Marcelo Porto Carrero
Um Congresso submisso, um Executivo comprometido e um Judiciário intrometido
Marcelo Porto Carrero
A votação que permite o regime de urgência à PL-2630, a da legalização da censura serve para confirmar o que todos sabem, mas que poucos têm coragem de comentar. Me refiro ao verdadeiro papel do político eleito quando assume seu lugar no Congresso Nacional, seja como deputado ou senador.
A maioria das pessoas permanece sob uma espécie de torpor intelectual quanto às respostas a seus anseios quando elegem alguém para representa-las junto ao Poder Legislativo ao serem informadas do que estão fazendo lá, mesmo quando sabem sobre como são acertadas, entre outras coisas, as tais emendas parlamentares.
Emendas parlamentares são instrumentos que o Congresso Nacional usa para participar da elaboração do Orçamento Geral da União, hoje, infelizmente, mais conhecidas como moedas de troca de valores e favores, usadas tanto para passar o pano naquilo que não interessa a seus eleitores, quanto para se vangloriarem do que conseguem colocar no OGU.
Por outro lado, no que se refere a seus papeis de legisladores, cabe perguntar como pode alguém em sã consciência aprovar regime de urgência para um Projeto de Lei que propõe limitar a liberdade de expressão e que deverá atingir a todos, inclusive ao próprio Parlamento?
Quem disse a esses deslustrados personagens, que seus mandatos serão eternos como os dos ungidos do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, aqui de propósito escrito por extenso e em letras maiúsculas para que sejam lidas e digeridas em toda sua magnitude, até porque seus membros sequer são eleitos posto que propostos, aprovados e empossados por interesses outros, o que muito contribui para desconfigurar o atual e confuso conceito de Estado.
Não, não é porque o papel do legislador passa primeiro pela importância de discutir com seus pares o que é bom e o que é ruim para o país. Passa, principalmente, pelo dever de convencê-los da importância do que é bom, por isso benéfico, e de quão maléfico é o ruim.
Não, não é somente a nós eleitores, os beneficiários ou desfavorecidos da aplicação do que aprovam ou deixam de aprovar que devem satisfação, é a todo o universo de pessoas que vivem no país, quiçá no mundo, e dependem do impacto que cada um de seus atos representa e até onde repercutem.
Fato é, que muitos dos nossos representantes eleitos pertencem a castas, ou seja, a grupos da estratificação social de caráter hereditário que insistem em se manter presentes nos quadros políticos como que por direito adquirido, tal qual as benesses com que se locupletam na persistente troca de favores entre os três poderes da República.
Isso só acontece até hoje porque os currais eleitorais ainda existem e vicejam em todos as classes sociais e em nosso estamento ideológico. Cabe esclarecer que para alguns, em classes sociais é como se divide a sociedade em função de sua condição financeira, assim como estamento se refere ao local destinado àqueles que pertencem ao governo, congresso ou assembleia.
A submissão de poderes não está em parte alguma de nossa Carta Magna. Nela, os Três Poderes do Estado, Legislativo, Executivo e Judiciário, são frutos da interpretação de Montesquieu, filósofo e político francês autor do livro “Defesa do Espírito das Leis”, o último dos grandes pensadores a deliberar sobre a segmentação dos poderes públicos. Para Aristóteles, o primeiro desses pensadores e autor da obra” A Política”, eles seriam Deliberativo, Executivo e Judiciário; já John Locke, filósofo inglês, em sua obra “Segundo Tratado Sobre o Governo Civil”, os entendeu como sendo Legislativo Executivo e Federativo.
Não cabe aqui dissertar sobre as razões de cada um, basta apenas saber que, com exceção de John Locke, todos eram filosoficamente equiparados e deles resultou o que temos hoje como sistema de governo. Somente Locke, autor da frase “Onde não há lei, não há liberdade”, considerava que o Legislativo deveria ser superior aos outros poderes. Locke, entre outras de suas importantes propostas, também considerava que era dever do Estado garantir, através das leis, os direitos naturais dos indivíduos, principalmente o direito natural à propriedade.
