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MT Hemocentro realiza o tratamento de 300 hemofílicos

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MATO GROSSO

O MT Hemocentro, único banco de sangue público de Mato Grosso, atende atualmente 300 pacientes hemofílicos em sua sede em Cuiabá. Nesta quinta-feira (17.4), é comemorado o Dia Mundial da Hemofilia com o objetivo de conscientizar a população para a realidade dos hemofílicos.

A professora da educação básica estadual Edna Uliana, 44 anos, mãe do paciente Rafael Uliana Neis, 11 anos, portador de hemofilia B (grave), conhece de perto o trabalho do Ambulatório Especializado de Hematologia.

“A equipe do MT Hemocentro é imensamente comprometida, muito profissional e extremamente sensível e humana. O atendimento vai muito além de meras consultas médicas. Graças à equipe multidisciplinar, mães com filhos com diagnóstico recente, adolescentes ou adultos, conseguem apoio com psicóloga, visto que o diagnóstico de uma doença rara, com necessidade de infusões endovenosas de medicação, pode ser devastadora, assim como a compreensão de que, apesar dos múltiplos avanços no tratamento, a doença ainda impõe algumas limitações aos seus portadores”, explicou.

Segundo Edna, o diagnóstico de hemofilia do filho foi precoce, confirmado pelo MT Hemocentro quando ele tinha cerca de 8 meses, pois ela tem histórico familiar de pessoas com hemofilia. “Apesar de ter iniciado o tratamento ainda bebê, Rafa desenvolveu uma condição raríssima que é a alergia ao fator IX. Isso dificultou bastante a nossa vida”, afirmou.

Atualmente, Rafael toma o fator VII. “Somente o MT Hemocentro faz o diagnóstico. A rede privada até faz teste, mas o tratamento é exclusivamente pelo SUS [Sistema Único de Saúde]. E o fator VII é caríssimo, sem o SUS ele não teria como ter acesso.”

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A diretora do MT Hemocentro, Gian Carla Zanela, explicou que a instituição é referência no tratamento de hemofílicos em Mato Grosso.

“Nós temos todos os exames necessários para diagnosticar e verificar se o tratamento está sendo eficaz, se o medicamento realmente está fazendo o efeito necessário. Nós temos o tratamento desde os médicos, hematologistas, ortopedistas, especialista em dor e com toda a equipe multidisciplinar para dar o melhor atendimento possível a este paciente. Os sintomas comuns da hemofilia incluem sangramentos prolongados, hematomas frequentes e sangramentos nas articulações e músculos, causando muitas dores, então tem que ser feito um acompanhamento constante”, destacou.

A hemofilia é uma doença que não tem cura e os pacientes de Mato Grosso vão ao MT Hemocentro a cada três meses para passar pelo médico, fazer exames e realizar o tratamento. “Tem pessoas que vêm de fora do Estado, de outros países, para fazer o tratamento aqui, devido à qualidade do atendimento que é prestado a esses pacientes tão importantes para nós.”

Cerca de 38 servidores fazem parte da equipe multidisciplinar, entre eles: médicos (hematologista, cardiologista, ortopedista, clínico geral e médico da dor), enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogo, assistente social, fisioterapeutas e nutricionista.

Saiba mais sobre a hemofilia

A hemofilia é um distúrbio na coagulação do sangue que ocorre com a deficiência do fator VIII e fator IX. Quando uma pessoa corta alguma parte do corpo e há o sangramento, as proteínas entram em ação para estancar o sangue, processo chamado de coagulação. Entretanto, as pessoas portadoras de hemofilia não possuem essas proteínas e, por isso, sangram mais do que o normal.

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A hemofilia é classificada em tipos A e B. Pessoas com hemofilia tipo A são deficientes de fator VIII. Já as pessoas com hemofilia do tipo B são deficientes de fator IX. Os sangramentos são iguais nos dois tipos, porém a gravidade dos sangramentos depende da quantidade de fator presente no plasma – líquido que representa 55% do volume total do sangue humano.

“A deficiência desses fatores faz com que haja um sangramento acima do esperado, porque o corpo não consegue formar um coágulo do jeito que precisa pra conter o sangramento. A hemofilia pode ser do tipo A ou tipo B. O tratamento inicial para qualquer uma delas é a reposição do fator deficiente”, explica a médica hematologista do MT Hemocentro, Paloma dos Santos Valk.

O medicamento, custeado pelo Ministério da Saúde, é injetado nas veias do paciente e substitui o fator de coagulação do sangue, que não funciona adequadamente ou que, por motivos genéticos, é ausente.

O MT Hemocentro funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, na rua 13 de Junho, 1.055, em Cuiabá.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Polícia Civil cumpre 21 mandados contra grupo suspeito de golpes e lavagem de dinheiro

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6.5), a Operação Janus, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso estruturado para a prática de crimes de estelionato, integração a organização criminosa e lavagem de capitais.

Na operação, são cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e o bloqueio de contas bancárias de 21 suspeitos, além de ter sido decretada a indisponibilidade de valores até o limite de R$ 160 mil, com o fim de assegurar a recuperação dos ativos ilícitos e o ressarcimento dos prejuízos causados às vítimas.

As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá, com base em investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, que evidenciou a atuação coordenada e reiterada do grupo criminoso.

Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio do Leverger, além de cidades dos Estados de Minas Gerais e do Acre.

Modo de atuação

De acordo com as investigações, no mês de janeiro de 2024, duas vítimas foram alvos do denominado “golpe do terceiro intermediário”, modalidade de fraude caracterizada pela intermediação enganosa entre comprador e vendedor de veículo. Os golpistas simulam negociações legítimas para induzir as partes ao erro e obter vantagem ilícita.

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No curso das diligências, foi possível identificar o principal articulador do esquema criminoso, responsável pela criação de perfis falsos em redes sociais e pela coordenação das transações fraudulentas.

Os demais investigados atuavam como titulares de contas bancárias utilizadas para o recebimento dos valores ilícitos, ou como operadores na cadeia de lavagem de capitais. Ao todo, apurou-se a movimentação de aproximadamente R$ 160 mil, quantia subtraída das vítimas.

Lavagem de dinheiro

As investigações também revelaram que o grupo operava uma estrutura sofisticada de lavagem de dinheiro, utilizando múltiplas contas bancárias distribuídas em diversos estados do país, incluindo Mato Grosso, Minas Gerais, Acre, Rondônia e Rio de Janeiro.

Os valores eram submetidos a um processo de triangulação financeira, por meio de transferências sequenciais e fracionadas, com o objetivo de dificultar o rastreamento e a identificação da origem ilícita dos recursos.

O delegado Bruno Palmiro, responsável pelas investigações, destaca que a Operação Janus representa mais uma ação estratégica no enfrentamento qualificado aos crimes patrimoniais e financeiros.

“Especialmente aqueles praticados por meio de fraudes eletrônicas e estruturas organizadas, reafirmando o compromisso da Polícia Civil com a repressão à criminalidade complexa e a proteção do patrimônio da sociedade”, disse o delegado.

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Operação Janus

O nome da operação, “Janus”, faz referência a Jano, tradicionalmente representado com duas faces, e remete ao modus operandi do golpe do terceiro intermediário, no qual o fraudador se apresenta de forma distinta para cada uma das vítimas, conseguindo enganar tanto o vendedor quanto o comprador do veículo, manipulando informações e conduzindo a negociação de maneira fraudulenta.

Fonte: Governo MT – MT

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