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Colégio de Presidentes, em Pirenópolis (GO), tem debates sobre prerrogativas e honorários

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A Ordem dos Advogados do Brasil reuniu, neste sábado (12/11) na cidade de Pirenópolis, em Goiás, os presidentes das seccionais e a diretoria nacional da entidade para debater as prioridades da advocacia. O grupo discorreu também sobre temas caros à sociedade. 

O presidente da OAB Nacional, Beto Simonetti, conduziu a sessão em que foram tratados, entre outros assuntos, do Sistema Nacional de Defesa das Prerrogativas e Valorização da Advocacia da limitação de honorários pelo Judiciário, dos cursos de direito e do pedido de providências ao CNJ para retomada do horário de funcionamento dos fóruns e tribunais.

Defesa das Prerrogativas

Simonetti e a diretoria da entidade apresentaram a discussão feita em outubro durante reunião do Conselho Pleno sobre a criação do Sistema Nacional de Defesa das Prerrogativas e Valorização da Advocacia. O encaminhamento dado foi de que os presidentes terão até a próxima quarta-feira (16/11) para enviar propostas e sugestões de alteração no texto construído ao coordenador do Colégio de Presidentes, Erinaldo Dantas, e à vice-coordenadora do órgão, Gisela Cardoso. Na sequência, até a próxima sexta (18/11), os dois enviam as ideias consolidadas à diretoria do Conselho Federal. 

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O texto do Provimento é fruto de vários encontros realizados desde o início do ano pela Comissão Nacional de Defesa de Prerrogativas, presidida por Ricardo Breier, e da Procuradora Nacional de Prerrogativas, coordenada por Alex Sarkis, com comissões de prerrogativas das seccionais. A proposta traz como novidade a unificação das regras para atuação da OAB. Ela fixa, por exemplo, um roteiro para orientar as seccionais e subseções nos atos de desagravo e estabelece o Cadastro Nacional dos Violadores de Prerrogativas da Advocacia.

O texto resultante da discussão deve ser submetido à votação na próxima sessão do Conselho Pleno, em novembro. “Sabemos que a construção deste sistema é um grande avanço para toda a advocacia e vamos concluir a apreciação da proposta o mais rápido possível. Vamos fazer a análise com a diretoria e também com todas e todos que queiram contribuir com eventuais ajustes. As seccionais são fundamentais nesse processo”, afirmou Simonetti. 

Honorários advocatícios

O presidente da OAB-GO levou aos colegas a preocupação em relação ao que identificou no estado de uma atuação excessiva do Judiciário de intervenção na definição dos valores dos honorários. “Especialmente nas áreas previdenciária e consumerista, há juízes que resolvem intervir na relação contratual entre advogados e clientes”, relatou. 

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Beto Simonetti afirmou que a questão dos honorários é uma luta permanente e a OAB tem envidado esforços constantes a respeito do tema. “O Observatório Nacional de Honorários tem sido muito eficaz e nós temos recebido, sim, os reclames da advocacia. E, assim, identificado onde há, ainda, tentativas de aviltamentos da advocacia. Por meio das causas que chegam ao Observatório, podemos evoluir naqueles casos em que haja patente excesso e dar o tom que queremos dar para conseguir efetividade da nossa lei”, pontuou. Dessa forma, o Colégio vai refletir sobre a criação de uma orientação de tratamento do tema.

Autoridades presentes

O Colégio dos Presidentes contou com a presença de autoridades locais, como o presidente do Tribunal de Justiça do estado, Carlos Alberto França, e os representantes da advocacia no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Marcelo Terto e Marcos Vinícius Jardim; do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) Rodrigo Badaró.

Confira a carta assinada pelos presidentes de seccionais após o final do Colégio de Presidentes em Pirenópolis (GO)

Fonte: OAB Nacional

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Renato Nery: sua morte exige voz, justiça e memória

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A morte brutal do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Dr. Renato Gomes Nery, não pode ser tratada com indiferença. Trata-se de um crime que atinge diretamente a advocacia e a democracia. Renato foi um homem honrado, combativo e comprometido com a justiça — sua memória exige respeito e posicionamento firme por parte da sociedade e das instituições.

É inaceitável que um colega de trajetória tão marcante seja silenciado sem uma reação proporcional à gravidade do que ocorreu. Tive a honra de iniciar minha vida institucional na OAB-MT como conselheiro estadual em sua gestão. Conheci de perto o homem e o advogado.

Como ex-presidente da OAB-MT, tenho a obrigação de falar de Renato Nery. Não posso me calar diante da execução de um colega que também ocupou essa honrosa função. A presidência da Ordem não é apenas um cargo: é um compromisso com a defesa intransigente da advocacia e da democracia. Renato honrou essa missão com coragem, combatividade e senso de justiça.

A execução do colega, agora apontada pelas investigações como motivada por disputas fundiárias, exige não apenas uma rigorosa apuração policial, mas também uma profunda reflexão sobre os riscos enfrentados pelos que exercem a advocacia com independência e compromisso. O advogado precisa ter, acima de tudo, segurança para atuar. Sem isso, toda a estrutura democrática se fragiliza.

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É essencial que todos os desdobramentos do crime sejam investigados com máxima seriedade, inclusive aqueles de natureza patrimonial – para afastar oportunistas. Nada pode ser omitido ou minimizado. Só assim evitaremos injustiças irreparáveis e honraremos verdadeiramente a memória de Renato.

Neste momento em que prisões foram realizadas, inclusive de pessoas apontados como mandantes, é justo reconhecer o trabalho diligente dos órgãos de segurança pública, especialmente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A atuação firme e técnica tem sido crucial para elucidar os fatos e oferecer respostas à sociedade.

À família de Renato, deixo minha solidariedade mais sincera. Que o legado de integridade, coragem e compromisso deixado por ele sirva como farol para todos os que ainda acreditam no poder transformador da advocacia e na força da verdade.

Renato Nery merece ser lembrado, respeitado e defendido — em vida e na memória. Seu nome não pode ser esquecido, nem a sua luta ignorada.

Por Ussiel Tavares, advogado e ex-presidente da OAB-MT

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