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MARCELO NEVES

A Copa do Mundo da juventude

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MARCELO NEVES

Pelé foi eleito o Melhor Jogador Jovem da Copa de 1958. Crédito: Divulgação

A Copa do Mundo do Catar chega à sua fase de quartas de final com muitas zebras e também com craques consagrados, mas principalmente com muitos jovens despontando e estreando na Copa como se fossem jogadores já experientes.

Por muito tempo vimos jogadores chegar ao auge técnico e físico na casa dos 26, 27 anos; porém o que se se vê neste mundial, são jogadores de 18, 19, 20 anos voando tecnicamente e mostrando desenvoltura  na competição mais importante no mundo do futebol.

Neste século não foi muito difícil escolher a revelação da Copa do Mundo, isso porque eram poucos os jogadores até 21 anos que despontavam na competição. Na Copa do Japão e da Coreia em 2002, a grande revelação foi o norte-americano Landon Donovan, então com 20 anos. Donovan é considerado o maior jogador de todos os tempos dos Estados Unidos.

Nesta edição temos muitos jogadores que estão despontando em suas seleções, e até por isso será difícil apontar o melhor jogador jovem de 2022.

Temos visto o meia Jude Bellingham de 19 anos comandar o meio campo da seleção inglesa como se já tivesse 30 anos e jogando a sua terceira Copa do Mundo. O jogador de Borussia Dortmund tem uma inteligência fora do comum e é um grande favorito a vencer a premiação. Seu companheiro de seleção Bukayo Saka, 21 anos e três gols na Copa do Mundo, o atacante do Arsenal encanta com dribles, velocidade e finalização; outro grande favorito ao prêmio.

A Argentina traz dois jogadores que mudaram o time após suas entradas, Julian Alvarez e Enzo Fernandes, ambos de 21 anos, já se conheciam desde o River Plate, Enzo rumou para o Benfica, enquanto Alvarez foi para o Manchester City. Podemos dizer que o futuro da albiceleste estará ligada aos dois.

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Mesmo eliminada nas oitavas de final, a Austrália apresentou ao mundo o meia Garang Kuol de 18 anos, mesmo jogando apenas duas partidas, contra a França e a Argentina, Kuol por pouco não levou a disputa contra os hermanos para a prorrogação. A jovem promessa jogará pelo Newcastle a partir de janeiro.

Musiala foi outro que mesmo sendo eliminado ainda na primeira fase com a Alemanha, mostrou para o que veio no mundo do futebol. Musiala não fez gol, deu uma assistência mas mostrou dribles desconcertantes, passes, posicionamento e controle de jogo pouco visto em jogadores desta idade. O jogador do Bayern de Munique é mais um que chegou para ficar.

A Espanha trouxe jogadores como Gavi, Ansu Fati, Pedri, Nico Williams, Balde, Eric Garcia, todos com menos de 21 anos, a grande sensação é o meia do Barcelona Gavi de apenas 18 anos. Já tem gol em Copa do Mundo e um futuro brilhante pela frente.

Nas quartas de final o Brasil irá enfrentar a Croácia, que tem uma das melhores defesas do mundial. Defesa que é comandada por um garoto de 20 anos que já é realidade, Gvardiol, do Red Bull Leipzig, chama a atenção de gigantes europeus. É versátil, alto, tem boa habilidade com a bola nos pés, defende bem, dá bons passes, rápido e acelera muito bem. Em resumo, tem tudo.

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E o que dizer de um garoto que entra em campo substituindo nada mais que Cristiano Ronaldo e faz três gols na partida? Este é Gonçalo Ramos de Portugal de apenas 21 anos em sua estreia em mundiais.

Vinicius Júnior bem que poderia vencer a disputa, mas por ter 22 anos não entra nos critérios da premiação, mas nem por isso o Brasil ficaria de fora, seu companheiro de Real Madrid, Rodrygo, está mostrando um bom futebol nesta Copa do Mundo e pode crescer ainda mais na competição e virar favorito ao prêmio. Outro jogador brasileiro que pode entrar na disputa é Gabriel Martinelli.

E para você, quem seria o Melhor Jogador Jovem da Copa do Mundo de 2022?

Confira todos os vencedores desde 1958:

1958 – Pelé (Brasil) 17 anos

1962 – Florian Albert (Hungria) 20 anos

1966 – Franz Beckenbauer (Alemanha) 20 anos

1970 – Teofilo Cubillas (Peru) 21 anos

1974 – Władysław Żmuda (Polônia) 20 anos

1978 – Antonio Cabrini (Itália) 20 anos

1982 – Manuel Amoros (França) 21 anos

1986 – Enzo Scifo (Bélgica) 20 anos

1990 – Robert Prosinečki (Iugoslávia) 21 anos

1994 – Overmars (Holanda) 20 anos

1998 – Michael Owen (Inglaterra) 18 anos

2002 – Landon Donovan (EUA) 20 anos

2006 – Lukas Podolski (Alemanha) 21 anos

2010 – Thomas Müller (Alemanha) 20 anos

2014 – Paul Pogba (França) 21 anos

2018 – Killyan Mbappé (França) 19 anos

 

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MARCELO NEVES

Uma Copa do Mundo de contradições

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A Copa do Mundo de Clubes entra na última rodada da fase de grupos, e assim como na Copa do Mundo de seleções, surpresas e favoritos mostram sua cara em vários jogos, assim como algumas zebras. E isso tem sido evidente até aqui. Exemplos como empate de um Al-Hilal contra o Real Madrid, vitória do Inter Miami diante do Porto e atuações de equipes periféricas que chamam a atenção.

Com as vitórias de Botafogo diante do PSG, a vitória do Flamengo diante do Chelsea e os empates de Fluminense e Palmeiras frente à Borussia Dortmund e Porto respectivamente, aqueles vira-latas da imprensa brasileira sempre puxam as famosas cartas do “europeu joga sem interesse”, “eles não ligam para o torneio”, “é uma pré-temporada de luxo”, e coisas assim.

Agora esse mesmo vira-latismo (termo muito utilizado por Nélson Rodrigues) começou a usar a desculpa do cansaço e do calor enfrentado pelos times europeus. Mas será mesmo que esses aspectos afetam apenas os times europeus? Em um balanço feito pelo site Sofascore em partidas realizadas nos últimos 12 meses, nenhum time europeu jogou mais de 60 jogos no período, vejam na imagem abaixo:

Ou seja, antes da Copa do Mundo iniciar, o Flamengo foi quem mais atuou no período com 77 jogos disputados, enquanto o time europeu com mais jogos disputados foi o Real Madrid com 62 jogos. Mas aí você pode dizer que os times brasileiros tiveram férias no período enquanto os europeus continuaram atuando.

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Então vamos fazer um balanço de fevereiro até o início da Copa do Mundo (entre 1º/02 até 31/05), lembrando que em janeiro as equipes brasileiras já estavam jogando os estaduais em pleno verão. Neste período entre fevereiro e maio quem mais jogou foram Fluminense e Palmeiras, 30 jogos cada um. A equipe europeia que mais atuou no período foi o PSG com 28 jogos.

Ainda em comparação, o Flamengo também fez 28 jogos enquanto o Chelsea entrou em campo 23 vezes. O Botafogo entrou em campo 26 vezes, o Real Madrid jogou 27 jogos, assim como a Inter de Milão. Já o Bayern entrou em campo 21 vezes e o Porto apenas 17 jogos.

É óbvio que são momentos distintos, enquanto as partidas dos europeus é na fase final da temporada, os times brasileiros estão na fase inicial. E ainda assim, o número de lesões musculares nos times brasileiros foi superior ao dos times europeus no mesmo período.

Quando a disputa é do Mundial de Clubes, realizado em dezembro, os europeus estão no meio da temporada, enquanto os brasileiros estão realizando mais de 70 partidas, e não vemos as desculpas de cansaço por aqui. O Botafogo no ano passado, venceu a Libertadores, três dias depois entrava em campo contra o Palmeiras pelo título brasileiro e no dia seguinte viajou para encarar o Pachuca do México dois dias depois e foi derrotado. Mas a nossa imprensa vira-lata preferiu diminuir o futebol brasileiro o relegando como uma força periférica e enfraquecida diante de continentes como asiático, africano e da América do Norte.

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Mas diante dos desempenhos das equipes europeias na Copa do Mundo de Clubes, onde os brasileiros estão fazendo frente e colocando dificuldades nos times de lá, os especialistas brasileiros preferem alegar cansaço, forte calor e desinteresse por parte dos jogadores europeus.

Vamos lembrar que a Copa do Mundo de seleções no ano que vem será disputada no mesmo período de agora e no mesmo país, ou seja, forte calor e final de temporada europeia, será que em caso de fracasso europeu, nossos vira-latas irão alegar as mesmas desculpas atuais?

A verdade é que o futebol brasileiro, especificamente de clubes, tem evoluído muito dentro de campo. Temos visto variações táticas, intensidade alta, aplicação tática dos jogadores, e em várias partidas do campeonato brasileiro o que se vê quando elogiam as partidas é: “parece um jogo da Premier League”.

Vejo nessa Copa do Mundo alguns times da elite mundial, e sim, eles são europeus. Bayer, Real Madrid, PSG, Manchester City, Juventus e Inter continuam sendo favoritos ao título, mas não irei me surpreender caso um time brasileiro vença a competição. A distância não é tão grande assim como querem fazer você pensar.

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