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Novo ICMS e redução de danos
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Estados e municípios enfrentarão sérias dificuldades para administrar os danos causados pela lei nacional que reduziu para 17% e 18% as alíquotas do ICMS de energia elétrica, combustíveis, transportes coletivos e telecomunicações.
Aprovada às pressas pelo Congresso Nacional e sancionada rapidamente pelo presidente Jair Bolsonaro, entrou em vigor imediatamente.
Os governadores de São Paulo e Goiás adaptaram as regras do tributo em seus estados e as novas alíquotas passaram a vigorar nesta semana. Doze estados entraram com ação no Supremo Tribunal Federal questionando a constitucionalidade da nova legislação. As perdas de receitas são estimadas em R$ 115 bilhões, dos quais R$ 27 seriam dos municípios, conforme determina a Constituição Federal.
Utilizada como principal estratégia do Congresso e governo federal para reduzir os preços dos combustíveis, a brusca redução das alíquotas do principal tributo estadual vai causar expressivos perdas nas receitas dos estados e municípios, principalmente a partir de 2023, colocando governadores e prefeitos sob forte pressão dos consumidores/eleitores que, ao mesmo tempo querem preços menores dos produtos e serviços e exigem serviços públicos de boa qualidade.
Considero saudável para o ambiente de negócios e para os consumidores, reduzir a tributação sobre o consumo e o alinhamento de alíquotas do ICMS. Evita situações esdrúxulas, como um estado praticar alíquota de 35% sobre a gasolina e outro 17%.
São restritas as alternativas disponíveis para os estados compensarem as perdas. Aumentar a tributação de impostos estaduais como IPVA (sobre veículos) e ITCMD (sobre heranças e doações) produzem parcos efeitos práticos e encontrarão fortes reações por parte da sociedade e dos legislativos estaduais. Retirar ou reduzir benefícios fiscais é medida que, além da quebra da segurança jurídica, certamente enfrentará forte resistência do universo empresarial.
“O governo estadual precisará tomar novas medidas
austeras para adequação das despesas à nova realidade”
Vivaldo Lopes
Estados e municípios tiveram expressivos ganhos de arrecadação em 2020 e 2021, impulsionados pela inflação. O ICMS é cobrado sobre o preço final de venda. Como os preços de serviços e mercadorias tiveram fortes altas nos dois últimos anos, puxaram os aumentos da arrecadação desse tributo. Acrescente-se a isso o conjunto de medidas financeiras de apoio a estados e municípios para enfrentamento dos estragos causados pela pandemia da covid-19.
Aprovadas pelo Congresso e executadas pela administração federal, as medias contemplaram repasses de recursos federais diretamente aos cofres estaduais e municipais, proibiu aumentos salariais e contratação de pessoal até o final de 2021. Além da suspensão de pagamento de dívidas que estados e municípios tivessem com a União. Essas medidas geraram superávits nas contas dessas unidades subnacionais.. Esse colchão de liquidez, no entanto, ajudará a compensar as perdas de receitas apenas neste ano.
A partir de 2023 não mais contarão com os ganhos sucessivos de arrecadação e ainda terão suprimida fatia considerável de sua maior fonte de receita. Ademais, em 2023, estados e municípios enfrentarão aumentos de despesas derivadas de leis nacionais que elevaram pisos salariais de professores e profissionais da área de saúde. Terão, ainda, que lidar com a pressão por reajustes salariais por parte dos servidores públicos.
Em Mato Grosso os danos serão menores pois a administração estadual já reduziu as alíquotas desses bens e serviços para 17% ou menos. Exceto a gasolina que tem alíquota de 23%. A secretaria estadual de Fazenda estima a queda de arrecadação do ICMS em R$ 1 bilhão, dos quais R$ 250 milhões seriam dos municípios. Assim, a perda para o tesouro estadual será de R$ 750 milhões.
Entendo que os aumentos de arrecadação verificados em 2020, 2021 e nos seis primeiros meses de 2022 geraram folga de caixa suficiente para administração estadual fazer a travessia para o novo cenário de queda de receita sem grandes traumas em 2022. O bom ritmo de crescimento do PIB estadual também ajudará a recuperar parte das perdas.
Todavia, a partir de 2023, o governo estadual precisará tomar novas medidas austeras para adequação das despesas à nova realidade, de forma que não haja precarização dos serviços públicos, especialmente aqueles mais essenciais e mais utilizados pelas classes de rendas menores.
Vivaldo Lopes, economista formado pela UFMT, onde lecionou na Faculdade de Economia. É pós-graduado em MBA- Gestão Financeira Empresarial pela FIA/USP. E-mail: [email protected]

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Transformando dor em propósito
A trajetória de Leda Alves e sua luta por inclusão de pessoas com Alergias Alimentares
Aos quatro meses de vida, Joaquim, filho de Leda Alves, recebeu o diagnóstico de Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV). A partir daí, sua mãe enfrentou uma verdadeira batalha: restrição alimentar para seguir amamentando, em seguida, por falta de orientação adequada, vieram as crises (reações alérgicas) constantes, por ingestão inadvertida de leite por parte do Joaquim, que resultaram em idas quase diárias ao pronto atendimento e diagnósticos equivocados.
Somente aos 4 anos, Joaquim recebeu atendimento médico adequado, e Leda mergulhou em estudos científicos internacionais, construiu uma rede de apoio com profissionais da saúde e mães de crianças alérgicas e transformou sua dor em ação.
Em 2019, organizou uma audiência pública em Mato Grosso, que resultou em duas leis pioneiras:
- Semana Estadual de Conscientização sobre Alergia Alimentar.
- Direito à alimentação inclusiva em escolas públicas e privadas.
Após mais de 20 anos desde sua primeira graduação em Letras, Leda voltou à universidade, concluiu Nutrição em 2024 e hoje atua como nutricionista clínica com foco em alergias e intolerâncias alimentares.
Ela também criou dois programas exclusivos de atendimento em nutrição:
Livre Alimentar – da Alergia à Alegria, é um programa de acompanhamento personalizado para identificar, controlar e prevenir reações alérgicas, promovendo uma alimentação segura, nutritiva e prazerosa.
NuTrìade – nutrindo corpo, mente e espírito, é um programa para quem busca melhor qualidade de vida para a vida toda, por meio de mudança de mente, que por sua vez, promove mudança de comportamento alimentar sem radicalismos nem restrições sem critérios, mas com muita inclusão, consciência e propósito.
Agora, além dos atendimentos na Clínica Centro de Alergia em Mato Grosso (CAMT), em Cuiabá, Leda abre agenda presencial em Jundiaí-SP, na clínica Lótus, nos dias 05, 06 e 07 de maio de 2026.
📍 Agendamentos
Cuiabá-MT – WhatsApp: 65 99215 5545
Jundiaí-SP – WhatsApp: 65 99975 3126
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