CUIABÁ
Search
Close this search box.

MATO GROSSO

MT Hemocentro atende 599 pacientes com a doença falciforme

Publicado em

MATO GROSSO

O MT Hemocentro, único banco de sangue público de Mato Grosso, é referência no tratamento da doença falciforme no estado. No momento, a unidade atende 599 pacientes com a patologia.

Solangela Pereira da Silva, de 50 anos, realiza o tratamento contra a anemia falciforme no MT Hemocentro desde 1994. Dia Nacional da Luta pelos direitos da pessoa com Doença Falciforme, comemorado nesta segunda (27.10), ela destaca que a unidade exerce papel fundamental no seu tratamento.

“Aqui a referência é o Hemocentro e estou morando aqui desde 1994 por causa disso. Por ser uma patologia que você já nasce com ela, requer tratamento e acompanhamento. Do tempo que eu comecei a tratar no Hemocentro para os dias de hoje eu estou melhor, eu já tive muita crise e agora não tenho mais”, destacou.

Na unidade, o paciente recebe diversos tipos de atendimento, como consultas regulares com médico hematologista para acompanhamento e tratamento ambulatorial, acompanhamento com uma equipe multidisciplinar e exames regulares de rotina e acompanhamento. Quando necessário, os pacientes também realizam transfusões e infusão de medicamentos no ambulatório.

Leia Também:  PM apreende adolescente suspeito por roubo e tentativa de homicídio

De acordo com médico cancerologista pediátrico e hematologista da SES, Wolney de Oliveira Taques, a doença falciforme é caracterizada como uma doença que as hemoglobinas têm formato de foice e possuem baixa vida útil.

“A anemia falciforme é um tipo de anemia hereditária, ou seja, genética, em que há alteração da estrutura da hemácia, ela vai se transformar em forma de foice e dessa forma será destruída precocemente. A destruição dessa hemácia é a principal característica da doença. Então, é anemia, porque a vida útil da hemácia, que normalmente vive em torno de 90 a 120 dias, reduz drasticamente entre 30 a 60 dias”, explicou.

Ainda segundo o médico, a patologia apresenta vários sintomas. “As pessoas podem apresentar anemia crônica, podem ter icterícia por causa da destruição precoce das hemácias, aumento de hemoglobina e crises de dor. Esses pacientes também têm sintomas relacionados a infecções, especialmente em crianças abaixo de 5 anos de idade”, acrescentou.

O Teste do Pezinho ou Triagem Neonatal é a forma mais efetiva e precoce de detectar a anemia falciforme.

Leia Também:  Prazo para rematrícula de alunos da rede estadual encerra na segunda-feira (06)

*Sob a supervisão de Ana Lazarini

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Edital da Secel viabiliza inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande

Publicados

em

O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.

Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.

“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.

O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.

Leia Também:  Bombeiros localizam corpo de homem que desapareceu no Alagado do Rio Teles Pires

Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.

Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.

“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.

(Com informações da Assessoria)

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA