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Presidente do CFOAB empossa diretoria da seccional paulista

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O presidente da OAB Nacional, Beto Simonetti, empossou, na noite desta segunda-feira (11/4), a nova diretoria e os conselheiros da seccional da Ordem em São Paulo para o triênio 2022-2025. A cerimônia foi realizada no Theatro Municipal e contou com a participação de dirigentes de Ordem e de diversas autoridades do Estado. 

Compõem a nova diretoria da seccional paulista Patricia Vanzolini (presidente), Leonardo Sica (vice-presidente), Daniela Marchi Magalhães (secretária-geral), Dione Almeida Santos (secretária-geral adjunta) e Alexandre de Sá Domingues (diretor-tesoureiro).

Em discurso na cerimônia, Simonetti afirmou que “a OAB-SP é essencial em qualquer projeto que pretenda o resgate da dignidade da advocacia. São mais de 342 mil advogadas e advogados inscritos nesta Casa”. Ele ainda disse que a trajetória de Patrícia Vanzolini a qualifica para superar os desafios que se apresentarão. “Sua experiência como brilhante advogada criminal, como professora comprometida com a qualidade do ensino e como cidadã entendedora dos desafios da democracia certamente a qualifica para cumprir com maestria essa missão de estar à frente da OAB-SP”, disse o presidente nacional da OAB.

Ele lembrou que Vanzolini há muito tempo trabalha para fortalecer a representatividade da advocacia, algo indispensável para a defesa das prerrogativas. “Ela foi, por exemplo, vice-presidente da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas, a Abracrim, uma entidade que é muito cara a mim, que também construí minha carreira militando na advocacia criminal”, afirmou.

Simonetti ainda saudou o vice-presidente da OAB-SP. “Presto minhas homenagens ao querido amigo Leonardo Sica, nosso vice-presidente. Nosso destino se cruzou há oito anos, movidos pelo interesse de pacificar sociedade através do ensino. Leo presidia a Associação dos Advogados de São Paulo e eu tive a honra de presidir a escola nacional de advocacia”, disse.

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“Tenham em mim e no Conselho Federal da OAB aliados de primeira hora para encontrar e implementar soluções para os problemas do dia a dia da advocacia paulistana, como as violações de prerrogativas, o aviltamento de honorários e o abuso de autoridade. É isso que nos move. Basta de divisões e de polarização em torno de temas que nada têm a ver com nossa profissão”, concluiu Simonetti.

Patricia Vanzolini

A presidente da OAB-SP iniciou sua fala ressaltando a parceria com seu vice-presidente, Leonardo Sica. Também lembrou da posse tardia por causa da pandemia da Covid-19 e clamou pelo diálogo entre os advogados. “Esse esgarçamento do espaço público preocupa muito. A ausência desse espaço de mediação e diálogo afasta a nossa sociedade do mínimo consenso civilizatório. Ameaça a nossa boa convivência, confronta a democracia. É justamente esse um dos papéis fundamentais da OAB, reconstruir a arena pública e promover o confronto democrático e livre das ideias. Essa é nossa disposição: fomentar o livre trânsito de ideias, propostas e projetos para o futuro da advocacia, da administração da justiça e do nosso país”, afirmou.

“A eleição da primeira mulher na OAB-SP tem dois significados: inclusão e mudança”, disse Patrícia, para logo em seguida elogiar o Conselho Federal da OAB. “É preciso parabenizar o CFOAB, que aprovou a regra da paridade de gênero e das cotas raciais para as chapas. Que a OAB seja um farol da mudança”, completou.

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Mulheres

Silvia Souza, conselheira federal por São Paulo e presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos, discursou sobre o poder das mulheres na advocacia e as conquistas das mulheres negras em diversos níveis da sociedade. Dirigindo-se a Simonetti, ela agradeceu “o acolhimento do Conselho Federal e a confiança ao me nomear presidente da Comissão Nacional dos Direitos Humanos, me tornando a primeira mulher a ocupar a presidência daquela comissão desde a sua criação”.

Também discursaram o procurador-geral Mario Luiz Sarrubbo; o prefeito do município de São Paulo, Ricardo Nunes; o presidente do Tribunal de Justiça do estado de São Paulo, Ricardo Mair Anaf; Carlão Pignatari, presidente da Assembleia Legislativa do estado de São Paulo; Governador Rodrigo Garcia.

Autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário também se fizeram presentes na posse: o vice-presidente da OAB Nacional, Rafael Horn; a presidente da Comissão Nacional da Mulher Advogada, Cristiane Damasceno; o desembargador Antônio Torres Garcia, corregedor-geral de Justiça; o desembargador federal Antônio Cedenho, presidente do TRF3; o professor doutor José Vicente, reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares; Rubens Naman Rizek Júnior, secretário de Governo no Município de São Paulo; Maria Lia Pinto Porto Corona, procuradora-geral do Estado de São Paulo; Marina Magro Berings Martinez, procuradora-geral do Município de São Paulo; João Antônio da Silva Filho, presidente do Tribunal de Contas do Município de São Paulo.

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Renato Nery: sua morte exige voz, justiça e memória

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A morte brutal do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Dr. Renato Gomes Nery, não pode ser tratada com indiferença. Trata-se de um crime que atinge diretamente a advocacia e a democracia. Renato foi um homem honrado, combativo e comprometido com a justiça — sua memória exige respeito e posicionamento firme por parte da sociedade e das instituições.

É inaceitável que um colega de trajetória tão marcante seja silenciado sem uma reação proporcional à gravidade do que ocorreu. Tive a honra de iniciar minha vida institucional na OAB-MT como conselheiro estadual em sua gestão. Conheci de perto o homem e o advogado.

Como ex-presidente da OAB-MT, tenho a obrigação de falar de Renato Nery. Não posso me calar diante da execução de um colega que também ocupou essa honrosa função. A presidência da Ordem não é apenas um cargo: é um compromisso com a defesa intransigente da advocacia e da democracia. Renato honrou essa missão com coragem, combatividade e senso de justiça.

A execução do colega, agora apontada pelas investigações como motivada por disputas fundiárias, exige não apenas uma rigorosa apuração policial, mas também uma profunda reflexão sobre os riscos enfrentados pelos que exercem a advocacia com independência e compromisso. O advogado precisa ter, acima de tudo, segurança para atuar. Sem isso, toda a estrutura democrática se fragiliza.

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É essencial que todos os desdobramentos do crime sejam investigados com máxima seriedade, inclusive aqueles de natureza patrimonial – para afastar oportunistas. Nada pode ser omitido ou minimizado. Só assim evitaremos injustiças irreparáveis e honraremos verdadeiramente a memória de Renato.

Neste momento em que prisões foram realizadas, inclusive de pessoas apontados como mandantes, é justo reconhecer o trabalho diligente dos órgãos de segurança pública, especialmente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A atuação firme e técnica tem sido crucial para elucidar os fatos e oferecer respostas à sociedade.

À família de Renato, deixo minha solidariedade mais sincera. Que o legado de integridade, coragem e compromisso deixado por ele sirva como farol para todos os que ainda acreditam no poder transformador da advocacia e na força da verdade.

Renato Nery merece ser lembrado, respeitado e defendido — em vida e na memória. Seu nome não pode ser esquecido, nem a sua luta ignorada.

Por Ussiel Tavares, advogado e ex-presidente da OAB-MT

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