VÁRZEA GRANDE
Servidora da Saúde ministra webpalestra sobre hepatites virais
VÁRZEA GRANDE
Mestra em Enfermagem e com ampla experiência na área, Alessandra Carreira abordará aspectos técnicos e estratégicos de enfrentamento como parte da programação do ‘Julho Amarelo’
A gerente de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, Alessandra Carreira, foi convidada para ministrar a webpalestra “Entendendo as Hepatites Virais: Saúde Pública, Prevenção e Direitos do Cidadão”, em um evento virtual promovido pelo Juizado Especial Criminal e Fazendário de Várzea Grande, em parceria com o Núcleo Psicossocial Forense (NUPS).
O encontro será realizado no dia 29 deste mês, às 14h (horário local), com transmissão online e emissão de certificado para os participantes. A ação reforça como a tecnologia pode ser uma grande aliada na disseminação do conhecimento e na promoção da saúde pública.
Mestra em Enfermagem e com ampla experiência na área, Alessandra abordará aspectos técnicos e estratégicos do enfrentamento às hepatites virais, enfatizando a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e da garantia dos direitos dos cidadãos.
A iniciativa integra as ações do Julho Amarelo – campanha nacional de combate às hepatites virais – e evidencia o compromisso interinstitucional com a saúde, a cidadania e a educação continuada.
Quem quiser participar do evento, é só se inscrever no link abaixo. A inscrição é gratuita.
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Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase
Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.
A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.
Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.
Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.
De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.
A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.
TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.
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