VÁRZEA GRANDE
Escolas da rede municipal participam de pesquisa das universidades de Sorbonne e UFMT
VÁRZEA GRANDE
Os Centros Municipais de Educação Infantil (CMEI) São Domingos Sávio e Izabel Pinto de Campos foram selecionados para participar de uma pesquisa que irá estudar a relação da criança da Educação Infantil com o espaço externo, para o diagnóstico entre semelhanças e diferenças da realidade desse público da América Latina com a da Europa.
As tratativas para a realização desse estudo tiveram início na semana passada com a reunião promovida na Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer entre a equipe da SMECEL, chefiada pela superintendente Pedagógica, Luz Maria Coelho, com as professoras Rute Cristina Domingues da Palma, diretora do Instituto de Educação da UFMT, e Daniela Freire, coordenadora do Grupo de Pesquisa em psicologia da infância da UFMT.
De acordo com Luz Marina, a pesquisa que será realizada nos dois Centros de Educação Infantil de Várzea Grande faz parte de uma colaboração internacional entre as Universidades de Sorbonne, da França com a Universidade Federal de Mato Grosso, pesquisadores da Colômbia, do Uruguai e pesquisadores especialistas em geografia da infância brasileira das Universidades Federais Fluminense no Rio de Janeiro e de Juiz de Fora em Minas Gerais.
“Esse grupo de pesquisadores em rede de colaboração está interessado em pesquisar a relação da criança da Educação Infantil (creches) com o espaço externo, fazendo um diálogo entre as condições em relação ao espaço das crianças da França com as da América Latina. Essa atividade de pesquisa terá uma contrapartida que será a realização de um Seminário Temático com a participação desses mesmos pesquisadores”, explicou.
Segundo a professora da UFMT, Rute Cristina, o processo da pesquisa e a realização do seminário deverá ocorrer entre os dias 14 a 23 de agosto. “Serão duas semanas de imersão no campo, para conhecer a realidade das duas unidades escolares da rede municipal e logo em seguida, com a realização do Seminário Temático para os debates sobre o tema, com a socialização de experiências dos participantes brasileiros com os representantes da Colômbia, Uruguai e da França para a construção de conhecimento” informou.
Além da superintendente da SMECEL, Luz Marina Coelho, participaram da reunião a subsecretária Maria Alice Barros, Lezi Silva, Laura Cecília e Marli Jesus.
VÁRZEA GRANDE
“Nenhum gestor teve a coragem de resolver o problema de água de Várzea Grande”, afirma Flávia Moretti na abertura de audiência pública”
Prefeita defendeu legado para o abastecimento de água no município, convocou moradores e órgãos de controle a fiscalizarem a construção novo PMSB que precisa se tornar lei para embasar o novo modelo de gestão dos serviços de água e esgoto
Durante a abertura da audiência pública que discutiu o Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, declarou que o enfrentamento dos problemas históricos de abastecimento de água e esgotamento sanitário é o compromisso central de sua gestão. Em tom combativo, a gestora afirmou que administrações anteriores evitaram aplicar a legislação do setor.
“Vocês vão conhecer tudo o que foi estudado em um ano e quatro meses. Nenhum gestor teve a coragem de fazer isso que pede a Lei do Saneamento Básico. Daqui em diante, fazendo a parte técnica, estamos enfrentando o desafio que outros não tiveram coragem de encarar”, disse.
Ao discursar diante de moradores, a prefeita destacou a pressão dos órgãos de fiscalização e reafirmou a responsabilidade assumida com a cidade. “A água é vida e dignidade. Quando assinei o termo de posse, me comprometi com a população a resolver esse problema. Eu sei o problema de cada bairro”, pontuou.
A secretária de Assuntos Estratégicos, Ina de Maria, reforçou a centralidade dos moradores no debate. “Essa noite é um marco porque sabemos que o maior problema de Várzea Grande é a falta de água. A pessoa mais importante nesta audiência é a população, que sente na pele essa falta”, disse.
