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Secretária-geral adjunta do CFOAB participa de encontro de advogados da União

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A secretária-geral adjunta do Conselho Federal da OAB (CFOAB), Milena Gama, participou, na noite desta quarta-feira (12/10), da abertura do 22º Encontro Nacional dos Advogados da União (Enau), evento da Associação Nacional dos Advogados da União (Anauni) que prossegue até o próximo domingo (16/10) em Natal (RN). Concomitantemente ao encontro, a associação também realiza o 17º Seminário Nacional sobre Advocacia de Estado. Milena Gama representou o presidente do CFOAB na ocasião.

As atividades inaugurais dos dois eventos se deram com a realização de um diálogo aberto e informal entre ex-advogados-gerais da União, que falaram sobre o contexto nacional de atuação da classe, levando em conta os momentos mais marcantes desde a promulgação da Constituição Federal de 1988 até os dias atuais. O panorama das atividades da advocacia pública após a pandemia também foi debatido.

Na linha do que a Ordem historicamente defende em seus discursos públicos e nos pronunciamentos de seus dirigentes, a entidade é a casa da advocacia pública e privada, sem diferenciação e com total atenção aos pleitos de todas as categorias que atuam juridicamente em nome do Estado.

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A solenidade de abertura contou, além de Milena, com as presenças do presidente da Anauni, Clóvis Andrade; do advogado-geral da União, Bruno Bianco; do procurador da Fazenda Nacional, José Levi do Amaral; do ex-advogado-geral da União e ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; do diretor do Departamento de Informações Jurídico-Estratégicas da Controladoria-Geral da União (CGU) e ex-presidente da Anauni, Bruno Fortes; do procurador-geral da União, Vinícius Torquetti Domingos Rocha; da secretária-geral de Contencioso da CGU, Izabel Vinchon; do consultor-geral da União, Arthur Cerqueira Valério; e da subprocuradora-Geral da União, Karoline Busatto; do presidente da Associação Nacional dos Procuradores Municipais (ANPM), Gustavo Machado Tavares; da presidente da Associação Nacional dos Procuradores e Advogados Públicos Federais (Anpprev), Maria Santíssima Marques; do conselheiro fiscal da Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra), Higor Marcelino Sanches; da presidente da Associação Nacional dos Membros das Carreiras da AGU (Anajur), Ruth Jehá Miller; entre outras autoridades.

Fonte: OAB Nacional

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Renato Nery: sua morte exige voz, justiça e memória

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A morte brutal do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Dr. Renato Gomes Nery, não pode ser tratada com indiferença. Trata-se de um crime que atinge diretamente a advocacia e a democracia. Renato foi um homem honrado, combativo e comprometido com a justiça — sua memória exige respeito e posicionamento firme por parte da sociedade e das instituições.

É inaceitável que um colega de trajetória tão marcante seja silenciado sem uma reação proporcional à gravidade do que ocorreu. Tive a honra de iniciar minha vida institucional na OAB-MT como conselheiro estadual em sua gestão. Conheci de perto o homem e o advogado.

Como ex-presidente da OAB-MT, tenho a obrigação de falar de Renato Nery. Não posso me calar diante da execução de um colega que também ocupou essa honrosa função. A presidência da Ordem não é apenas um cargo: é um compromisso com a defesa intransigente da advocacia e da democracia. Renato honrou essa missão com coragem, combatividade e senso de justiça.

A execução do colega, agora apontada pelas investigações como motivada por disputas fundiárias, exige não apenas uma rigorosa apuração policial, mas também uma profunda reflexão sobre os riscos enfrentados pelos que exercem a advocacia com independência e compromisso. O advogado precisa ter, acima de tudo, segurança para atuar. Sem isso, toda a estrutura democrática se fragiliza.

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É essencial que todos os desdobramentos do crime sejam investigados com máxima seriedade, inclusive aqueles de natureza patrimonial – para afastar oportunistas. Nada pode ser omitido ou minimizado. Só assim evitaremos injustiças irreparáveis e honraremos verdadeiramente a memória de Renato.

Neste momento em que prisões foram realizadas, inclusive de pessoas apontados como mandantes, é justo reconhecer o trabalho diligente dos órgãos de segurança pública, especialmente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A atuação firme e técnica tem sido crucial para elucidar os fatos e oferecer respostas à sociedade.

À família de Renato, deixo minha solidariedade mais sincera. Que o legado de integridade, coragem e compromisso deixado por ele sirva como farol para todos os que ainda acreditam no poder transformador da advocacia e na força da verdade.

Renato Nery merece ser lembrado, respeitado e defendido — em vida e na memória. Seu nome não pode ser esquecido, nem a sua luta ignorada.

Por Ussiel Tavares, advogado e ex-presidente da OAB-MT

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