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Instituto Mário Cardi Filho e Ussiel Tavares prestam homenagem a Joarez Gomes de Souza

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Foto: Dr Joarez Gomes de Souza à direita na foto (de óculos e camisa clara)

O Instituto Mário Cardi Filho e o advogado Ussiel Tavares, ex-presidente da OAB-MT, prestaram homenagem ao jurista Joarez Gomes de Souza, que faleceu no último dia 22 de março, em Cuiabá. Ex-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, advogado da União e professor de Direito, Joarez teve uma trajetória marcada pela ética, competência e contribuição ao serviço público e acadêmico.

“Joarez foi um grande advogado, um profissional competente e honesto, que prestou relevantes serviços à advocacia, especialmente durante minha gestão na OAB-MT. Tive a felicidade de testemunhar sua brilhante atuação. Era uma referência no conhecimento jurídico e, acima de qualquer crença, um homem do bem”, destacou Ussiel, que preside o Instituto Mário Cardi Filho.

Joarez Gomes de Souza ocupou cargos de destaque ao longo de sua carreira, como chefe da Casa Civil no governo Carlos Bezerra (1986-1990), assessor jurídico do deputado Dante de Oliveira, Advogado da União e superintendente do Incra em Mato Grosso. Também atuou como professor titular de Direito Constitucional na Universidade de Cuiabá (Unic) e como docente de Direito Eleitoral na Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso e na Escola Superior de Direito.

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A homenagem destaca a relevância de Joarez para a advocacia mato-grossense e seu impacto na formação de novas gerações de profissionais do Direito. “Sua partida deixa uma lacuna irreparável na advocacia e no meio acadêmico. Seu exemplo de integridade e conhecimento seguirá inspirando advogados e estudantes”, afirmou Ussiel.

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Renato Nery: sua morte exige voz, justiça e memória

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A morte brutal do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Dr. Renato Gomes Nery, não pode ser tratada com indiferença. Trata-se de um crime que atinge diretamente a advocacia e a democracia. Renato foi um homem honrado, combativo e comprometido com a justiça — sua memória exige respeito e posicionamento firme por parte da sociedade e das instituições.

É inaceitável que um colega de trajetória tão marcante seja silenciado sem uma reação proporcional à gravidade do que ocorreu. Tive a honra de iniciar minha vida institucional na OAB-MT como conselheiro estadual em sua gestão. Conheci de perto o homem e o advogado.

Como ex-presidente da OAB-MT, tenho a obrigação de falar de Renato Nery. Não posso me calar diante da execução de um colega que também ocupou essa honrosa função. A presidência da Ordem não é apenas um cargo: é um compromisso com a defesa intransigente da advocacia e da democracia. Renato honrou essa missão com coragem, combatividade e senso de justiça.

A execução do colega, agora apontada pelas investigações como motivada por disputas fundiárias, exige não apenas uma rigorosa apuração policial, mas também uma profunda reflexão sobre os riscos enfrentados pelos que exercem a advocacia com independência e compromisso. O advogado precisa ter, acima de tudo, segurança para atuar. Sem isso, toda a estrutura democrática se fragiliza.

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É essencial que todos os desdobramentos do crime sejam investigados com máxima seriedade, inclusive aqueles de natureza patrimonial – para afastar oportunistas. Nada pode ser omitido ou minimizado. Só assim evitaremos injustiças irreparáveis e honraremos verdadeiramente a memória de Renato.

Neste momento em que prisões foram realizadas, inclusive de pessoas apontados como mandantes, é justo reconhecer o trabalho diligente dos órgãos de segurança pública, especialmente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A atuação firme e técnica tem sido crucial para elucidar os fatos e oferecer respostas à sociedade.

À família de Renato, deixo minha solidariedade mais sincera. Que o legado de integridade, coragem e compromisso deixado por ele sirva como farol para todos os que ainda acreditam no poder transformador da advocacia e na força da verdade.

Renato Nery merece ser lembrado, respeitado e defendido — em vida e na memória. Seu nome não pode ser esquecido, nem a sua luta ignorada.

Por Ussiel Tavares, advogado e ex-presidente da OAB-MT

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