Flávia Moretti defendeu o PMSB como um legado permanente. “Não sei se vou estar aqui amanhã, mas nossa equipe quer deixar o legado de ter levado água na torneira das pessoas”, disse.
A prefeita ainda destacou a legalidade de todas as etapas do Plano Municipal de Saneamento Básico e convocou a população e órgãos de controle a atuar diretamente na fiscalização das metas do plano.
“Após essa audiência e de levantarmos todas as demandas apresentadas aqui vamos encaminhar para Câmara de Vereadores para que ser torne lei”, destacou.
A audiência reuniu autoridades que reforçaram a gravidade do cenário e os próximos passos para o município. O vereador Raul Curvo, presidente da Comissão de Água e Esgoto da Câmara e servidor do DAE, declarou apoio à concessão do departamento. “Sei da importância do resultado desse processo para 300 mil habitantes. A Câmara precisa ajudar a aprovar esse plano, pois vamos entregar um recurso natural importante nas mãos da iniciativa privada para resolver o problema”, pontuou.
O presidente do Tribunal de Contas do Estado, Sérgio Ricardo, citou os dados do estudo feito pela FIPE para a cidade, classificando a situação como reflexo de décadas de abandono. “O estudo aponta um cenário de caos. Várzea Grande ficou abandonada por séculos sem planejamento, e isso não é culpa da atual gestão. Precisamos tratar de investimentos na casa dos bilhões e buscar ações emergenciais”, declarou.
Luciane Vilela, promotora representante do Ministério Público, defendeu que a cidade precisa de planejamento contínuo. “Não podemos fazer do município uma colcha de retalhos. Precisamos de metas claras e recursos previstos para que os órgãos de controle possam cobrar a execução”, destacou.
Rogério Nascimento, representante da Agência Reguladora, enfatizou o caráter inédito da fiscalização no estado. “Várzea Grande é o único município acompanhado de perto pela Ager atualmente neste processo de novos serviços de água e esgoto”.
SERVIÇOS JÁ EXECUTADOS – Flávia Moretti também informou que sua gestão foi atrás de recursos, de recuperar estruturas, fizer obras, consertar vazamentos, ampliar redes e construir novos reservatórios.
“Já investimos R$ 7,99 milhões em equipamentos, concluímos a adutora entre a Estação Pari e o Morro do Urubu, com R$ 11,98 milhões, e estamos construindo cinco novos reservatórios, com investimento de R$ 16,39 milhões”, disse
Também citou avanços no esgoto, instalação de hidrômetros, regularização de ligações, e conserto de mais de 2.200 vazamentos.
E citou o TAC Aliança pela Água, com previsão de R$ 60 milhões para ações emergenciais e investimentos na recuperação do sistema que já estão sendo executados, lembrando que esse valor é executado pelo próprio Governo do Estado.
Galeria de Fotos (13 fotos)
-
ESPORTES6 dias atrásCorinthians vence, mas é eliminado da Copa do Brasil pelo Internacional
-
ECONOMIA7 dias atrásDiscurso do ministro Márcio Elias Rosa (MDIC) na abertura da 10ª reunião de Ministros de Indústria dos BRICS
-
POLÍTICA2 dias atrásDra. Wânia Dantas é indicada para vice de Wellington Fagundes ao Governo de MT
-
AGRONEGÓCIO7 dias atrásMarrocos suspende tarifas de importação sobre ovinos vivos e carnes bovina, ovina, caprina e camelídea até dezembro de 2026
-
Marcelo Porto Carrero6 dias atrásMensagem aos jovens incrédulos
-
SAÚDE5 dias atrásEquipe do Ministério da Saúde visita hospital privado de Alagoinhas (BA) que atende gratuitamente pacientes do SUS
-
SAÚDE5 dias atrásRepresentantes do Ministério da Saúde fazem visita técnica ao hospital Cynthia Charone, referência em oftalmologia no Pará
-
SAÚDE5 dias atrásMinistro da Saúde realiza visitas técnicas em Santa Casa de Curitiba e Hospital Angelina Caron, em Campina do Sul (PR)




