JURÍDICO
Ordem realiza Encontro das Comissões da Mulher Advogada
JURÍDICO
A OAB Nacional promoveu na tarde desta segunda-feira (21/11), sob coordenação da Comissão Nacional da Mulher Advogada (CNMA), o Encontro das Comissões da Mulher Advogada. O evento reuniu 18 presidentes de comissões seccionais da mulher advogada, bem como integrantes da CNMA, conselheiras e conselheiros federais e membros do sistema OAB. A presidente da CNMA, Cristiane Damasceno, salientou a importância de realizar o encontro de forma presencial. O ato reuniu presencialmente 14 presidentes de comissões seccionais.
“Para nós é uma alegria muito grande realizar esta reunião de forma presencial. Acho muito importante que as mulheres vivenciem essa vida política e entendam como as coisas funcionam na prática. Entender o que é o Conselho Federal e quais os trabalhos que desempenhamos. Até porque as presidentes seccionais lideram parte da advocacia feminina nos estados. É muito importante ter essa convivência, trocar experiências e sentir politicamente como é estar dentro desses ambientes”, disse Cristiane.
Neste primeiro dia, as presidentes das comissões seccionais falaram sobre experiências e práticas adotadas nos estados. O encontro será retomando na manhã desta terça-feira. A pauta de debates foi dividida em três eixos temáticos: Projeto de Combate ao Assédio Sexual e Moral, Campanha de Combate às Violências e Desenvolvimento Pessoal e Profissional. Também estão previstas deliberações que envolvem a Conferência Nacional da Advocacia, as conferências estaduais e o calendário de eventos para 2023.
Busca por soluções
O vice-presidente da OAB Nacional, Rafael Horn, participou da abertura do encontro representando o presidente nacional, Beto Simonetti. Ele destacou que o evento é uma oportunidade para que as mulheres falem das agruras, não apenas no Sistema OAB, mas no exercício profissional.
“Queremos compartilhar e buscar soluções. Nosso presidente Beto Simonetti, em conjunto com a presidente Cristiane Damasceno, tem buscado compartilhar em todo o país. Trazer dessas experiências modelos e soluções para que possamos cada vez mais fazer com que as mulheres se sintam à vontade. Seja no exercício profissional, seja no exercício de funções institucionais dentro do Sistema OAB, seja onde elas sonharem e onde elas quiserem estar. Esse é o estímulo que trazemos para esse dia. Precisamos estimular e promover a igualdade a cada dia”, declarou Horn.
Trajetória
Ao falar sobre as lutas e reflexões que envolvem o trabalho das comissões, Cristiane enfatizou a importância de trazer para o presente a trajetória de lutas das mulheres ao longo do tempo e em diferentes perspectivas sociais. “Costumo honrar muito as pessoas que vieram antes porque sem elas não teríamos chegado aqui. Se achamos difícil o que passamos hoje, imagine, por exemplo, Myrthes de Campos, em 1907, tentando entrar na OAB. Foram sete anos tentando. Esse é um trabalho de construção e que hoje está nas nossas mãos. Vamos deixar nossa pedrinha nesse muro que está em construção para aquelas que virão depois de nós. É importante entendermos o nosso histórico”, destacou a presidente da CNMA.
Nesse sentido, Cristiane introduziu a fala da ex-presidente da CNMA, Fernanda Marinela, convidada a participar do encontro e que discursou na abertura do evento. Fernanda falou sobre a relevância do trabalho coletivo na perspectiva temporal.
“Cada mulher que passa deixa o seu legado. A responsabilidade de vocês é deixar o legado para as próximas. Se cada um consegue colocar um tijolinho, a gente consegue avançar cada vez mais. Não vamos apertar um botão e os problemas estarão resolvidos. Vamos resolver um pedaço de cada vez. Não é simples. Quando fui escolhida como candidata a presidir a seccional de Alagoas a pergunta que eu recebia era: ‘E se você ganhar, quem é que vai mandar?’. Eu respondia: ‘Pensei que pode ser eu’. Ainda passa pela cabeça de muitos homens essa realidade. É uma mudança que temos de fazer no nosso entorno todos os dias. Fico muito feliz de fazer parte desse encontro. Estou sempre à disposição dessa caminhada”, disse Fernanda.
