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Marcelo Porto Carrero

O Silêncio dos Inocentes. Inocentes?

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Marcelo Porto Carrero

O Silêncio dos Inocentes. Inocentes?

O filme “O Silêncio dos Inocentes” narra a procura por um monstro (um indivíduo tão violento que chega a arrancar a pele de suas vítimas) pela pessoa encarregada de investigar o caso e encontrar o facínora. Então, ela recorre a um psicopata que já estava preso, Hannibal Lecter, a procura de meios para deter quem estava buscando.

Aqui nas terras tupiniquins temos agora algo semelhante em andamento, se não de conteúdo certamente no objetivo, ou seja, de encontrar meios para deter quem está causando tanto mal ao país. Afinal, temos entre nós alguém que está tirando a paz de pessoas inocentes, só lhe faltando mandar arrancar-lhes as peles, porque de resto já infringiu desgastes físicos e psicológicos equivalentes às suas vítimas.

Para que pudesse ser exposta e assim escapasse ao controle midiático nacional e internacional, a trama em questão foi então apresentada a todos graças à intervenção de um personagem externo ao cenário político mundial.

Sim, foi dentre os meios de comunicação via internet, que veio a público a forçação de barra que está acontecendo entre nós para a implantação dessa aberração política chamada por seus executores de “democracia relativa”.

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Um inconteste mimetismo ideológico utilizado para ludibriar os menos informados. Na verdade, um regime de governo de coalizão entre os poderes executivo e judiciário, que aos poucos, sob os olhares beneplácitos e coniventes do legislativo, vem sendo ministrado homeopaticamente ao povo brasileiro.

As agressões à Constituição do país; às leis ordinárias, complementares e extraordinárias; às instâncias públicas (primeira, segunda e superiores); aos poderes constituídos (Legislativo, o próprio Executivo e o próprio Judiciário); às organizações profissionais e classistas (conselhos federais, confederações, federações, associações, sindicatos, cooperativas, etc.); bem como aos cidadãos comuns – casos específicos de livre arbítrio, da liberdade de expressão e de manifestação – estão, aos poucos, tomando corpo e alcance desastrosos à medida em que nada foi feito para impedi-lo até agora.

Assim, desinformada de tudo, esteve a população brasileira vez que submetida a um implacável processo seletivo de notícias. Coisa do sistema montado para subverter as informações dando-lhes sentidos e formas alteradas, a depender do que, sobre quem e quanto seja interessante aos poderosos senhores das narrativas.

Coisa bem demonstrada pelo atual mandatário do país na tentativa de implantar sua democracia relativa. Afinal, é a isso que se refere todas as vezes em que constrói narrativas a respeitos de ditaduras relativas, personalidades relativas, fatos e atos relativizados, mas principalmente à liberdade relativa, que está a acontecer por aqui.

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É quando nos deparamos com as informações dissimuladas replicadas nas narrativas transmitidas pela maior parte da mídia tradicional, que a dúvida em questão, aquela mencionada no título deste artigo, cai sobre nós.

O que teria acontecido para que permaneçam em silêncio sobre quase tudo o que está acontecendo conosco até agora?

Será porque concordam com a esquerda e defendem a censura como forma de impor seu pensamento político-ideológico e ditatorial ou serão libelos de ocasião?

Até que mostrem o contrário, seu silêncio não terá nadica de nada de inocente.

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Marcelo Porto Carrero

A Postura de André Mendonça

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A Postura de André Mendonça

This is the Way não é um slogan. É uma âncora ontológica. Traduzido ao pé da letra, é “Este é o caminho”. Mas “Como deve ser” é mais devastador. Mais brasileiro. Mais verdadeiro.

Se Din Djarin, o protagonista da série The Mandalorian, da Disney, tivesse uma toga do Supremo, ele se chamaria André Mendonça. Na série, quando perguntam se ele concluiu a missão, ele não diz um “sim” elaborado. Diz apenas: como deve ser.

No STF, o lema seria o mesmo. Quando pressionado, quando encurralado pela máquina, quando a PGR pede, a Polícia Federal avança e os corredores do STF cochicham, a resposta dele não seria um parecer de 30 páginas. Seria uma postura.

Como deve ser.

Não por teimosia. É o Credo. É a verdade sobre o que, como e por que a coisa deveria ser feita.

O que deveria ser feito: guardar a Constituição, não a conveniência.

Enquanto a Corte foi se transformando em palco de inquéritos sem fim, de investigações de ofício e de censura travestida de defesa da democracia, a postura adequada de um ministro não é negociar o texto. É guardá-lo. Protegê-lo.

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Mendonça faz o que deveria ser feito. Ele vota como deve ser. Ele pede vista como deve ser. Ele diverge como deve ser. Num tribunal onde a maioria já decidiu que o processo é o inimigo a ser destruído, ele é o único que ainda respeita o rito. Este é o ato mais revolucionário possível.

Como deveria ser feito: sem espetáculo, sem tuíte, sem vazamento.

Os inimigos dele no STF, na PGR e na Polícia Federal operam como deve ser no novo sistema: operação na madrugada, com nota na imprensa e manchete no Jornal Nacional.

Mendonça opera como deve ser no sistema antigo, no correto. Silencioso. Nos autos. Com voto técnico. Sem performance para a claque. Sem recado para a mídia.

É a ética mandaloriana aplicada à toga: o trabalho não precisa de plateia. Precisa de integridade. Quando todos querem holofote, ele é o único que ainda lembra o que é ser juiz. O único que fica na sombra do processo. Restrito.

Por que deveria ser feito: porque alguém precisa não só dizer, mas também mostrar que o correto existe e persevera.

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Quando a PGR se torna partido de acusação política e a Polícia Federal se torna braço de inquéritos atípicos, o Supremo precisa de um homem que lembre que existe um caminho. Um caminho onde o direito de defesa ainda existe. Onde juiz não investiga. Onde o Ministério Público não milita. Onde a polícia não escolhe alvo por ideologia.

A postura firme de Mendonça é devastadoramente conclusiva exatamente por isso. Ele não discute. Ele não entra no jogo dos inimigos. Ele apenas afirma, com cada voto vencido, com cada divergência solitária:

Existe um jeito certo. E eu vou fazê-lo como deve ser.

E quando a história desse período for escrita, não vai importar quantas operações foram deflagradas ou quantos inimigos se levantaram contra ele no plenário. Vai importar quem manteve o Credo.

Como deve ser.

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