POLÍTICA
CCJR aprova projeto de resolução que homenageia o ex-deputado Francisco Monteiro da Silva
POLÍTICA
Os membros da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovaram, nesta terça-feira (19), o parecer favorável ao Projeto de Resolução nº 560/2023, que denomina “Deputado Francisco Monteiro” a sala de reunião 02, anexa ao Plenário Renê Barbour. O parecer ao projeto foi apreciado durante a vigésima quarta reunião da comissão, da qual participaram os parlamentares Júlio Campos (União Brasil), Diego Guimarães (Republicanos), Thiago Silva (MDB) e Elizeu Nascimento (PL).
Francisco Monteiro da Silva faleceu em maio deste ano. Ele foi deputado estadual por dois mandatos e prefeito do município de Nossa Senhora do Livramento, onde nasceu. Conhecido como Doutor Francisco ou Chico Monteiro, ele foi um dos parlamentares responsáveis pela elaboração da atual Constituição Estadual de Mato Grosso. Além disso, atuou por quase duas décadas como consultor da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa.
“Francisco Monteiro era a cara da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Tive o privilégio de conviver com ele, que foi vice-líder de Governo no período em que fui governador de Mato Grosso. Era um grande conhecedor do regimento desta Casa e do Direito, prestando sempre um excelente serviço de assessoramento à Mesa Diretora”, disse Júlio Campos, autor do Projeto de Resolução nº 560/2023.
Entre as vinte matérias que tiveram parecer aprovado nesta terça, está outro projeto de resolução (04/2021), que estabelece um prazo de três anos para entrega das honrarias aprovadas e publicadas pela ALMT. De acordo com a proposta, apresentada pelo deputado Thiago Silva, o prazo de validade será contado a partir da data de publicação e, passados os três anos, ocorrerá a perda da vigência e dos efeitos decorrentes da homenagem.
Intervenção na saúde em Cuiabá – Na abertura da reunião da CCJR, o presidente da comissão, deputado Júlio Campos, informou ter recebido da Presidência da ALMT o relatório entregue pelo prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), ao Poder Legislativo. O documento apresenta supostas irregularidades cometidas pela gestão do Gabinete de Intervenção na saúde pública da capital mato-grossense. Campos colocou o relatório à disposição dos parlamentares que desejarem analisar as denúncias.
Os deputados Diego Guimarães e Elizeu Nascimento solicitaram, durante a reunião da CCJR, cópia dos documentos entregues pelo prefeito. “Solicitei o relatório para que possamos fazer uma análise jurídica, técnica, imparcial, para saber se há fundamento no que está sendo alegado”, explicou Diego.
O relatório com as denúncias foi entregue ao presidente da ALMT, deputado Eduardo Botelho (União Brasil), no dia 6 de setembro. Botelho se comprometeu a encaminhar o documento para a CCJR e para a Comissão de Saúde da Casa de Leis.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA
ALMT e TRE lançam campanha para combater desinformação nas eleições de 2026
Em um período marcado pela rápida circulação de conteúdos nas redes sociais e aplicativos de mensagens, identificar informações falsas, manipuladas ou retiradas de contexto se tornou um dos desafios enfrentados pelos eleitores. Para ajudá-los a reconhecer esse tipo de conteúdo e verificar as informações antes de compartilhá-las, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) desenvolveram uma campanha de educação midiática e combate à desinformação para as eleições gerais de 2026.
A iniciativa integra Acordo de Cooperação Técnica firmado entre as duas instituições. O documento prevê ações educativas, informativas e de utilidade pública para o enfrentamento da desinformação, a orientação do eleitorado e a divulgação de informações sobre o processo eleitoral.
A campanha, lançada nesta semana, corresponde à segunda etapa do projeto Comunicação Cidadã – Eleições Gerais 2026 e reúne VT de 60 segundos, spots de rádio, anúncios para jornal e revista, banners, carrosséis e vídeos para redes sociais. Na primeira etapa, realizada em abril, o objetivo foi alertar os eleitores sobre o fim do prazo para emissão, transferência ou regularização do título de eleitor.
Construção da mensagem – Noemia Almeida, gerente de Marketing da ALMT, explica que a ação foi construída a partir de situações comuns no ambiente digital, como uma fala verdadeira retirada de contexto, uma imagem antiga apresentada como atual, um título exagerado ou um conteúdo manipulado por inteligência artificial.
“A partir dessas situações, foi desenvolvido o conceito ‘A verdade recortada’, que busca mostrar como uma informação pode perder o sentido original quando apresentada de forma parcial”, conta.
Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
Segundo a gerente, um dos principais desafios foi transformar um tema complexo em uma comunicação simples e próxima da realidade das pessoas.
“A estratégia busca orientar sem responsabilizar ou acusar o cidadão, estimulando o pensamento crítico e a checagem das informações antes do compartilhamento”, acrescenta.
Do celular à urna – Entre os temas abordados nas peças estão pesquisas eleitorais, informações falsas sobre a urna e o local de votação, além de conteúdos antigos ou manipulados apresentados como atuais.
A inteligência artificial também ocupa espaço importante. Um dos materiais trata das deepfakes e de outras formas de manipulação digital capazes de reproduzir rostos e vozes com grande semelhança. Nesses casos, a orientação é desconfiar de conteúdos que provoquem reação imediata e verificar sua origem antes de compartilhar.
Para Daniel Dino, assessor de Comunicação Social do TRE-MT, “mais importante do que transformar o cidadão em especialista em tecnologia é estimular o hábito da checagem”. Segundo ele, a campanha orienta o público a observar quem produziu o conteúdo, verificar se há uma fonte identificada, procurar a mesma informação em veículos confiáveis e recorrer aos canais oficiais quando o assunto envolver a Justiça Eleitoral.
Dino explica que a campanha também leva em conta a forma como a desinformação circula nas redes sociais e nos grupos de mensagens, onde conteúdos podem alcançar muitas pessoas rapidamente. Segundo ele, uma das abordagens adotadas é o chamado prebunking, que busca mostrar antecipadamente ao público algumas das técnicas usadas para produzir e disseminar desinformação.
Atuação conjunta – A presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, afirma que o combate à desinformação está diretamente relacionado à liberdade de escolha do eleitor. Para ela, o voto livre pressupõe que cada pessoa possa formar sua convicção com base em informações corretas e confiáveis.
“O combate à desinformação não é apenas uma questão de comunicação, mas também de proteção da própria democracia”, diz.
Na avaliação da presidente, a parceria amplia a capacidade de diálogo com a população ao unir a informação técnica da Justiça Eleitoral à estrutura de comunicação da Assembleia, que conta com televisão, rádio, redes sociais e outros canais de alcance estadual.
O secretário de Comunicação Social da ALMT, coronel Henrique Santos, destaca a importância da parceria institucional entre a Assembleia Legislativa e o TRE-MT no período eleitoral.
“Essa parceria que foi feita entre a Assembleia e o TRE é uma forma que o Parlamento encontra de fazer parte desse processo democrático de direito, que é a eleição”, frisa.
Fonte: ALMT – MT
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