CUIABÁ
Search
Close this search box.

JURÍDICO

Universitários distribuem gibi “Turma da Mônica e o Poder Judiciário” para alunos de escola pública no DF

Publicado em

JURÍDICO

A tarde desta segunda-feira (13) foi repleta de diversão e conhecimento para quem estuda na Escola Classe 22 do Gama, região administrativa de Brasília (DF). Um grupo de estudantes do terceiro semestre do curso de Direito da UniBrasília distribuiu às crianças exemplares da revistinha em quadrinhos “Turma da Mônica e o Poder Judiciário”.

O gibi é parte do material da campanha lançada em março pelo presidente do STF, ministro Luiz Fux, com o objetivo de aproximar a Justiça do cidadão e explicar melhor o funcionamento de cada ramo do Judiciário brasileiro, combatendo, também, a desinformação.

O universitário Paulo Henrique Ferreira foi o responsável por conduzir a brincadeira com perguntas e distribuição de brindes. Para ele, utilizar o material produzido pelo STF para mostrar às crianças um pouco do que se aprende na faculdade é uma oportunidade única, especialmente no atual contexto de desinformação que afronta a democracia brasileira. “A revistinha tem essa finalidade de mostrar para as crianças os Poderes e as instituições do Estado. Queremos mostrar que elas devem ter cuidado ao acessar as informações e filtrar o que é verdade ou não”.

Leia Também:  Detran orienta alunos de 18 escolas de Cuiabá e Várzea Grande sobre segurança no trânsito

Para Paloma Rocha de Carvalho, o material da Turma da Mônica possibilita que as crianças tenham um primeiro contato com as leis, seus direitos e deveres de maneira fácil e didática. “Certamente, elas sairão daqui hoje com mais conhecimento. Elas acertaram de primeira a maioria das perguntas que fizemos”, disse.

Senso crítico

“Eu aprendi hoje sobre a importância da Justiça no país, que serve para deixar tudo em ordem”, disse Maria Gabriela Barbosa, de oito anos, aluna do terceiro ano, e uma das mais entusiasmadas com a visita. “Com a revistinha, a gente pode conhecer nossos direitos, como brincar, ter uma moradia, estudar, ler e aprender”, acrescentou.

Já seu colega João Lucas aprendeu que os tribunais também servem para decidir se uma acusação é verdadeira ou não, com base nas leis, “que dizem o que pode e o que não pode fazer”.

Embora a visita tenha sido um momento marcante para os alunos, projetos que abordam assuntos da sociedade são frequentes na escola classe, que atende crianças de cinco a 11 anos. Para a vice-diretora, Josefa Josiene do Nascimento, é importante que elas tenham acesso o mais cedo possível a informações sobre política e cidadania, “para que formem um senso crítico e possam reivindicar seus direitos dentro da sociedade”.

Leia Também:  Prefeito de Campo Verde elogia promoção de Círculos da Paz pelo Judiciário

Peças

Além da revista em quadrinhos (impressa e digital), o projeto reúne quatro vídeos animados e 16 tirinhas para as redes sociais. O conteúdo foi produzido pelos Estúdios Mauricio de Sousa, com patrocínio de Ajufe (Associação dos Juízes Federais), AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) e Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho), sem custo aos cofres públicos.

Todo o material da campanha está disponível no portal do Supremo, na seção “STF Mirim”, que reúne informações sobre a Corte voltadas para o público infantil.

Acesse as peças da campanha “Turma da Mônica e o Poder Judiciário”.

SP//CF

16/3/2022 – Turma da Mônica ajuda a explicar funcionamento da Justiça brasileira e combater desinformação

Fonte: STF

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

ARTIGOS

Renato Nery: sua morte exige voz, justiça e memória

Publicados

em

A morte brutal do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Dr. Renato Gomes Nery, não pode ser tratada com indiferença. Trata-se de um crime que atinge diretamente a advocacia e a democracia. Renato foi um homem honrado, combativo e comprometido com a justiça — sua memória exige respeito e posicionamento firme por parte da sociedade e das instituições.

É inaceitável que um colega de trajetória tão marcante seja silenciado sem uma reação proporcional à gravidade do que ocorreu. Tive a honra de iniciar minha vida institucional na OAB-MT como conselheiro estadual em sua gestão. Conheci de perto o homem e o advogado.

Como ex-presidente da OAB-MT, tenho a obrigação de falar de Renato Nery. Não posso me calar diante da execução de um colega que também ocupou essa honrosa função. A presidência da Ordem não é apenas um cargo: é um compromisso com a defesa intransigente da advocacia e da democracia. Renato honrou essa missão com coragem, combatividade e senso de justiça.

A execução do colega, agora apontada pelas investigações como motivada por disputas fundiárias, exige não apenas uma rigorosa apuração policial, mas também uma profunda reflexão sobre os riscos enfrentados pelos que exercem a advocacia com independência e compromisso. O advogado precisa ter, acima de tudo, segurança para atuar. Sem isso, toda a estrutura democrática se fragiliza.

Leia Também:  OAB prestigia posse de Rosa Weber na presidência do STF

É essencial que todos os desdobramentos do crime sejam investigados com máxima seriedade, inclusive aqueles de natureza patrimonial – para afastar oportunistas. Nada pode ser omitido ou minimizado. Só assim evitaremos injustiças irreparáveis e honraremos verdadeiramente a memória de Renato.

Neste momento em que prisões foram realizadas, inclusive de pessoas apontados como mandantes, é justo reconhecer o trabalho diligente dos órgãos de segurança pública, especialmente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A atuação firme e técnica tem sido crucial para elucidar os fatos e oferecer respostas à sociedade.

À família de Renato, deixo minha solidariedade mais sincera. Que o legado de integridade, coragem e compromisso deixado por ele sirva como farol para todos os que ainda acreditam no poder transformador da advocacia e na força da verdade.

Renato Nery merece ser lembrado, respeitado e defendido — em vida e na memória. Seu nome não pode ser esquecido, nem a sua luta ignorada.

Por Ussiel Tavares, advogado e ex-presidente da OAB-MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA