VÁRZEA GRANDE
DAE-VG foca em eficiência e transparência no atendimento
VÁRZEA GRANDE
Ações estruturantes, mutirões, novos canais de atendimento e investimentos em eficiência marcam transformação inédita da autarquia
Nos últimos seis meses, o Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) tem trabalhado para virar a página de uma história marcada por dificuldades, apostando em transparência, modernização e maior proximidade com a população. A gestão atual tem investido em soluções práticas, novas parcerias e comunicação clara com os moradores, mostrando que um novo tempo está em curso.
Um dos avanços mais significativos foi a aprovação da Lei de Parcelamento em diálogo com a Câmara Municipal, permitindo que a autarquia ofereça condições especiais para a negociação de débitos. A partir dessa lei nasceu o programa Regularize Já, que já percorreu os residenciais São Mateus e São Benedito. Essa iniciativa garante descontos de até 97% em juros e multas, parcelamento em até 36 vezes e a regularização de dívidas dos últimos cinco anos. Mesmo antes da lei, as equipes já atuavam nos bairros levando regularização e padronização para as residências. Paiaguás e Novo Mundo foram os primeiros a receberem as equipes. Além de melhorar a arrecadação e reduzir a inadimplência, a medida aproximou o DAE da população e fortaleceu o relacionamento institucional com os vereadores.
As frentes de trabalho em campo também ganharam reforço com a contratação da Coonser, cooperativa que está focada inicialmente na solução de vazamentos e com a realização do processo seletivo simplificado, que está em fase de inscrições. Ambas as iniciativas visam ampliar o atendimento e dar mais agilidade às demandas, aumentando a eficiência operacional.
Na área técnica, a empresa contratada para manutenção de poços artesianos já está em atividade, cuidando de 68 poços, dos quais nove apresentavam problemas antigos e agora estão sendo regularizados.
TAMBÉM HÁ OBRAS – Outra ação em destaque é o investimento em obras estratégicas, como extensões de rede e padronizações, onde antigas tubulações foram substituídas e outras foram instaladas para melhorar a pressão e a regularidade no abastecimento.
Para dar mais transparência à população, o Boletim Diário de Abastecimento passou a ser divulgado diariamente nos canais oficiais do DAE, detalhando quais bairros serão abastecidos em cada período do dia. Essa medida, inédita, tornou-se um importante instrumento de comunicação direta com os moradores, permitindo um acompanhamento claro da operação.
O Centro de Controle e Operações (CCO), criado logo no início da nova gestão, também se consolidou como peça-chave na organização das equipes de rua e no monitoramento da logística de caminhões-pipa. Esse trabalho, aliado ao realinhamento contratual com as empresas prestadoras de serviço, trouxe mais eficiência e confiabilidade, incluindo a exigência de renovação da frota e a manutenção adequada dos veículos.
TRADUZINDO EM NÚMEROS – Além das ações técnicas, a autarquia tem reforçado seu compromisso com a transparência e proximidade com a população, registrando números expressivos de atendimento. Apenas em 2025, de janeiro a junho, foram 64.459 atendimentos presenciais, com picos em fevereiro (12.387) e junho (12.447). O call center também apresenta crescimento, com 5.885 atendimentos apenas entre maio e julho, período em que está em funcionamento. Já a Ouvidoria registrou uma queda significativa nas reclamações, mostrando uma melhora gradual na percepção da população.
No campo administrativo, o DAE se aproximou de órgãos estratégicos, com destaque para a participação no Conselho de Cidades e de Meio Ambiente, ligado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, e o Termo de Cooperação Técnica com a Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager/MT), que iniciou uma série de reuniões técnicas para a coleta de dados e construção de planos de regulação e fiscalização.
O setor de setor de licitações passa por um processo intenso de novas contratações. Desde janeiro, foram realizados 58 processos e contratos, incluindo dispensas, adesões, INEX, pregões, licitações em andamento, além de contratos e aditivos formalizados. Outro marco administrativo foi a negociação de dívidas com a Energisa, reduzindo a fatura mensal de R$ 1,7 milhão para R$ 1,2 milhão, enquanto se trabalha para aumentar o faturamento e reinvestir os recursos na melhoria do sistema.
A autarquia reforça que essas transformações só são possíveis com o apoio da população e o pagamento em dia das contas. “Cada morador que mantém a conta em dia contribui para que possamos avançar em obras, modernização e melhorias no sistema de abastecimento. Estamos apenas começando, mas o DAE já está diferente, mais próximo das pessoas e com um compromisso claro de oferecer serviços de qualidade”, afirma o diretor-presidente, Zilmar Dias.
CANAIS DE ATENDIMENTO – Outro marco desta gestão foi a implantação do 0800 (0800 707 4442), que já nasceu com um novo modelo de atendimento e teve, recentemente, seu horário ampliado: de segunda a sábado das 7h30 às 18h, e aos domingos até 12h.
O canal é complementado pelo WhatsApp exclusivo para vazamentos (65 9 9304 1078), pelo atendimento presencial na sede e pelo e-mail comercial ([email protected]). Em paralelo, a ouvidoria também segue ativa (65 9 99328 6141), garantindo espaço para demandas específicas da população.
VÁRZEA GRANDE
“Nenhum gestor teve a coragem de resolver o problema de água de Várzea Grande”, afirma Flávia Moretti na abertura de audiência pública”
Prefeita defendeu legado para o abastecimento de água no município, convocou moradores e órgãos de controle a fiscalizarem a construção novo PMSB que precisa se tornar lei para embasar o novo modelo de gestão dos serviços de água e esgoto
Durante a abertura da audiência pública que discutiu o Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, declarou que o enfrentamento dos problemas históricos de abastecimento de água e esgotamento sanitário é o compromisso central de sua gestão. Em tom combativo, a gestora afirmou que administrações anteriores evitaram aplicar a legislação do setor.
“Vocês vão conhecer tudo o que foi estudado em um ano e quatro meses. Nenhum gestor teve a coragem de fazer isso que pede a Lei do Saneamento Básico. Daqui em diante, fazendo a parte técnica, estamos enfrentando o desafio que outros não tiveram coragem de encarar”, disse.
Ao discursar diante de moradores, a prefeita destacou a pressão dos órgãos de fiscalização e reafirmou a responsabilidade assumida com a cidade. “A água é vida e dignidade. Quando assinei o termo de posse, me comprometi com a população a resolver esse problema. Eu sei o problema de cada bairro”, pontuou.
A secretária de Assuntos Estratégicos, Ina de Maria, reforçou a centralidade dos moradores no debate. “Essa noite é um marco porque sabemos que o maior problema de Várzea Grande é a falta de água. A pessoa mais importante nesta audiência é a população, que sente na pele essa falta”, disse.
Flávia Moretti defendeu o PMSB como um legado permanente. “Não sei se vou estar aqui amanhã, mas nossa equipe quer deixar o legado de ter levado água na torneira das pessoas”, disse.
A prefeita ainda destacou a legalidade de todas as etapas do Plano Municipal de Saneamento Básico e convocou a população e órgãos de controle a atuar diretamente na fiscalização das metas do plano.
“Após essa audiência e de levantarmos todas as demandas apresentadas aqui vamos encaminhar para Câmara de Vereadores para que ser torne lei”, destacou.
A audiência reuniu autoridades que reforçaram a gravidade do cenário e os próximos passos para o município. O vereador Raul Curvo, presidente da Comissão de Água e Esgoto da Câmara e servidor do DAE, declarou apoio à concessão do departamento. “Sei da importância do resultado desse processo para 300 mil habitantes. A Câmara precisa ajudar a aprovar esse plano, pois vamos entregar um recurso natural importante nas mãos da iniciativa privada para resolver o problema”, pontuou.
O presidente do Tribunal de Contas do Estado, Sérgio Ricardo, citou os dados do estudo feito pela FIPE para a cidade, classificando a situação como reflexo de décadas de abandono. “O estudo aponta um cenário de caos. Várzea Grande ficou abandonada por séculos sem planejamento, e isso não é culpa da atual gestão. Precisamos tratar de investimentos na casa dos bilhões e buscar ações emergenciais”, declarou.
Luciane Vilela, promotora representante do Ministério Público, defendeu que a cidade precisa de planejamento contínuo. “Não podemos fazer do município uma colcha de retalhos. Precisamos de metas claras e recursos previstos para que os órgãos de controle possam cobrar a execução”, destacou.
Rogério Nascimento, representante da Agência Reguladora, enfatizou o caráter inédito da fiscalização no estado. “Várzea Grande é o único município acompanhado de perto pela Ager atualmente neste processo de novos serviços de água e esgoto”.
SERVIÇOS JÁ EXECUTADOS – Flávia Moretti também informou que sua gestão foi atrás de recursos, de recuperar estruturas, fizer obras, consertar vazamentos, ampliar redes e construir novos reservatórios.
“Já investimos R$ 7,99 milhões em equipamentos, concluímos a adutora entre a Estação Pari e o Morro do Urubu, com R$ 11,98 milhões, e estamos construindo cinco novos reservatórios, com investimento de R$ 16,39 milhões”, disse
Também citou avanços no esgoto, instalação de hidrômetros, regularização de ligações, e conserto de mais de 2.200 vazamentos.
E citou o TAC Aliança pela Água, com previsão de R$ 60 milhões para ações emergenciais e investimentos na recuperação do sistema que já estão sendo executados, lembrando que esse valor é executado pelo próprio Governo do Estado.
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