Turismo
Rota usada por contrabandistas vira trajeto turístico em MG
Turismo

A Zona da Mata Mineira ganhou um novo atrativo turístico com a inauguração da Ciclorrota Caminhos do Ouro. O projeto, desenvolvido a partir de uma parceria entre a Instância de Governança Regional (IGR) Circuito Turístico Caminhos Verdes de Minas, a Universidade Federal de Viçosa (UFV), Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult), Sebrae, Emater e Senar, busca valorizar o turismo na região e resgatar a história da colonização mineira.
A ciclorrota foi lançada em novembro e envolve 20 municípios, seguindo trajetos históricos usados no período do ciclo do ouro. Em mais de 420 kms, a ciclorrota passa por cidades como Bicas, Chácara, Chiador, Descoberto, Guarani, Guarará, Goianá, Mar de Espanha, Pequeri, Piau, Rio Novo, Rochedo de Minas, Rio Pomba, São João Nepomuceno e Tabuleiro.
Em entrevista ao Portal iG , a gestora da IGR, Luciene Braga, detalhou o processo de desenvolvimento da iniciativa e os desafios enfrentados. “A ciclorrota é o primeiro produto desenvolvido dentro do programa de regionalização do turismo. Trabalhamos com um levantamento histórico e identificamos que o cicloturismo já existia de forma espontânea na região. O projeto veio para estruturar esse fluxo e agregar valor”, afirmou.
Definição do trajeto

A definição dos trajetos e das cidades participantes seguiu critérios históricos, culturais e geográficos. Luciene explica que todos os municípios associados puderam integrar a ciclorrota, desde que estivessem inseridos no contexto do Descaminho do Ouro. “Os trajetos foram escolhidos para garantir autenticidade histórica e oferecer uma experiência enriquecedora aos ciclistas”, destacou.
A representante detalha que foi realizado um levantamento histórico sobre o local e o fato de já haver ciclistas que faziam o caminho de forma espontânea: “Percebemos que faltava um direcionamento temático, e então adotamos o marco programa como base.”

O projeto recebeu apoio do governo estadual por meio do edital Minas para Minas, que financiou a promoção da ciclorrota, incluindo site, redes sociais, fotografias e vídeos. “O desenvolvimento inicial foi financiado com recursos da IGR. Posteriormente, na etapa de criação da ciclorrota, obtivemos apoio do governo estadual por meio do edital ‘Minas para Minas’, que utilizou recursos da reparação da tragédia de Mariana. Já a estruturação da ciclorrota, como mapeamento, pesquisa histórica e sinalização, foi viabilizada com recursos da própria IGR”, explicou Luciene.
A participação acadêmica também fortaleceu o projeto. A Universidade Federal de Viçosa contribuiu com estudos históricos e georreferenciamento dos caminhos. “A parceria permitiu documentar trajetos e atualizar mapas com tecnologia moderna”, destacou.

A ciclorrota tem nomes inspirados em expedições históricas que desbravaram Minas Gerais. O primeiro percurso, Cunha Menezes, homenageia um general da época colonial. “Recentemente, um descendente direto do Cunha Menezes descobriu que sua família dá nome a um dos caminhos. Isso reforça a autenticidade do nosso projeto”, destacou Luciene. Outro personagem histórico ligado ao trajeto é Tiradentes, que participou dessas expedições ainda como soldado. “Ele fazia parte das missões de reconhecimento e combate ao desvio de ouro”, lembrou a gestora.
Já sobre desafios, Luciene afirma que o engajamento dos municípios em dar atrativos para os turistas se manterem na cidade tem sido levantado. “Como IGR, desenvolvemos e executamos o projeto, mas dependemos das prefeituras para ações essenciais, como vistorias, sinalização e manutenção de estradas. A ciclorrota passa por um território 99% rural, exigindo logística e infraestrutura adequadas. A necessidade de articulação com o setor público gerou dificuldades adicionais, já que o envolvimento das prefeituras é essencial para a implementação e continuidade do projeto”, explica.
Estrutura

Luciene explica que a sinalização segue padrões internacionais de trilhas de longo curso, utilizando cores e desenhos específicos. Ela esclarece que as placas incluem QR codes com informações históricas sobre cada caminho e cidade. “O visitante acessa o site e conhece detalhes da região sem sobrecarregar a sinalização com textos extensos”, explicou.
A recepção da comunidade local à ciclorrota tem sido positiva, mas ainda há desafios na capacitação do setor turístico. “A população local, em geral, não conhecia toda a história da ciclorrota. Algumas pessoas familiarizadas com a temática participaram do processo, compartilhando relatos em reuniões. Durante a implementação, identificamos pontos históricos ao longo das estradas, alguns preservados, outros não.”, analisou Luciene.
Ela continua: “Os ciclistas da região abraçaram o projeto, utilizando a rota de maneira autoguiada. No entanto, o envolvimento da rede empresarial ainda é pequeno, pois a cultura local ainda não vê o cicloturismo como uma oportunidade econômica. Nosso desafio atual é ampliar esse engajamento.”
Impacto

Com o percurso consolidado, o foco agora é medir o impacto econômico e turístico da ciclorrota. Segundo a gestora, os primeiros levantamentos estão previstos para março. “Os dados iniciais mostram que a maior parte dos visitantes faz o percurso em um dia, sem pernoitar. A economia gira em torno da alimentação, mas queremos estimular estadias mais longas”, afirmou.
Uma das estratégias para aumentar a permanência dos turistas é a criação de eventos culturais nos municípios participantes. “Poucos grupos já percorreram a rota completa, permanecendo por dois ou três dias. O gasto principal dos visitantes tem sido com alimentação. Para aumentar a permanência, estamos incentivando as prefeituras a criarem agendas culturais que complementem a experiência dos ciclistas, oferecendo atividades além do percurso. Esse é um gargalo que precisamos trabalhar para fortalecer o impacto econômico da ciclorrota na região.”

O projeto também despertou interesse do Ministério do Meio Ambiente, que busca mapear áreas ambientais ao longo do trajeto. Dois parques municipais já foram identificados como pontos de relevância ecológica. “Queremos agregar valor com turismo sustentável, incluindo visitação a sítios e outros atrativos rurais”, afirmou a gestora.
Para garantir o sucesso da ciclorrota, Luciene enfatiza a necessidade de envolvimento da gestão municipal e da comunidade. “O turismo precisa ser organizado. É essencial que as prefeituras invistam em educação patrimonial e que os empresários enxerguem oportunidades no setor”, concluiu.
Fonte: Turismo
Turismo
No frio? Conheça a praia brasileira com mar quente o ano todo

Enquanto o inverno se aproxima e as temperaturas caem em grande parte do país, um destino no litoral do Rio de Janeiro oferece um contraste surpreendente: águas quentes durante todo o ano. Localizada próxima à Usina Nuclear de Angra dos Reis, a Praia do Laboratório atrai visitantes em busca de um mergulho relaxante, mesmo nos dias mais frios.
Por que a água é quente?
O fenômeno ocorre devido ao processo de resfriamento das usinas nucleares Angra 1 e Angra 2. A água do mar é utilizada para resfriar o vapor gerado na produção de energia elétrica e, após passar por um sistema isolado, é devolvida ao oceano com temperatura entre 3°C e 5°C mais elevada.
Segundo a Eletronuclear, responsável pelas usinas, não há contato entre a água do mar e materiais radioativos, garantindo segurança aos banhistas. Monitoramentos realizados pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) confirmam que a praia é própria para banho desde 2016.
Um cenário paradisíaco e tranquilo
Com uma pequena faixa de areia cercada por vegetação exuberante, a Praia do Laboratório é um refúgio pouco explorado por turistas. Suas águas calmas são ideais para mergulho e observação da vida marinha, incluindo tartarugas que frequentam a região.
O acesso não é sinalizado, o que ajuda a preservar a tranquilidade do local. Partindo de São Paulo, o trajeto mais comum é pela Rodovia Rio-Santos (BR-101), seguindo por uma estrada asfaltada próxima às usinas. Apesar da ausência de infraestrutura comercial, vendedores ambulantes costumam circular no local durante a alta temporada.
Destaque nas redes sociais
Recentemente, a praia ganhou fama após um vídeo de um mergulho nas águas quentes viralizar nas redes sociais, alcançando milhões de visualizações. Apesar de algumas dúvidas sobre a segurança devido à proximidade com a usina, não há riscos à saúde.
Vale a pena visitar?
Para quem busca um destino diferente, longe das agitações turísticas, a Praia do Laboratório é uma ótima opção. Além do banho relaxante, o cenário natural proporciona um dia de paz e conexão com a natureza. Recomenda-se levar água e alimentos, já que o local não conta com quiosques ou restaurantes.
Se a ideia é fugir do frio e mergulhar em águas quentes em pleno inverno, esse recanto escondido no litoral fluminense pode ser a escolha perfeita.
Como chegar:
Partindo de São Paulo: siga pela BR-101 (Rio-Santos) até Angra dos Reis.
Acesso à praia: procure uma estrada asfaltada próxima às usinas nucleares (não há placas indicativas).
Estacionamento: há um local para estacionar perto da orla.
Fonte: Turismo
-
POLITÍCA NACIONAL5 dias atrásLula veta projeto que mudava regras de concessão de benefícios sociais para trabalhadores safristas
-
POLÍTICA5 dias atrásLei cria Semana do Movimento Comunitário e valoriza lideranças dos bairros
-
POLÍCIA3 dias atrásPolícia Civil prende homem que foi condenado a 53 anos de prisão por estuprar e engravidar enteada
-
POLÍCIA7 dias atrásPolícia Civil fecha laboratório do tráfico de facção criminosa em Rondonópolis
-
POLITÍCA NACIONAL5 dias atrásComissão aprova projeto que impede extinção do dinheiro em papel
-
POLITÍCA NACIONAL5 dias atrásComissão aprova inclusão de aluguel social no programa Minha Casa, Minha Vida
-
POLÍCIA5 dias atrásPolícia Militar prende sete faccionados e apreende 152 tabletes de maconha
-
ESPORTES4 dias atrásMéxico vence África do Sul no Estádio Azteca em abertura marcada por cartões vermelhos




