CUIABÁ
Search
Close this search box.

Marcelo Porto Carrero

Meu pirão primeiro

Publicado em

Marcelo Porto Carrero

A frase, tida como capitalista, é a que melhor expressa a antiga prática dos oportunistas de ocasião. Hábito esse, que voltou a estar em pleno vigor desde o dia 01/01/2023. Talvez até antes disso, a considerar o que acontece descaradamente nas altas cúpulas dos três poderes da República.

Só não vê quem tapa os olhos com uma viseira relacionada a outro dito, qual seja, “o que é que eu vou ganhar com isso”, muito popular nos três níveis de governança e nas empresas de comunicação onde até a notícia é paga. Para quem não entendeu a questão da governança, trata-se da maneira de gerir instituições, nesse caso as públicas e de economia mista.

Pirão, no jargão político, é o que se ganha na arte de negociar o que não é seu, o que para muitos também é entendido como a astúcia de tirar proveito da coisa alheia, principalmente em se tratando do erário público. Já em relação à culinária, pirão é o resultado da inserção de farinha para engrossar um caldo. Creio que essa singela explicação basta para fazer entender a analogia com o que está acima colocado.

Leia Também:  O 7 de setembro e as Forças Armadas

Então, a abstinência dessa apreciada iguaria política deixou muita gente desesperada a ponto de o desconforto cegá-las quanto às consequências de seus atos. Adicionando essa somatização aos costumes da gastança desenfreada, das alianças inconsequentes e dos compromissos impagáveis teremos como resultado a negociação da dignidade, se é que um dia ela existiu em quem só se satisfaz se tiver desse pirão no seu cardápio.

A muito custo essa costumeira prática na arte de fazer política chegou a ser reduzida no passado recente na vã tentativa de moralizar a escrachada, ridicularizada, desacreditada, depreciada, desconceituada e desabonada leva de parlamentares que, eleição após eleição, vem sendo conduzida às duas Casas do Congresso Nacional, em grande parte graças aos votos de legenda e procedimentos nada republicanos de compra de votos.

Seria o caso de dizer inacreditavelmente, mas não dá porque efetivamente a maioria dos processos de cassação (quando existem) de candidatos desonestos não termina, melhor dizendo, termina em nada. A justiça, seja ela comutativa, geral ou legal e distributiva, cuja simbólica estátua a apresenta como impossibilitada de ver, portanto, de ser manipulada pelos pesos colocados em sua balança, mostra não ser ela totalmente cega quando se deixa levar por subterfúgios habilmente plantados nas entrelinhas do livro das leis, seu Vade Mecum, para ser burlada em sua essência.

Leia Também:  Obrigado por ser assim…, diferente das canas dobradas pelo vento.

De acordo com o site etmologia.com.br, a ideia de justiça tem uma abordagem dupla, pois de um lado expressa a qualidade de ser justa e equilibrada na tomada de decisões e, paralelamente, faz referência a um sistema legal. Então, é nesse paralelismo com “O SISTEMA” que tudo pode acontecer como de fato acontece, infelizmente.

Propaganda

Marcelo Porto Carrero

Não aceito, nem permito

Publicados

em

O que devemos fazer quando alguém tentar nos dizer o que é certo ou errado, possível ou impossível, não tendo autoridade moral para tanto?

Aceitar ou permitir? Não, não há como aceitar nem permitir se nem Deus nem Jesus, seu dileto filho, deu autorização para em seus nomes mudarem o sentido do que Um disse e o Outro confirmou.

Em verdade, Deus, sendo onipresente, está permanentemente junto a nós e não será um indivíduo, mesmo tendo sido ungido como seu representante terreno, que vai me mostrar outra forma de fazer, aceitar ou aderir.

Esse tipo de entendimento deve permanecer em cada um de nós como sempre esteve, mesmo que tentem impor novas versões de seus ensinamentos, razão pela qual devemos conserva-los conforme nos foi ensinado, mesmo que nos impeçam de externaliza-los.

São sentimentos próprios, de nossa intimidade, de nossa compreensão, vindos do coração, da ancestralidade e assim devem permanecer.

Foi Deus quem nos deu vontade própria, portanto, livre arbítrio. Afrontar essa graça divina é atitude própria dos indivíduos terrenos, que tentam manipular nossa religiosidade, nossa fé, nossa esperança e nosso futuro.

Nossa consciência, uma vez esclarecida, tem discernimento suficiente para mostrar o que fazer e como entender as diferenças entre o bem e o mal.

Leia Também:  Primeiro dia de vacinação contra Covid-19 na Guia tem boa adesão e mais de 100 crianças são imunizadas

Como pode alguém querer dizer o que é certo errado, o que antes não era permitido por Deus e agora é? Como assim?

Pode uma pessoa em seu nome mudar as leis divinas, aprovar o que nunca foi aprovado, o que não era direito e o que era errado?

A sabedoria divina não muda com o tempo, o que muda com o tempo são os homens. E são eles, os homens, seres fracos, portanto, falíveis e sugestionáveis, que agora estão a querer dizer o que é permitido, propor a evolução dos costumes cristãos, do comportamento conservador e da crença.

O que Jesus nos disse permanece dito. Isso está certo, registrado e consolidado. Não é assunto a ser sequer discutido, quanto mais revisto.

Nada do que faz parte de seus ensinamentos tem outros objetivos que não aqueles que ele pregou.

Ninguém está autorizado a reinterpretar suas palavras ou dar outros sentidos a elas para atender demandas de outras origens, principalmente daquela com objetivos políticos em seu âmago.

Agora, como desde sua trajetória após Pedro, a pedra sobre a qual erigiram a igreja que hoje Francisco gerencia, a instituição age como um banco, uma sociedade anônima, tal qual outras tantas, mas não consegue crescer na fé como é sua missão primordial, porque optou por evoluir seguindo demandas políticas em detrimento das sociais.

Leia Também:  Fé, esperança e amor

Este foi e continua a ser seu maior erro. Agindo assim, deu espaço a outros movimentos cristãos, que ao contrário do que passou a fazer, mantiveram-se fieis aos termos originais da pregação de Cristo, à história sagrada, à proposta de Deus através de seu filho, o cordeiro que veio para nos salvar.

Com isso, também abriu espaço a aventureiros e exploradores dessa mesma fé, multiplicando assim seus percalços.

O que é possível fazer para que a igreja católica entenda sua verdadeira missão e volte a ser o que era, função que quem está a se expressar em seu nome não cumpre, porque seu falso engajamento é político e ideológico.

Como pode a igreja ter lado? A religião de Nosso Senhor, aquela pela qual Jesus pregou e morreu, nunca teve nem deve ter lado.

A Cesar, o que é de Cesar! Lembra?

Jesus mostrou o único caminho, essa pessoa que está sentada em seu trono propõe um desvio que devemos evitar, pois percorre-lo é seguir direto ao abismo do socialismo ditatorial.

Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA