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Vice-presidente da OAB se reúne com comissões de DHs para debater medidas após atos antidemocráticos

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O vice-presidente nacional da OAB, Rafael Horn, e a Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal (CNDH) da OAB se reuniram, na manhã desta segunda-feira (16/1), com os presidentes das comissões análogas, de forma extraordinária, para seguir refletindo a respeito das medidas tomadas após os atos antidemocráticos de 8 de janeiro. O encontro foi um momento de revelar um balanço às seccionais das ações da OAB Nacional e da seccional do DF desde então, além da escuta de novos aspectos que merecem atenção e novas proposições de atuação. A reunião foi gravada e fica disponível no canal oficial do CFOAB no YouTube para que as informações possam ser revisitadas. 

Horn exaltou o trabalho que tem sido feito pelas entidades da advocacia. “A ideia foi inicialmente esclarecer, in loco, usando da credibilidade da Ordem, que estavam sendo tomadas todas as medidas possíveis naquele momento tão difícil. Outras ações foram a garantia das audiências de custódia, das prerrogativas profissionais, para evitar a captação ilícita naquele local, bem como a montagem de uma tenda da OAB para que os colegas tivessem acesso fácil à OAB e aos clientes”, enumerou.

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O vice-presidente nacional também ressaltou as ações institucionais, como o acompanhamento e conversas mantidas com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, juntamente do presidente da Ordem, Beto Simonetti, e com o gabinete de crise criado pelo Governo do Distrito Federal (GDF). “Tudo isso para garantir o contato entre os Poderes e para refletir sobre ações prospectivas daqui pra frente, entre elas a identificação de quem praticou os ataques golpistas e a prevenção de um novo prejuízo à democracia brasileira, assim como a observância do devido processo legal.” 

Silvia Souza, presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos, ressaltou que, ainda que não tenha sido uma reunião deliberativa, já que convocada de forma extraordinária, o encontro foi importante para transmitir informações e colher sugestões dos colegas integrantes do sistema.

“Todas as sugestões serão analisadas e, para algumas delas, já estamos dando encaminhamentos. Estamos num momento atípico da nossa história, mas a OAB está agindo à altura. São atos golpistas, antidemocráticos e os repudiamos, assim como estamos atentos aos direitos humanos dos detidos que agora ingressam no sistema penitenciário”, disse a presidente da CNDH. 

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Pessoas do Brasil todo e trabalho em várias frentes

A vice-presidente da OAB-DF, Lenda Tariana, uma das pessoas que estão à frente do trabalho feito desde 8 de janeiro, relatou algumas das atividades empreendidas e das dificuldades encontradas e contornadas. “É uma situação muito peculiar. Estamos tratando de pessoas e advogados do Brasil todo. O trabalho se deu em etapas e em várias frentes. A situação nos demandou em várias áreas. Destaco a área de prerrogativas dos advogados. Temos também o viés dos DHs, o viés até mesmo institucional, contra os atos antidemocráticos, e aqui com a intervenção e afastamento do governador, o que nos demanda acompanhamento”, enumerou. 

Representantes dos colegiados das seccionais manifestaram endosso e apoio às medidas tomadas pelo CFOAB e OAB-DF, se colocaram à disposição para novas conversas e colaborar com o trabalho. Eles apresentaram avaliações sobre a conjuntura, preocupação com o volume de tarefas e parabenizaram a organização, agilidade e união da Ordem no atendimento de todas elas.

Fonte: OAB Nacional

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Renato Nery: sua morte exige voz, justiça e memória

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A morte brutal do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Dr. Renato Gomes Nery, não pode ser tratada com indiferença. Trata-se de um crime que atinge diretamente a advocacia e a democracia. Renato foi um homem honrado, combativo e comprometido com a justiça — sua memória exige respeito e posicionamento firme por parte da sociedade e das instituições.

É inaceitável que um colega de trajetória tão marcante seja silenciado sem uma reação proporcional à gravidade do que ocorreu. Tive a honra de iniciar minha vida institucional na OAB-MT como conselheiro estadual em sua gestão. Conheci de perto o homem e o advogado.

Como ex-presidente da OAB-MT, tenho a obrigação de falar de Renato Nery. Não posso me calar diante da execução de um colega que também ocupou essa honrosa função. A presidência da Ordem não é apenas um cargo: é um compromisso com a defesa intransigente da advocacia e da democracia. Renato honrou essa missão com coragem, combatividade e senso de justiça.

A execução do colega, agora apontada pelas investigações como motivada por disputas fundiárias, exige não apenas uma rigorosa apuração policial, mas também uma profunda reflexão sobre os riscos enfrentados pelos que exercem a advocacia com independência e compromisso. O advogado precisa ter, acima de tudo, segurança para atuar. Sem isso, toda a estrutura democrática se fragiliza.

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É essencial que todos os desdobramentos do crime sejam investigados com máxima seriedade, inclusive aqueles de natureza patrimonial – para afastar oportunistas. Nada pode ser omitido ou minimizado. Só assim evitaremos injustiças irreparáveis e honraremos verdadeiramente a memória de Renato.

Neste momento em que prisões foram realizadas, inclusive de pessoas apontados como mandantes, é justo reconhecer o trabalho diligente dos órgãos de segurança pública, especialmente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A atuação firme e técnica tem sido crucial para elucidar os fatos e oferecer respostas à sociedade.

À família de Renato, deixo minha solidariedade mais sincera. Que o legado de integridade, coragem e compromisso deixado por ele sirva como farol para todos os que ainda acreditam no poder transformador da advocacia e na força da verdade.

Renato Nery merece ser lembrado, respeitado e defendido — em vida e na memória. Seu nome não pode ser esquecido, nem a sua luta ignorada.

Por Ussiel Tavares, advogado e ex-presidente da OAB-MT

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