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Marcelo Porto Carrero

Isso é evolução ou involução?

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Marcelo Porto Carrero

A muito tempo não vemos um filme, tampouco novela com tema altruísta; não ouvimos uma música nova cantando paz e amor; uma propaganda isenta de preconceito e discriminação ou mesmo uma reportagem que não trate de guerra, assassinato, consumo de droga, corrupção, epidemia e outras tantas coisas ruins.

Certo é que está em plena ação a prática da Nova Ordem Mundial na alienação das pessoas desde a raiz de sua formação, ou seja, da infância até a vida adulta. O resultado é isso que aí está, sendo jogado nas nossas caras todos os dias.

Junte a essa situação os programas policialescos quanto aos temas conservadores, mas que tratam a degeneração mental e a degradação moral como coisas naturais, portanto, perfeitamente assimiláveis em relação ao destino manipulado que pretendem dar à humanidade e teremos explicitado o objetivo do socialismo progressista, esse mesmo que atua como braço político da NOM.

Pena que só agora estamos dando atenção a isso, mesmo assim reagindo timidamente às tentativas de transformação de nossos jovens em alienados semelhantes aos zumbis que aparecem em filmes e séries de ficção que nos enfia goela abaixo a grande mídia colaboracionista.

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Como negar não se tratar de evolução e sim de involução? Na dúvida, basta ver o que faz agora quem deveria estar dando importância à formação intelectual, mas que a trocou por orientação sexual e outras experiências educacionais que buscam afastar os jovens do ambiente familiar para incutir em suas cabecinhas em formação a inexistência de Deus. Isso sem falar da imagem machista, homofóbica e preconceituosa que buscam dar à família tradicional.

Como assim, como pode uma criança saber o que é destino se quem a trouxe ao mundo está sendo tolhido dessa missão?

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Marcelo Porto Carrero

A Excrescência na Excelência

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A Excrescência na Excelência

Existem momentos em que a palavra excelência se confunde e até se funde com outra: excrescência. É quando ficamos em dúvida se é a pessoa ou o que ela faz que constitui uma excrescência, vez que vem de quem se acha excelência. Seria o caso de haver excelência em excrescência? Essa dúvida se justifica no que estamos vendo no poder público de hoje. Quem se acha excelência, na verdade, tem tudo de excrescência.

Existem momentos em que o vocabulário trai o personagem. Excelência e excrescência. Duas palavras que se olham no espelho e quase se tocam na grafia, mas que moram em universos morais opostos. E é justamente quando elas se confundem que entendemos o tempo em que vivemos.

Vamos à raiz, porque a língua não mente.

Excelência vem de excellere: elevar-se, sobressair-se, ir além. Supõe esforço, disciplina, qualidade. Excelência não se declara, se reconhece. Ela é silenciosa, porque o próprio trabalho fala por ela.

Excrescência vem de excrescere: crescer para fora, de forma desordenada, supérflua. Na medicina, é tumor, verruga, o que cresce sem função. No corpo social, é aquilo que incha sem alimentar, que ocupa espaço sem ter serventia. É o excesso que não serve, só aparece.

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O problema começa quando alguém confunde um movimento com o outro. Quando acha que crescer para fora é o mesmo que elevar-se. Quando confunde visibilidade com valor.

E é aí que a pergunta se torna cirúrgica: teríamos hoje excelência em excrescência?

Sim. E é justamente isso que estamos vendo nos poderes da República.

A pessoa que se acha excelência vive de um ritual. Ela precisa do título, do pronome, do tapete, da deferência. Ela exige ser chamada de excelência, mas age como excrescência. Não produz, se reproduz. Não serve, se serve. Não resolve, se pendura. Como toda excrescência, precisa de um corpo hospedeiro para existir: o Estado. E como toda excrescência, quando cresce demais, adoece o corpo inteiro.

A excrescência pública tem método. Tem, inclusive, excelência — mas uma excelência invertida:

Tem excelência em transformar picuinha em pauta nacional.

Tem excelência em fazer barulho e nenhum resultado.

Tem excelência em confundir opinião com conhecimento e grito com argumento.

Tem excelência em cultivar a própria imagem enquanto apodrece o entorno.

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Tem excelência em se achar indispensável, quando na verdade é apenas inamovível.

O homem verdadeiramente excelente duvida de si. O medíocre travestido de excelente tem certeza de tudo, sobretudo de sua própria grandeza. A excelência pede humildade, porque sabe o quanto falta. A excrescência pede palco, porque sem plateia ela definha.

Por isso a dúvida levantada é legítima e dolorosa. Olhamos para certos personagens e não sabemos mais distinguir: é a pessoa que é uma excrescência ou é o que ela faz? A resposta é que um contamina o outro. Quando alguém que se crê excelência produz excrescência, ele mesmo se torna a excrescência. Ele deixa de ser agente e vira sintoma.

Hoje em dia, quem mais exige ser chamado de excelência é quem mais entrega excrescência. Porque a verdadeira excelência nunca precisou de tratamento protocolar para se sentir grande. Ela se mede pelo rastro que deixa, não pelo ruído que faz.

E no rastro do que estamos vendo, o que sobra não é obra. É escombro.

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