Pois bem, em que pesem todos os esforços para manter esse tripé sustentando o que acima deles está, ou seja, o Estado, estamos assentindo o Legislativo, em especial o Senado da República, permitir que esse malfadado desequilíbrio seja a causa da perda de tudo que construímos até agora e pior, em um momento no qual o mundo vive sucessivas e ininterruptas crises.
Até quando o pais aguentará esse disparate?
Marcelo Porto Carrero
Não aceito, nem permito
O que devemos fazer quando alguém tentar nos dizer o que é certo ou errado, possível ou impossível, não tendo autoridade moral para tanto?
Aceitar ou permitir? Não, não há como aceitar nem permitir se nem Deus nem Jesus, seu dileto filho, deu autorização para em seus nomes mudarem o sentido do que Um disse e o Outro confirmou.
Em verdade, Deus, sendo onipresente, está permanentemente junto a nós e não será um indivíduo, mesmo tendo sido ungido como seu representante terreno, que vai me mostrar outra forma de fazer, aceitar ou aderir.
Esse tipo de entendimento deve permanecer em cada um de nós como sempre esteve, mesmo que tentem impor novas versões de seus ensinamentos, razão pela qual devemos conserva-los conforme nos foi ensinado, mesmo que nos impeçam de externaliza-los.
São sentimentos próprios, de nossa intimidade, de nossa compreensão, vindos do coração, da ancestralidade e assim devem permanecer.
Foi Deus quem nos deu vontade própria, portanto, livre arbítrio. Afrontar essa graça divina é atitude própria dos indivíduos terrenos, que tentam manipular nossa religiosidade, nossa fé, nossa esperança e nosso futuro.
Nossa consciência, uma vez esclarecida, tem discernimento suficiente para mostrar o que fazer e como entender as diferenças entre o bem e o mal.
Como pode alguém querer dizer o que é certo errado, o que antes não era permitido por Deus e agora é? Como assim?
Pode uma pessoa em seu nome mudar as leis divinas, aprovar o que nunca foi aprovado, o que não era direito e o que era errado?
A sabedoria divina não muda com o tempo, o que muda com o tempo são os homens. E são eles, os homens, seres fracos, portanto, falíveis e sugestionáveis, que agora estão a querer dizer o que é permitido, propor a evolução dos costumes cristãos, do comportamento conservador e da crença.
O que Jesus nos disse permanece dito. Isso está certo, registrado e consolidado. Não é assunto a ser sequer discutido, quanto mais revisto.
Nada do que faz parte de seus ensinamentos tem outros objetivos que não aqueles que ele pregou.
Ninguém está autorizado a reinterpretar suas palavras ou dar outros sentidos a elas para atender demandas de outras origens, principalmente daquela com objetivos políticos em seu âmago.
Agora, como desde sua trajetória após Pedro, a pedra sobre a qual erigiram a igreja que hoje Francisco gerencia, a instituição age como um banco, uma sociedade anônima, tal qual outras tantas, mas não consegue crescer na fé como é sua missão primordial, porque optou por evoluir seguindo demandas políticas em detrimento das sociais.
Este foi e continua a ser seu maior erro. Agindo assim, deu espaço a outros movimentos cristãos, que ao contrário do que passou a fazer, mantiveram-se fieis aos termos originais da pregação de Cristo, à história sagrada, à proposta de Deus através de seu filho, o cordeiro que veio para nos salvar.
Com isso, também abriu espaço a aventureiros e exploradores dessa mesma fé, multiplicando assim seus percalços.
O que é possível fazer para que a igreja católica entenda sua verdadeira missão e volte a ser o que era, função que quem está a se expressar em seu nome não cumpre, porque seu falso engajamento é político e ideológico.
Como pode a igreja ter lado? A religião de Nosso Senhor, aquela pela qual Jesus pregou e morreu, nunca teve nem deve ter lado.
A Cesar, o que é de Cesar! Lembra?
Jesus mostrou o único caminho, essa pessoa que está sentada em seu trono propõe um desvio que devemos evitar, pois percorre-lo é seguir direto ao abismo do socialismo ditatorial.
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