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Colégio de Presidentes de Seccionais delibera sobre temas do dia a dia da advocacia, como custas judiciais

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A pauta de deliberação do Colégio de Presidentes das Seccionais da OAB, em Pirenópolis (GO), neste sábado (12/11), abordou temas que valorizam a advocacia em âmbitos variados, como o tratamento mais adequado das custas judiciais, a proposição de alteração legislativa para tornar a entidade fiscalizadora do sistema prisional, a proporção representativa do Fida, a homenagem aos 130 anos de Sobral Pinto. 

O anfitrião do evento, Rafael Lara Martins, presidente da OAB-GO, sugeriu a atenção ao tema das custas judiciais. De acordo com o encaminhamento dado, a discussão vai incluir os valores das custas, mas também a tabela de custas em si, ou seja, quando um serviço pode ser cobrado ou não.

O Colégio de Presidentes optou pela criação de um grupo de trabalho com um presidente de cada região para refletir sobre o enfrentamento aos temas relacionados às custas. Daniela Borges, presidente da OAB-BA, vai representar o Nordeste; Rafael Lara Martins, o Centro-Oeste; Marilena Winter, da OAB-PR, o Sul; Márcio Nogueira, da OAB-RO, o Norte; e Angela Botelho, vice-presidente da OAB-MG, o Sudeste.

Por sugestão do presidente da OAB-DF, Délio Lins e Silva, o Colégio de Presidentes também deliberou a respeito da apresentação de um projeto de lei ao Congresso Nacional para tornar a entidade um órgão fiscalizador do sistema penitenciário. 

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“No Distrito Federal, e acredito que em todos os estados, o maior foco de reclamações é o sistema carcerário. Tanto em relação às prerrogativas da advocacia quanto em relação aos direitos humanos, à dignidade da pessoa humana, maus-tratos e tudo o que envolve esse ambiente. Nós temos na LEP (Lei de Execução Penal), no artigo 61, o rol de instituições fiscalizadoras do sistema. A OAB não está nesse rol”, ressaltou.

Por sugestão de Simonetti e adesão dos presentes, a ideia vai ser encaminhada à Coordenação de Política Penitenciária da OAB Nacional. “Fica acatada a sugestão, com a remessa para a oitiva do colegiado para formulação de um texto a ser conduzido como Projeto de Lei para incluir a OAB como órgão de fiscalização”, resumiu o presidente. 

Composição do Fida

Durante o encontro, o presidente do conselho gestor do Fundo Institucional de Desenvolvimento da Advocacia (Fida), Felipe Sarmento, contou aos presentes que, no âmbito do Fida, foi aprovado o aumento de dois cargos para o órgão destinados ao Colégio de Presidentes. 

“Nós temos cinco presidentes de Caixas, cinco conselheiros federais e três presidentes de seccionais. Portanto, a medida é para equalizarmos a representação no órgão das diferentes instâncias”, explicou. A proposta foi aprovada por aclamação. 

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Também por unanimidade, o Colégio de Presidentes aprovou a proposta de instituição do ano de 2023 como o “Ano Nacional da Democracia e da Liberdade” em comemoração aos 130 anos de nascimento do advogado Heráclito Fontoura Sobral Pinto. O presidente da seccional da OAB-TO, Gedeon Batista Pitaluga Júnior, apresentou o tema. O grupo vai elaborar, para tal, diferentes homenagens e ações em celebração à data. 

Sobral Pinto foi um dos juristas mais importantes da história do Brasil. No Brasil, participou de quase todos os eventos marcantes ao longo do século 20. Apelidado de “Senhor Justiça” durante o Estado Novo e a ditadura militar, foi um ferrenho defensor dos direitos humanos dos presos políticos. 

Para celebrar a trajetória, o Colégio de Presidentes vai refletir sobre propostas de realização de seminários, simpósios, entrega da Medalha Sobral Pinto, lançamento de livro, de selo comemorativo e, em 5 de novembro de 2023, promover um congresso internacional.

Fonte: OAB Nacional

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Renato Nery: sua morte exige voz, justiça e memória

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A morte brutal do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Dr. Renato Gomes Nery, não pode ser tratada com indiferença. Trata-se de um crime que atinge diretamente a advocacia e a democracia. Renato foi um homem honrado, combativo e comprometido com a justiça — sua memória exige respeito e posicionamento firme por parte da sociedade e das instituições.

É inaceitável que um colega de trajetória tão marcante seja silenciado sem uma reação proporcional à gravidade do que ocorreu. Tive a honra de iniciar minha vida institucional na OAB-MT como conselheiro estadual em sua gestão. Conheci de perto o homem e o advogado.

Como ex-presidente da OAB-MT, tenho a obrigação de falar de Renato Nery. Não posso me calar diante da execução de um colega que também ocupou essa honrosa função. A presidência da Ordem não é apenas um cargo: é um compromisso com a defesa intransigente da advocacia e da democracia. Renato honrou essa missão com coragem, combatividade e senso de justiça.

A execução do colega, agora apontada pelas investigações como motivada por disputas fundiárias, exige não apenas uma rigorosa apuração policial, mas também uma profunda reflexão sobre os riscos enfrentados pelos que exercem a advocacia com independência e compromisso. O advogado precisa ter, acima de tudo, segurança para atuar. Sem isso, toda a estrutura democrática se fragiliza.

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É essencial que todos os desdobramentos do crime sejam investigados com máxima seriedade, inclusive aqueles de natureza patrimonial – para afastar oportunistas. Nada pode ser omitido ou minimizado. Só assim evitaremos injustiças irreparáveis e honraremos verdadeiramente a memória de Renato.

Neste momento em que prisões foram realizadas, inclusive de pessoas apontados como mandantes, é justo reconhecer o trabalho diligente dos órgãos de segurança pública, especialmente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A atuação firme e técnica tem sido crucial para elucidar os fatos e oferecer respostas à sociedade.

À família de Renato, deixo minha solidariedade mais sincera. Que o legado de integridade, coragem e compromisso deixado por ele sirva como farol para todos os que ainda acreditam no poder transformador da advocacia e na força da verdade.

Renato Nery merece ser lembrado, respeitado e defendido — em vida e na memória. Seu nome não pode ser esquecido, nem a sua luta ignorada.

Por Ussiel Tavares, advogado e ex-presidente da OAB-MT

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