Acompanharam de forma presencial o encontro as presidentes das comissões do Distrito Federal, Nildete Santana; Espírito Santo, Genaina Vasconcelos; Maranhão, Nathusa Chaves; Mato Grosso do Sul, Beatriz Stuart; Pará, Gabrielle Maues; Pernambuco, Isabela Lessa; Piauí, Beatriz de Souza; Rio de Janeiro, Flávia Ribeiro; Rio Grande do Sul, Márcia Schwantes; São Paulo, Isabela de Castro; Sergipe, Flávia Elaine; Goiás, Fabíola Ariadne; Minas Gerais, Natália Damasceno; e Paraná, Emma Bueno.
Por videoconferência, participaram as presidentes das comissões de Alagoas, Raquel Peixoto Ramalho; Amapá, Rosimary Oliveira; Rondônia, Ana Paula Lima Soares; e Santa Catarina, Karen Nascimento. Também participaram do encontro a vice-presidente da CNMA, Rejane Sanchez, e a secretária-adjunta da CNMA, Sinya Simone Gurgel Juarez.
Fonte: OAB Nacional
ARTIGOS
Renato Nery: sua morte exige voz, justiça e memória
A morte brutal do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Dr. Renato Gomes Nery, não pode ser tratada com indiferença. Trata-se de um crime que atinge diretamente a advocacia e a democracia. Renato foi um homem honrado, combativo e comprometido com a justiça — sua memória exige respeito e posicionamento firme por parte da sociedade e das instituições.
É inaceitável que um colega de trajetória tão marcante seja silenciado sem uma reação proporcional à gravidade do que ocorreu. Tive a honra de iniciar minha vida institucional na OAB-MT como conselheiro estadual em sua gestão. Conheci de perto o homem e o advogado.
Como ex-presidente da OAB-MT, tenho a obrigação de falar de Renato Nery. Não posso me calar diante da execução de um colega que também ocupou essa honrosa função. A presidência da Ordem não é apenas um cargo: é um compromisso com a defesa intransigente da advocacia e da democracia. Renato honrou essa missão com coragem, combatividade e senso de justiça.
A execução do colega, agora apontada pelas investigações como motivada por disputas fundiárias, exige não apenas uma rigorosa apuração policial, mas também uma profunda reflexão sobre os riscos enfrentados pelos que exercem a advocacia com independência e compromisso. O advogado precisa ter, acima de tudo, segurança para atuar. Sem isso, toda a estrutura democrática se fragiliza.
É essencial que todos os desdobramentos do crime sejam investigados com máxima seriedade, inclusive aqueles de natureza patrimonial – para afastar oportunistas. Nada pode ser omitido ou minimizado. Só assim evitaremos injustiças irreparáveis e honraremos verdadeiramente a memória de Renato.
Neste momento em que prisões foram realizadas, inclusive de pessoas apontados como mandantes, é justo reconhecer o trabalho diligente dos órgãos de segurança pública, especialmente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A atuação firme e técnica tem sido crucial para elucidar os fatos e oferecer respostas à sociedade.
À família de Renato, deixo minha solidariedade mais sincera. Que o legado de integridade, coragem e compromisso deixado por ele sirva como farol para todos os que ainda acreditam no poder transformador da advocacia e na força da verdade.
Renato Nery merece ser lembrado, respeitado e defendido — em vida e na memória. Seu nome não pode ser esquecido, nem a sua luta ignorada.
Por Ussiel Tavares, advogado e ex-presidente da OAB-MT
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