estar causando grande desconforto à esquerda. As poucas vozes discordantes no tribunal foram insuficientes para evitar excessos, incapazes de promover o bom senso ou o respeito às regras republicanas e à própria Constituição.

Qualquer pessoa, mesmo sem ser da área jurídica, pode perceber o que está em jogo. Com as intervenções indevidas, o futuro do país se torna incerto, à medida que tudo passa a ser interpretativo e impositivo. Isso está longe da harmonia entre os poderes e as instituições.

O tratamento segregacionista dado por parte da imprensa tradicional é desrespeitoso. Essa mídia, que se autodenomina porta-voz da verdade, trata aqueles que discordam do status quo como “extremistas de direita”. O que é ainda mais preocupante é ver a OAB, parte do próprio Poder Judiciário, a Câmara e o Senado agindo em conjunto nesse cenário. A atuação do Poder Executivo nesta “tragédia grega moderna” é evidente e dispensa comentários.

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Há cerca de três décadas, desde a Constituição de 1988, o avanço deliberado do neoliberalismo/socialismo, independentemente de quem o promova, vem nos conduzindo a um caos constitucional, social, político e econômico. A questão é: quem são os verdadeiros extremistas? Aqueles que defendem o cumprimento da Constituição de 1988 — a Constituição Cidadã —, ou aqueles que propõem uma ruptura brusca com o Estado democrático de direito?

A mídia tradicional perdeu a oportunidade de se adaptar ao mundo digital, onde as notícias são imediatas, diretas e menos manipuladas. É irônico ver jornais que se consideram tradicionais usando “fake news” para se referir a notícias falsas, um estrangeirismo que eles próprios difundem. Essa imprensa seletiva e enviesada busca esconder a verdade para promover narrativas de interesse próprio.

Esse é o dilema da “extrema esquerda”, um termo usado para equiparar aqueles que levam suas convicções ao extremo, independentemente do lado. A pergunta que fica é: o que está acontecendo é um erro ou um acerto?

Seria isso resultado das ações políticas de um presidente que busca romper com normas estabelecidas, ou do desafio de um ex-presidente com sua opinião e direitos políticos cassados? Este homem — já formalmente punido e sem chance de recurso — ainda é considerado mais poderoso que seu sucessor? Seria este um sinal de que estamos em um beco sem saída?

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Marcelo Portocarrero

O BRASIL PRECISA ENDIREITAR!

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O BRASIL PRECISA ENDIREITAR!

Não existe acaso na engrenagem que move o destino de uma nação. Nada é NOVIDADE, tudo é fato, nada mais que FATO.

No tabuleiro do poder, admiro profundamente quem tem em mente a certeza de que é sabedoria aplicar as quatro operações matemáticas na política que se vai à frente. Quem não sabe somar e multiplicar na hora certa, acaba dividindo a própria base e subtraindo as chances de vitória.

É levando isso em consideração que antecipamos o que pode estar por vir. Logo ali, no segundo turno dessas eleições, as máscaras vão cair. Saberemos, com precisão cirúrgica, quem quer unir forças de VERDADE e quem, por pura vaidade, espera um apoio incondicional por se achar dono exclusivo da oportunidade de colocar o BRASIL nos trilhos do progresso.

O grande teste de caráter político reside justamente aí. O progresso só teria valor significativo se o fosse sem dever FAVORES e sem fazer os ACORDOS esdrúxulos e desonestos que costumam fatiar o Estado na surdina das tramas que acontecem por detrás das coxias —vide a eleição e provável reeleição de atual presidente do Senado.

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A verdadeira liderança não se vende e nem compra aliados com promessas espúrias, até porque tanto na vida pública como na privada, colhe-se o que se planta através das palavras e das alianças. “Não é possível voltar atrás em tudo o que se diz nem do que se ouve. Portanto, cuida do que falas e seleciona bem de quem escutas.” No calor do processo eleitoral, comprometer-se com a retórica errada ou dar ouvidos a conselheiros mal-intencionados é um caminho que costuma não ter volta.

A matemática do segundo turno não perdoa a soberba e nem o erro de cálculo. Quem estiver enfrentando a esquerda na hora da DISPUTA FINAL precisará, obrigatoriamente, do apoio de TODOS que lutam pela causa conservadora. Não é momento para purismos cegos ou projetos de poder individuais. Diante do abismo, a união consciente é o único caminho viável.

O recado está dado e o cenário desenhado. Não há espaço para hesitação.

O BRASIL PRECISA ENDIREITAR!

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