JURÍDICO
Seminário da OAB Nacional reflete sobre direitos de pessoas com deficiência no Setembro Verde
JURÍDICO
A OAB Nacional sediou, nesta quarta-feira (21/9), o seminário Setembro Verde, em alusão ao Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência. O encontro foi promovido pela Comissão Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência e, ao longo do dia, abordou o tema sob várias perspectivas. O evento foi online, no canal do YouTube da entidade.
O Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência foi instituído pela Lei nº 11.133/2005 com o objetivo de conscientizar sobre a importância do desenvolvimento de meios de inclusão e acessibilidade das pessoas com deficiência na sociedade. É um período de luta e visibilidade para as questões que afetam as pessoas com deficiência.
O presidente do Conselho Federal do CFOAB, Beto Simonetti, participou da abertura do evento e se colocou à disposição, bem como a OAB Nacional, para toda e qualquer pauta levantada pela comissão, ressaltando a relevância da matéria. “Com toda a certeza, debatendo eventos como esse, estamos refletindo sobre o direito, sobre o acesso e a inclusão. E é preciso que se coloque na primeira fileira as questões culturais e estruturais”, afirmou Simonetti.
Ele reafirmou o compromisso com a pauta e afirmou que tem mantido conversas com a presidente da Comissão, Maria Eugênia de Oliveira. “É uma pauta que humaniza não só a advocacia, mas toda a sociedade, levando respeito a todos aqueles que algum dia já sofreram por eventuais deficiências com a falta de estrutura, de atenção e de respeito das forças estatais ou mesmo na iniciativa privada quando não se atentam a essas necessidades”, disse Simonetti.
Maria Eugênia afirmou que, ao se falar de inclusão, fala-se de uma atuação na contramão da discriminação. “E se faz necessário acabar, no âmbito da sociedade, com a discriminação, a falta de acesso. Os direitos da pessoa com deficiência são garantidos pela Constituição Federal, com convenção internacional subscrita e assinada pelo Brasil. Por isso, no decorrer do dia, teremos ampla explanação da autonomia da pessoa com deficiência”, disse a presidente da Comissão.
Debates
As palestras debateram a judicialização da saúde, com Paulo da Luz, advogado e membro do Comitê Estadual de Saúde do Tribunal de Justiça da Paraíba, Enã Rezende Bispo do Nascimento, médico e co-idealizador do Projeto Autismo na Escola, Mariane Guimarães, procuradora da República em Goiás e procuradora Regional dos Direitos do Cidadão em Goiás, mediado por Ludmila Hanisch, advogada, professora e secretária-adjunta da Comissão Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência do CFOAB.
O segundo painel teve como tema a assistência social: Benefício de Prestação Continuada (BPC) e auxílio inclusão, com Patrícia Souza Oliveira Ramos, assistente Social e chefe da Divisão de Serviço Social do INSS; Letícia Lefevre de Araújo, advogada, especialista em inclusão e direitos da pessoa com deficiência; Gisele Kravchychyn, advogada previdenciarista; com mediação de Adriana Denise Bezerra, professora e presidente da Comissão de Educação Inclusiva da Universidade Tuiuti do Paraná.
A educação entrou em debate com o tema do homeschooling e as implicações para os alunos com deficiência, com Rick Dias, presidente da ANED (Associação Nacional de Educação Domiciliar); Débora Seabra, professora de pré-escola na Escola Doméstica de Natal desde 2014; Rodrigo Mendes, mestre em Gestão da Diversidade Humana pela Fundação Getúlio Vargas e professor e pesquisador na área da educação inclusiva e fundador do Instituto Rodrigo Mendes; em conversa mediada por Tatiana Takeda, advogada e presidente da Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB-GO.
Por fim, o seminário discutiu o tema do trabalho e capacitação para o emprego. Luciana Xavier Sans de Carvalho, auditora fiscal do Trabalho e coordenadora estadual dos Projetos de Inclusão de Pessoas com Deficiência e reabilitados do INSS; Janilda Guimarães, do MPT e ativista dos direitos das pessoas com deficiência; Valéria Siqueira, advogada cega e responsável pelo Centro de Inclusão e Apoio à Pessoa com Deficiência da OAB-PR, fizeram a conversa, com mediação de Evandro Alencar, advogado, e pesquisador em bioética e direito das pessoas com deficiência.
Fonte: OAB Nacional
ARTIGOS
Renato Nery: sua morte exige voz, justiça e memória
A morte brutal do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Dr. Renato Gomes Nery, não pode ser tratada com indiferença. Trata-se de um crime que atinge diretamente a advocacia e a democracia. Renato foi um homem honrado, combativo e comprometido com a justiça — sua memória exige respeito e posicionamento firme por parte da sociedade e das instituições.
É inaceitável que um colega de trajetória tão marcante seja silenciado sem uma reação proporcional à gravidade do que ocorreu. Tive a honra de iniciar minha vida institucional na OAB-MT como conselheiro estadual em sua gestão. Conheci de perto o homem e o advogado.
Como ex-presidente da OAB-MT, tenho a obrigação de falar de Renato Nery. Não posso me calar diante da execução de um colega que também ocupou essa honrosa função. A presidência da Ordem não é apenas um cargo: é um compromisso com a defesa intransigente da advocacia e da democracia. Renato honrou essa missão com coragem, combatividade e senso de justiça.
A execução do colega, agora apontada pelas investigações como motivada por disputas fundiárias, exige não apenas uma rigorosa apuração policial, mas também uma profunda reflexão sobre os riscos enfrentados pelos que exercem a advocacia com independência e compromisso. O advogado precisa ter, acima de tudo, segurança para atuar. Sem isso, toda a estrutura democrática se fragiliza.
É essencial que todos os desdobramentos do crime sejam investigados com máxima seriedade, inclusive aqueles de natureza patrimonial – para afastar oportunistas. Nada pode ser omitido ou minimizado. Só assim evitaremos injustiças irreparáveis e honraremos verdadeiramente a memória de Renato.
Neste momento em que prisões foram realizadas, inclusive de pessoas apontados como mandantes, é justo reconhecer o trabalho diligente dos órgãos de segurança pública, especialmente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A atuação firme e técnica tem sido crucial para elucidar os fatos e oferecer respostas à sociedade.
À família de Renato, deixo minha solidariedade mais sincera. Que o legado de integridade, coragem e compromisso deixado por ele sirva como farol para todos os que ainda acreditam no poder transformador da advocacia e na força da verdade.
Renato Nery merece ser lembrado, respeitado e defendido — em vida e na memória. Seu nome não pode ser esquecido, nem a sua luta ignorada.
Por Ussiel Tavares, advogado e ex-presidente da OAB-MT
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