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A JE Mora ao Lado: administradora afirma que atuar como mesária ajuda a construir a história

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Gilderlania Carvalhoatua há alguns anos como mesária nas eleições. Nascida na cidade de São Miguel, no Rio Grande do Norte, ela acredita que auxiliar os trabalhos da Justiça Eleitoral é fazer memória e construir história. “Encaro o ‘Ser Mesária’ como uma honrosa missão de servir ao meu país e, de alguma forma, ajudar o eleitor a exercer a cidadania”. 

Graduada em Administração, ela destaca que é desafiador sair de casa para enfrentar um dia inteiro de votação e reconhece que a tarefa é árdua, mas garante que é extremamente gratificante. “É cansativo, mas vale muito a pena contribuir neste trabalho de suma importância para o país”, enfatiza. 

Gilderlania tem 32 anos e contribui com a Justiça Eleitoral desde 2014. Para ela, é inspirador recepcionar e presenciar tantos jovens, idosos, pessoas com deficiência superando limites e fazendo questão de exercer a cidadania por meio do voto. “São muitos os aprendizados, as sensações, e as emoções”, ressalta. 

Ela lembra como um dos fatos mais marcantes quando um rapaz com dificuldade de locomoção chegou se arrastando à seção eleitoral. “Ele fez questão de estar ali para exercer a cidadania. Foi emocionante”. 

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Série Mesários – a JE mora ao lado 

Essa história faz parte da série Mesários – a Justiça Eleitoral mora ao lado. Os textos estão sendo publicados a partir de fevereiro, mês em que a Justiça Eleitoral comemora 90 anos. A ideia é mostrar que a atuação para garantir o processo democrático por meio das eleições só é possível graças às mesárias e aos mesários que participam ativamente do processo eleitoral em todo o país. 

MC/CM 

Leia mais:

15.02.2022 – A JE Mora ao Lado: mesário atua como voluntário desde a redemocratização, em 1988

10.02.2022 – A JE Mora ao Lado: Kevanio atua como mesário para contribuir com a democracia

08.02.2022 – A JE Mora ao Lado: mesário viaja para a cidade onde nasceu para votar e trabalhar nas eleições

03.02.2022 – A JE Mora ao Lado: amor e carinho são elementos fundamentais para ser mesária, destaca voluntária

01.02.2022 – A JE Mora ao Lado – série mostra histórias de pessoas que atuam para garantir a cidadaniapor meiodo voto

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Fonte: TSE

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Renato Nery: sua morte exige voz, justiça e memória

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A morte brutal do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Dr. Renato Gomes Nery, não pode ser tratada com indiferença. Trata-se de um crime que atinge diretamente a advocacia e a democracia. Renato foi um homem honrado, combativo e comprometido com a justiça — sua memória exige respeito e posicionamento firme por parte da sociedade e das instituições.

É inaceitável que um colega de trajetória tão marcante seja silenciado sem uma reação proporcional à gravidade do que ocorreu. Tive a honra de iniciar minha vida institucional na OAB-MT como conselheiro estadual em sua gestão. Conheci de perto o homem e o advogado.

Como ex-presidente da OAB-MT, tenho a obrigação de falar de Renato Nery. Não posso me calar diante da execução de um colega que também ocupou essa honrosa função. A presidência da Ordem não é apenas um cargo: é um compromisso com a defesa intransigente da advocacia e da democracia. Renato honrou essa missão com coragem, combatividade e senso de justiça.

A execução do colega, agora apontada pelas investigações como motivada por disputas fundiárias, exige não apenas uma rigorosa apuração policial, mas também uma profunda reflexão sobre os riscos enfrentados pelos que exercem a advocacia com independência e compromisso. O advogado precisa ter, acima de tudo, segurança para atuar. Sem isso, toda a estrutura democrática se fragiliza.

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É essencial que todos os desdobramentos do crime sejam investigados com máxima seriedade, inclusive aqueles de natureza patrimonial – para afastar oportunistas. Nada pode ser omitido ou minimizado. Só assim evitaremos injustiças irreparáveis e honraremos verdadeiramente a memória de Renato.

Neste momento em que prisões foram realizadas, inclusive de pessoas apontados como mandantes, é justo reconhecer o trabalho diligente dos órgãos de segurança pública, especialmente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A atuação firme e técnica tem sido crucial para elucidar os fatos e oferecer respostas à sociedade.

À família de Renato, deixo minha solidariedade mais sincera. Que o legado de integridade, coragem e compromisso deixado por ele sirva como farol para todos os que ainda acreditam no poder transformador da advocacia e na força da verdade.

Renato Nery merece ser lembrado, respeitado e defendido — em vida e na memória. Seu nome não pode ser esquecido, nem a sua luta ignorada.

Por Ussiel Tavares, advogado e ex-presidente da OAB-MT

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