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Encontro Nacional do Poder Judiciário tem participação recorde da advocacia

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O 16º Encontro Nacional do Poder Judiciário terá como pano de fundo um recorde para a advocacia. Segundo informação do Departamento de Gestão Estratégica do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a participação da advocacia cresceu mais de 150% em relação ao ano de 2021 e ultrapassou o número de contribuições feitas por magistrados. 

No encontro, que será realizado nos dias 21 e 22 de novembro, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, presidentes de 90 tribunais do país debaterão e aprovarão as metas nacionais do Judiciário para 2023. Daí sua importância e o peso da marca que a advocacia atingiu. Segundo dados do CNJ, 18% das 1.337 contribuições direcionadas às nove Metas Nacionais sob consulta pública foram feitas por advogadas ou advogados.

“Fiquei muito feliz com a iniciativa da OAB Nacional, por determinação do presidente Beto Simonetti, de incentivar a ampliação da participação da advocacia na fase de consulta pública sobre as propostas de Metas Nacionais do Poder Judiciário para 2023”, disse o conselheiro Marcello Terto e Silva, indicado pelo Conselho Federal ao CNJ. Ele acrescenta que o recorde batido pela advocacia em 2022 terá como consequência maior espaço para as demandas de advogadas e advogados no grande debate em torno das metas do Judiciário.

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“Questões caras à advocacia foram destacadas e podem até ser incorporadas às metas dos anos seguintes. Pontos como a execução e cumprimento de sentenças, incentivo a ações de aprimoramento interinstitucional entre o Poder Judiciário e as seccionais da OAB e o pagamento de precatórios. Tenho a plena convicção que essa contribuição da advocacia é o primeiro passo na inserção de métodos qualitativos no processo de elaboração e avaliação das políticas judiciárias”, afirmou Silva.

O conselheiro Marcos Vinícius Jardim Rodrigues, também indicado pela OAB Nacional ao CNJ, destacou a magnitude do encontro e como as discussões feitas nele são relevantes para o futuro não somente do Judiciário. “Essas metas foram fundamentais nos últimos 15 anos, desde que o CNJ foi concebido, para dar um norte ao Poder Judiciário. Questões como morosidade, diminuição do estoque de processos e prioridade em julgamentos, por exemplo, que envolvam crime de improbidade administrativa e violência doméstica. Verdadeiras políticas públicas foram definidas pelas metas do Poder Judiciário”, declarou Rodrigues.

Ele assinalou ainda a importância da participação recorde da advocacia na consulta deste ano. “Fundamental a participação da advocacia, como função indispensável à administração da Justiça, reconhecida constitucionalmente. Ela tem um papel enorme neste diálogo. O crescimento da participação de advogadas e advogados no número de sugestões demonstra que a advocacia cada vez mais compreende seu papel e ocupa seu merecido espaço de protagonismo. É ainda um ativo no debate sobre os rumos do judiciário. Esse olhar da advocacia ajudará a contemplar demandas importantes da sociedade”, disse Rodrigues.

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Fonte: OAB Nacional

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Renato Nery: sua morte exige voz, justiça e memória

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A morte brutal do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Dr. Renato Gomes Nery, não pode ser tratada com indiferença. Trata-se de um crime que atinge diretamente a advocacia e a democracia. Renato foi um homem honrado, combativo e comprometido com a justiça — sua memória exige respeito e posicionamento firme por parte da sociedade e das instituições.

É inaceitável que um colega de trajetória tão marcante seja silenciado sem uma reação proporcional à gravidade do que ocorreu. Tive a honra de iniciar minha vida institucional na OAB-MT como conselheiro estadual em sua gestão. Conheci de perto o homem e o advogado.

Como ex-presidente da OAB-MT, tenho a obrigação de falar de Renato Nery. Não posso me calar diante da execução de um colega que também ocupou essa honrosa função. A presidência da Ordem não é apenas um cargo: é um compromisso com a defesa intransigente da advocacia e da democracia. Renato honrou essa missão com coragem, combatividade e senso de justiça.

A execução do colega, agora apontada pelas investigações como motivada por disputas fundiárias, exige não apenas uma rigorosa apuração policial, mas também uma profunda reflexão sobre os riscos enfrentados pelos que exercem a advocacia com independência e compromisso. O advogado precisa ter, acima de tudo, segurança para atuar. Sem isso, toda a estrutura democrática se fragiliza.

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É essencial que todos os desdobramentos do crime sejam investigados com máxima seriedade, inclusive aqueles de natureza patrimonial – para afastar oportunistas. Nada pode ser omitido ou minimizado. Só assim evitaremos injustiças irreparáveis e honraremos verdadeiramente a memória de Renato.

Neste momento em que prisões foram realizadas, inclusive de pessoas apontados como mandantes, é justo reconhecer o trabalho diligente dos órgãos de segurança pública, especialmente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A atuação firme e técnica tem sido crucial para elucidar os fatos e oferecer respostas à sociedade.

À família de Renato, deixo minha solidariedade mais sincera. Que o legado de integridade, coragem e compromisso deixado por ele sirva como farol para todos os que ainda acreditam no poder transformador da advocacia e na força da verdade.

Renato Nery merece ser lembrado, respeitado e defendido — em vida e na memória. Seu nome não pode ser esquecido, nem a sua luta ignorada.

Por Ussiel Tavares, advogado e ex-presidente da OAB-MT

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