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ESA realiza nesta segunda-feira a primeira aula aberta de julho da pós em Advocacia Cível

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A primeira aula aberta de julho da pós-graduação em Advocacia Cível promovida pela Escola Superior de Advocacia (ESA Nacional) será realizada nesta quarta-feira (4/7), a partir das 19h, com transmissão ao vivo nos canais da ESA no YouTube e no Instagram. A palestrante será a advogada Teresa Arruda Alvim, que desenvolverá a aula a partir da pergunta-tema “Os precedentes mudaram a advocacia?”. O diretor-geral da ESA-SC, Pedro Miranda, será o apresentador.

Teresa Arruda Alvim é mestre e doutora em direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), onde também leciona nos cursos de graduação, especialização, mestrado e doutorado. É professora visitante da Universidade de Cambridge (Inglaterra) e da Universidade de Lisboa (Portugal), membro de mais de 15 associações e institutos internacionais de direito e foi relatora da comissão que elaborou o projeto de lei do novo Código de Processo Civil.

Em julho, serão três aulas abertas da pós-graduação em Advocacia Cível da ESA Nacional. As outras duas lives gratuitas serão “Aspectos Polêmicos da Execução”, com Araken de Assis, no dia 11 de julho, às 19h; e “Execução, Crise da Jurisdição, Análise Econômica do Direito e Desjudicialização”, com Joel Dias Figueira Jr., no dia 19 de julho, às 19h.

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Fonte: OAB Nacional

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Renato Nery: sua morte exige voz, justiça e memória

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A morte brutal do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Dr. Renato Gomes Nery, não pode ser tratada com indiferença. Trata-se de um crime que atinge diretamente a advocacia e a democracia. Renato foi um homem honrado, combativo e comprometido com a justiça — sua memória exige respeito e posicionamento firme por parte da sociedade e das instituições.

É inaceitável que um colega de trajetória tão marcante seja silenciado sem uma reação proporcional à gravidade do que ocorreu. Tive a honra de iniciar minha vida institucional na OAB-MT como conselheiro estadual em sua gestão. Conheci de perto o homem e o advogado.

Como ex-presidente da OAB-MT, tenho a obrigação de falar de Renato Nery. Não posso me calar diante da execução de um colega que também ocupou essa honrosa função. A presidência da Ordem não é apenas um cargo: é um compromisso com a defesa intransigente da advocacia e da democracia. Renato honrou essa missão com coragem, combatividade e senso de justiça.

A execução do colega, agora apontada pelas investigações como motivada por disputas fundiárias, exige não apenas uma rigorosa apuração policial, mas também uma profunda reflexão sobre os riscos enfrentados pelos que exercem a advocacia com independência e compromisso. O advogado precisa ter, acima de tudo, segurança para atuar. Sem isso, toda a estrutura democrática se fragiliza.

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É essencial que todos os desdobramentos do crime sejam investigados com máxima seriedade, inclusive aqueles de natureza patrimonial – para afastar oportunistas. Nada pode ser omitido ou minimizado. Só assim evitaremos injustiças irreparáveis e honraremos verdadeiramente a memória de Renato.

Neste momento em que prisões foram realizadas, inclusive de pessoas apontados como mandantes, é justo reconhecer o trabalho diligente dos órgãos de segurança pública, especialmente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A atuação firme e técnica tem sido crucial para elucidar os fatos e oferecer respostas à sociedade.

À família de Renato, deixo minha solidariedade mais sincera. Que o legado de integridade, coragem e compromisso deixado por ele sirva como farol para todos os que ainda acreditam no poder transformador da advocacia e na força da verdade.

Renato Nery merece ser lembrado, respeitado e defendido — em vida e na memória. Seu nome não pode ser esquecido, nem a sua luta ignorada.

Por Ussiel Tavares, advogado e ex-presidente da OAB-MT

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