CUIABÁ
Search
Close this search box.

JURÍDICO

STF apresenta livro e cartilha “Liberdades” em parceria com Instituto Justiça e Cidadania

Publicado em

JURÍDICO

Uma parceria entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Instituto Justiça e Cidadania lançou nesta quarta-feira (3) o livro e a cartilha “Liberdades”, em comemoração aos 200 anos da Independência do Brasil e também aos 130 anos do STF na República. As publicações somam-se às iniciativas do Programa de Combate à Desinformação, criado especialmente para difundir informações corretas sobre o STF.

Durante a solenidade, o presidente da Corte, ministro Luiz Fux, afirmou que os artigos redigidos sobre as liberdades previstas na Constituição Federal, a cartilha e os painéis dos grafiteiros visam contribuir para despertar em todos “o orgulho e o sentimento de pertencimento a uma nação independente e livre, que nunca se deixou abater em prol do sonho denominado democracia”.

Em seu pronunciamento, ele ressaltou que o Supremo está e permanecerá sempre alerta para frear qualquer possibilidade de retrocesso em relação às liberdades fundamentais, “plenamente conquistadas desde a nossa independente e, hoje, felizmente garantida aos brasileiros pela nossa Carta cidadã”.

Para ele, a linguagem mais acessível contida na cartilha e as ilustrações dos grafiteiros ajudam a projetar o conteúdo do livro para toda a sociedade brasileira. “Todos verão que o trabalho dos grafiteiros é digno de louvação e não de punição, os senhores são grandes artistas como todos poderão ver”, destacou.

Leia Também:  Divulgado padrão de resposta definitivo e resultado preliminar da 2ª fase do 36º EOU

Livro

O livro “Liberdades” traz textos que versam sobre as liberdades previstas na Constituição Federal. Os artigos foram escritos pelos 11 ministros da Suprema Corte, bem como pelo advogado Marcus Vinicius Furtado Coêlho, que é membro honorário vitalício do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, e pelo professor de Direito Penal Pierpaolo Bottini, livre docente da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. O prefácio da obra foi escrito pelo professor e advogado Bernardo Cabral, presidente de honra do Conselho Editorial da Revista Justiça e Cidadania, com apresentação do presidente do Instituto Justiça e Cidadania, Tiago Salles.

Cartilha

Voltada ao público jovem, a cartilha apresenta resumos dos artigos com linguagem adaptada, bem como ilustrações em grafite inspiradas nos temas e produzidas por artistas urbanos na Praça dos Três Poderes, em maio deste ano. A apresentação do material foi escrita pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Beto Simonetti. Ao final da solenidade, foram expostos os 14 painéis em grafite em torno do prédio do STF, cada um representando um tipo de liberdade.

Leia Também:  Presidente do Supremo renova confiança na Justiça Eleitoral

Reconhecimento artístico

O fundador da Escola Carioca de Graffiti e do Museu do Graffiti do Rio de Janeiro, Rafael Araujo dos Santos Barbosa, conhecido como “Rafael Tu Já Viu”, afirmou que, assim como o samba, o grafite é uma expressão artística que foi perseguida e sofreu muita discriminação em sua trajetória. Responsável por selecionar os artistas urbanos que pintaram as obras contidas na cartilha, ele salientou que o convite foi uma alegria para os grafiteiros diante da importância do material para o fortalecimento da democracia. “Esse reconhecimento é importante após muita dificuldade que tivemos para que a nossa arte fosse, realmente, valorizada e reconhecida”, disse.

Tiago Santos Salles, do Instituto Justiça e Cidadania, ressaltou que “o encontro dos traços desses jovens artistas, com as palavras dos nossos experientes ministros, será capaz de despertar nos estudantes de todo o Brasil muitas reflexões sobre a liberdade e uma nova consciência sobre a cidadania”.

Medalha e Estátua Dom Quixote

No fim da cerimônia, Tiago Salles entregou ao ministro Luiz Fux uma medalha comemorativa e também uma réplica da estátua do prêmio Dom Quixote.

EC/EH

Fonte: STF

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

ARTIGOS

Renato Nery: sua morte exige voz, justiça e memória

Publicados

em

A morte brutal do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Dr. Renato Gomes Nery, não pode ser tratada com indiferença. Trata-se de um crime que atinge diretamente a advocacia e a democracia. Renato foi um homem honrado, combativo e comprometido com a justiça — sua memória exige respeito e posicionamento firme por parte da sociedade e das instituições.

É inaceitável que um colega de trajetória tão marcante seja silenciado sem uma reação proporcional à gravidade do que ocorreu. Tive a honra de iniciar minha vida institucional na OAB-MT como conselheiro estadual em sua gestão. Conheci de perto o homem e o advogado.

Como ex-presidente da OAB-MT, tenho a obrigação de falar de Renato Nery. Não posso me calar diante da execução de um colega que também ocupou essa honrosa função. A presidência da Ordem não é apenas um cargo: é um compromisso com a defesa intransigente da advocacia e da democracia. Renato honrou essa missão com coragem, combatividade e senso de justiça.

A execução do colega, agora apontada pelas investigações como motivada por disputas fundiárias, exige não apenas uma rigorosa apuração policial, mas também uma profunda reflexão sobre os riscos enfrentados pelos que exercem a advocacia com independência e compromisso. O advogado precisa ter, acima de tudo, segurança para atuar. Sem isso, toda a estrutura democrática se fragiliza.

Leia Também:  Justiça decreta embargo e determina retirada de drenos em fazendas

É essencial que todos os desdobramentos do crime sejam investigados com máxima seriedade, inclusive aqueles de natureza patrimonial – para afastar oportunistas. Nada pode ser omitido ou minimizado. Só assim evitaremos injustiças irreparáveis e honraremos verdadeiramente a memória de Renato.

Neste momento em que prisões foram realizadas, inclusive de pessoas apontados como mandantes, é justo reconhecer o trabalho diligente dos órgãos de segurança pública, especialmente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A atuação firme e técnica tem sido crucial para elucidar os fatos e oferecer respostas à sociedade.

À família de Renato, deixo minha solidariedade mais sincera. Que o legado de integridade, coragem e compromisso deixado por ele sirva como farol para todos os que ainda acreditam no poder transformador da advocacia e na força da verdade.

Renato Nery merece ser lembrado, respeitado e defendido — em vida e na memória. Seu nome não pode ser esquecido, nem a sua luta ignorada.

Por Ussiel Tavares, advogado e ex-presidente da OAB-MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA