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MARCELO NEVES

Um dia histórico para o futebol de Mato Grosso

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MARCELO NEVES

Festa das campeãs brasileiras. Crédito foto: João Vieira/aGazeta

Nos idos do ano de 1934, quis o destino que dois clubes de Cuiabá se unissem e formassem um clube misto, afinal de contas eram clubes exclusivos entre homens e mulheres, e uma dessas mulheres foi quem teve a ideia de misturar os dois clubes, Zulmira Canavarros ao lado de Ranulpho Paes de Barros, Maria Malhado, Gastão de Matos, Naly Hugueney de Siqueira e Avelino Hugueney de Siqueira fundaram o Mixto Sport Club.

Hoje as mulheres do Mixto voltam a escrever mais uma página de glória na história deste clube. Se há algumas semanas conseguiram um acesso inédito no Brasileiro Feminino, hoje a história culminou com o título. Um título que se torna o primeiro título brasileiro profissional do futebol mato-grossense.

Uma campanha que foi não apenas uma campanha de campeã, mas uma campanha que mostrou quem foi a melhor equipe em todos os setores. Melhor ataque (22 gols), melhor defesa (dois gols), artilheira da competição (Bia Batista – 10 gols), nove vitórias e um empate.

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Mas o que fica de lição e projetos futuros, não só para o Mixto, mas para o futebol mato-grossense?

Hoje vimos uma torcida carente de títulos e de glórias levar quase cinco mil pessoas na Arena Pantanal para apoiar e empurrar o time feminino a levantar um troféu brasileiro. A reconstrução do Mixto, neste momento, dá esperança ao seu torcedor que quer ver a mesma glória no time masculino.

As Tigresas são as grandes responsáveis desta reconstrução, as premiações recebidas por elas ajudam nos investimentos feitos no CT, nos salários em dia de todas as categorias do clube, nos investimentos no time feminino, nas contratações do masculino e principalmente no resgate da dignidade e da credibilidade do Mixto.Uma gestão profissional como tem sido feita, é dar ao mixtense o poder de sonhar de chegar longe, de poder repetir os feitos das meninas de conseguir os acessos também no Brasileiro masculino.

Mas o dia é de celebrar a conquista delas, das Tigresas. É dia de poder comemorar o poder feminino deste clube. E será através delas que o Mixto irá voltar ao topo do futebol de Mato Grosso, de voltar a brigar de igual para igual com qualquer clube do estado e da região Centro-Oeste para, quem sabe no futuro, lutar de igual com o restante do país.

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Parabéns Mixto, parabéns Tigresas!

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MARCELO NEVES

Uma Copa do Mundo de contradições

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A Copa do Mundo de Clubes entra na última rodada da fase de grupos, e assim como na Copa do Mundo de seleções, surpresas e favoritos mostram sua cara em vários jogos, assim como algumas zebras. E isso tem sido evidente até aqui. Exemplos como empate de um Al-Hilal contra o Real Madrid, vitória do Inter Miami diante do Porto e atuações de equipes periféricas que chamam a atenção.

Com as vitórias de Botafogo diante do PSG, a vitória do Flamengo diante do Chelsea e os empates de Fluminense e Palmeiras frente à Borussia Dortmund e Porto respectivamente, aqueles vira-latas da imprensa brasileira sempre puxam as famosas cartas do “europeu joga sem interesse”, “eles não ligam para o torneio”, “é uma pré-temporada de luxo”, e coisas assim.

Agora esse mesmo vira-latismo (termo muito utilizado por Nélson Rodrigues) começou a usar a desculpa do cansaço e do calor enfrentado pelos times europeus. Mas será mesmo que esses aspectos afetam apenas os times europeus? Em um balanço feito pelo site Sofascore em partidas realizadas nos últimos 12 meses, nenhum time europeu jogou mais de 60 jogos no período, vejam na imagem abaixo:

Ou seja, antes da Copa do Mundo iniciar, o Flamengo foi quem mais atuou no período com 77 jogos disputados, enquanto o time europeu com mais jogos disputados foi o Real Madrid com 62 jogos. Mas aí você pode dizer que os times brasileiros tiveram férias no período enquanto os europeus continuaram atuando.

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Então vamos fazer um balanço de fevereiro até o início da Copa do Mundo (entre 1º/02 até 31/05), lembrando que em janeiro as equipes brasileiras já estavam jogando os estaduais em pleno verão. Neste período entre fevereiro e maio quem mais jogou foram Fluminense e Palmeiras, 30 jogos cada um. A equipe europeia que mais atuou no período foi o PSG com 28 jogos.

Ainda em comparação, o Flamengo também fez 28 jogos enquanto o Chelsea entrou em campo 23 vezes. O Botafogo entrou em campo 26 vezes, o Real Madrid jogou 27 jogos, assim como a Inter de Milão. Já o Bayern entrou em campo 21 vezes e o Porto apenas 17 jogos.

É óbvio que são momentos distintos, enquanto as partidas dos europeus é na fase final da temporada, os times brasileiros estão na fase inicial. E ainda assim, o número de lesões musculares nos times brasileiros foi superior ao dos times europeus no mesmo período.

Quando a disputa é do Mundial de Clubes, realizado em dezembro, os europeus estão no meio da temporada, enquanto os brasileiros estão realizando mais de 70 partidas, e não vemos as desculpas de cansaço por aqui. O Botafogo no ano passado, venceu a Libertadores, três dias depois entrava em campo contra o Palmeiras pelo título brasileiro e no dia seguinte viajou para encarar o Pachuca do México dois dias depois e foi derrotado. Mas a nossa imprensa vira-lata preferiu diminuir o futebol brasileiro o relegando como uma força periférica e enfraquecida diante de continentes como asiático, africano e da América do Norte.

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Mas diante dos desempenhos das equipes europeias na Copa do Mundo de Clubes, onde os brasileiros estão fazendo frente e colocando dificuldades nos times de lá, os especialistas brasileiros preferem alegar cansaço, forte calor e desinteresse por parte dos jogadores europeus.

Vamos lembrar que a Copa do Mundo de seleções no ano que vem será disputada no mesmo período de agora e no mesmo país, ou seja, forte calor e final de temporada europeia, será que em caso de fracasso europeu, nossos vira-latas irão alegar as mesmas desculpas atuais?

A verdade é que o futebol brasileiro, especificamente de clubes, tem evoluído muito dentro de campo. Temos visto variações táticas, intensidade alta, aplicação tática dos jogadores, e em várias partidas do campeonato brasileiro o que se vê quando elogiam as partidas é: “parece um jogo da Premier League”.

Vejo nessa Copa do Mundo alguns times da elite mundial, e sim, eles são europeus. Bayer, Real Madrid, PSG, Manchester City, Juventus e Inter continuam sendo favoritos ao título, mas não irei me surpreender caso um time brasileiro vença a competição. A distância não é tão grande assim como querem fazer você pensar.

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