MATO GROSSO
Prazo para rematrícula de alunos da rede estadual encerra na segunda-feira (06)
MATO GROSSO
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) reforça que o prazo para rematrícula da rede estadual de ensino se encerra na próxima segunda-feira (06.02), quando tem início o ano letivo de 2023.
Para garantir a vaga, pais, responsáveis ou estudantes com 18 anos ou mais devem comparecer à unidade de ensino para preenchimento e assinatura da ficha de rematrícula, bem como realizar a entrega de documentos. O processo é feito somente de forma presencial, das 8h às 18h.
“Ainda temos vagas e os interessados não podem deixar para a última hora. É importante o estudante iniciar o ano letivo matriculado e com o seu direito à educação assegurado”, pontua Alcimaria Ataides da Costa, secretária-adjunta de Gestão educacional da Seduc.
Para a efetivação da matrícula é necessário apresentar os documentos pessoais dos pais ou do responsável legal (RG e CPF); certidão de nascimento ou casamento do aluno; documentos pessoais do aluno (RG e CPF); fatura de consumo de energia elétrica da residência dos pais ou responsáveis atualizada; histórico escolar ou atestados de transferência; tipo do grupo sanguíneo e Fator RH do estudante; atestado médico oftalmológico ou avaliação técnica de optometria (para alunos do Ensino Fundamental); e cartão atualizado de vacina do aluno.
Em caso de dúvidas, os pais poderão entrar em contato com a Seduc por meio do telefone 0800-0651717 ou encaminhar mensagens pelo ‘Fale Conosco’, do matrícula.seduc.mt.gov.br.
Fonte: GOV MT
MP MT
Procuradora destaca proteção às mulheres indígenas em oficina
A coordenadora do Centro de Apoio Operacional (CAO) sobre Estudos de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Gênero Feminino, procuradora de Justiça Elisamara Sigles Vodonós Portela, participou nesta terça-feira (8) da Oficina de Formação das Conselheiras da FEPOIMT Mulher, realizada dentro da programação de formação continuada promovida pela Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT).
Durante o encontro, a procuradora de Justiça do MPMT abordou o tema “Políticas Públicas para Mulheres” e apresentou a proposta de parceria institucional para a segunda etapa da formação.
A iniciativa reúne representantes indígenas de diferentes regiões do estado com o objetivo de fortalecer a atuação das conselheiras em seus territórios, ampliando o conhecimento sobre direitos, acesso à Justiça, enfrentamento à violência e participação nos espaços de decisão. A FEPOIMT possui abrangência em sete regionais, representando mais de 46 povos indígenas e cerca de 86 terras indígenas em Mato Grosso.
Ao abrir sua palestra, a procuradora destacou a importância da construção coletiva de uma rede de proteção efetiva para as mulheres indígenas. “Quando falamos em rede, podemos imaginar uma rede tecida por muitos fios. Um fio sozinho pode se romper. Mas, quando vários fios se encontram e se fortalecem, eles conseguem acolher, sustentar e proteger”, afirmou.
Durante a exposição, a procuradora reforçou que a Lei Maria da Penha protege todas as mulheres, incluindo integralmente as mulheres indígenas, e ressaltou que o respeito às tradições e à diversidade cultural não pode ser utilizado para justificar qualquer forma de violência.
“A cultura merece respeito. Os povos indígenas têm o direito de preservar seus modos de vida, suas línguas, suas tradições e suas formas próprias de organização. Mas nenhuma tradição pode ser utilizada para justificar agressões, ameaças, estupros, humilhações, controle, perseguições ou qualquer outra forma de violência contra a mulher”, enfatizou.
A representante do Ministério Público também explicou que o atendimento às mulheres indígenas deve considerar suas especificidades culturais, linguísticas e territoriais, garantindo acolhimento adequado e acesso efetivo aos serviços públicos de proteção.
Segundo Elisamara Sigles, o fortalecimento da rede passa pela atuação integrada de instituições públicas e organizações indígenas. “A rede de proteção não deve chegar à comunidade para falar pela mulher indígena. Ela deve chegar para escutá-la, compreender sua realidade e caminhar ao seu lado”, destacou.
A oficina integra a proposta da FEPOIMT Mulher de criar um processo permanente de formação das conselheiras indígenas, inspirado na experiência de formação de defensores de territórios e adaptado à realidade das mulheres indígenas mato-grossenses. Entre os temas discutidos estão direitos dos povos indígenas, defesa dos territórios, acesso à Justiça, identificação e encaminhamento de violações de direitos, enfrentamento às violências e fortalecimento das organizações indígenas.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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