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OAB-PI promove homenagem aos 100 anos de vida de Celso Barros Coelho

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A OAB-PI realizou na noite desta sexta-feira (20/05) solenidade em homenagem aos 100 anos de vida de Celso Barros Coelho, membro honorário vitalício da seccional. O ato marca ainda a abertura da exposição em homenagem ao jurista. As solenidades, realizadas na sede da seccional, em Teresina, tiveram a parceria com a Academia Piauiense de Letras Jurídicas (APLJ). Coelho é considerado uma referência e ofereceu imensa contribuição para a advocacia piauiense. Presidiu a seccional em seis mandatos (entre 1963 e 1969, durante três meses no ano de 1970 e entre 1971 e 1974).

“Hoje é a solenidade mais importante de minha vida”, resumiu o presidente da OAB-PI, Celso Barros Coelho Neto. “Dos 90 anos da OAB-PI, 11 foram administrados por Celso Barros. Esta casa o acolhe e o reverencia com gratidão e com carinho”, acrescentou o neto do homenageado. Para o presidente da OAB-PI, a solenidade teve o propósito de ressaltar o papel raro, icônico e especial que Coelho simboliza para a Ordem. 

“Estamos diante de um momento histórico. Completar um século de vida é, sem dúvidas, um grande motivo de comemoração. Ele é a personificação da advocacia. A lucidez que ele carrega nos faz refletir o quanto o ato de advogar perdura dentro de cada um de nós, quando nos colocamos à disposição para servir”, declarou Coelho Neto.

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Rio mais largo

Coelho pediu à filha, Karine Barros, para ler o seu discurso. “Ao completar 100 anos, lembro das palavras do filósofo inglês Bertrand Russell, que ao falar sobre a velhice, nos dá sabias lições de vida. Diz ele que uma existência humana individual deveria ser como um rio pequeno, estreitamente contido em suas margens a correr sobre seixos e cascatas. Aos poucos, o rio torna-se mais largo, as margens recuam e as águas fluem mais tranquilamente. No fim, sem interrupção visível, funde-se no mar, perdendo seu sofrimento, seu ser individual. O homem que na velhice pode encarar sua vida dessa maneira não sofrerá o medo da morte, pois as coisas que lhe são caras continuarão. Ante esse quadro, o meu sonho é que morrerei trabalhando, sabendo que os outros continuarão o que não posso mais fazer, satisfeito com a ideia de que o que era possível foi feito”, afirmou ele na homenagem.

O presidente da Academia Piauiense de Letras (APL), Zózimo Tavares Mendes, saudou o advogado centenário em nome da entidade e fez uma leitura da biografia de Coelho. “Ele é um dos ícones da APL, onde ingressou em maio de 1967, ocupando a cadeira 39, que tem como patrono o poeta José Nilton de Freitas. Sua longa caminhada é marcada por lutas, provações e vitórias”, afirmou Mendes.

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Biografia

Considerado uma referência e um dos mais importantes juristas do Piauí, Celso Barros Coelho formou-se no ano de 1953 pela Faculdade de Direito do Piauí. É um dos fundadores da Faculdade Católica de Filosofia do Piauí (FAFI), um dos embriões da Universidade Federal do Piauí (UFPI). Foi professor da UFPI, ex-presidente da OAB-PI, é autor de diversos livros e possui cadeira na Academia de Letras do Piauí.

Entre outras autoridades, a solenidade teve a presença da presidente da APLJ, Fides Angélica Ommati; do diretor-presidente da Empresa de Gestão de Recursos do Piauí (Emgerpi), Décio Solano, que representou a governadora do Estado, Regina Sousa; da senadora Eliane Nogueira; e do vice-corregedor-geral do Tribunal de Justiça do Piauí (TJPI), Joaquim Dias de Santana Filho. Também marcaram presença conselheiros seccionais e federais da OAB-PI, prefeitos e parlamentares.

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Renato Nery: sua morte exige voz, justiça e memória

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A morte brutal do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Dr. Renato Gomes Nery, não pode ser tratada com indiferença. Trata-se de um crime que atinge diretamente a advocacia e a democracia. Renato foi um homem honrado, combativo e comprometido com a justiça — sua memória exige respeito e posicionamento firme por parte da sociedade e das instituições.

É inaceitável que um colega de trajetória tão marcante seja silenciado sem uma reação proporcional à gravidade do que ocorreu. Tive a honra de iniciar minha vida institucional na OAB-MT como conselheiro estadual em sua gestão. Conheci de perto o homem e o advogado.

Como ex-presidente da OAB-MT, tenho a obrigação de falar de Renato Nery. Não posso me calar diante da execução de um colega que também ocupou essa honrosa função. A presidência da Ordem não é apenas um cargo: é um compromisso com a defesa intransigente da advocacia e da democracia. Renato honrou essa missão com coragem, combatividade e senso de justiça.

A execução do colega, agora apontada pelas investigações como motivada por disputas fundiárias, exige não apenas uma rigorosa apuração policial, mas também uma profunda reflexão sobre os riscos enfrentados pelos que exercem a advocacia com independência e compromisso. O advogado precisa ter, acima de tudo, segurança para atuar. Sem isso, toda a estrutura democrática se fragiliza.

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É essencial que todos os desdobramentos do crime sejam investigados com máxima seriedade, inclusive aqueles de natureza patrimonial – para afastar oportunistas. Nada pode ser omitido ou minimizado. Só assim evitaremos injustiças irreparáveis e honraremos verdadeiramente a memória de Renato.

Neste momento em que prisões foram realizadas, inclusive de pessoas apontados como mandantes, é justo reconhecer o trabalho diligente dos órgãos de segurança pública, especialmente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A atuação firme e técnica tem sido crucial para elucidar os fatos e oferecer respostas à sociedade.

À família de Renato, deixo minha solidariedade mais sincera. Que o legado de integridade, coragem e compromisso deixado por ele sirva como farol para todos os que ainda acreditam no poder transformador da advocacia e na força da verdade.

Renato Nery merece ser lembrado, respeitado e defendido — em vida e na memória. Seu nome não pode ser esquecido, nem a sua luta ignorada.

Por Ussiel Tavares, advogado e ex-presidente da OAB-MT

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