JURÍDICO
Clica e Confirma: programa destaca acordo do TSE com plataformas digitais
JURÍDICO
O episódio desta sexta-feira (18) do Clica e Confirma, programa de rádio da Justiça Eleitoral, traz boas notícias. Nesta semana, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) renovou a parceria com as principais plataformas digitais para a coordenação de esforços no combate à desinformação no processo eleitoral de 2022.
O evento de assinatura dos acordos no âmbito do Programa de Enfrentamento à Desinformação foi virtual, com transmissão ao vivo pelo canal do TSE no YouTube e reuniu representantes do Google, do Facebook, do Instagram, do WhatsApp, do TikTok, do Twitter e do Kwai. A parceria, que deve vigorar até o dia 31 de dezembro de 2022, tem o objetivo de garantir a legitimidade e a integridade das Eleições Gerais sem a interferência de notícias falsas na escolha dos eleitores pelos representantes políticos.
Transição
No episódio desta semana, o programa também mostra os bastidores da reunião de transição da gestão do TSE, que reuniu o presidente Luís Roberto Barroso e os ministros eleitos à presidência e vice-presidência, Edson Fachin e Alexandre de Moraes, respectivamente. Também participaram os principais secretários e assessores do Tribunal.
O programa
O programa é apresentado pelo jornalista Fábio Ruas. Todas as sextas-feiras, a partir das 11h, é possível ouvir ou até mesmo baixar no canal do TSE no Spotify e nas plataformas Google Podcasts e Apple Podcasts, além do Portal do TSE. O programa é produzido pela Secretaria de Comunicação e Multimídia do TSE e, também, é veiculado por emissoras de rádio parcerias da Corte Eleitoral em todo o país.
Acompanhe os episódios semanais e fique por dentro.
AL/CM
ARTIGOS
Renato Nery: sua morte exige voz, justiça e memória
A morte brutal do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Dr. Renato Gomes Nery, não pode ser tratada com indiferença. Trata-se de um crime que atinge diretamente a advocacia e a democracia. Renato foi um homem honrado, combativo e comprometido com a justiça — sua memória exige respeito e posicionamento firme por parte da sociedade e das instituições.
É inaceitável que um colega de trajetória tão marcante seja silenciado sem uma reação proporcional à gravidade do que ocorreu. Tive a honra de iniciar minha vida institucional na OAB-MT como conselheiro estadual em sua gestão. Conheci de perto o homem e o advogado.
Como ex-presidente da OAB-MT, tenho a obrigação de falar de Renato Nery. Não posso me calar diante da execução de um colega que também ocupou essa honrosa função. A presidência da Ordem não é apenas um cargo: é um compromisso com a defesa intransigente da advocacia e da democracia. Renato honrou essa missão com coragem, combatividade e senso de justiça.
A execução do colega, agora apontada pelas investigações como motivada por disputas fundiárias, exige não apenas uma rigorosa apuração policial, mas também uma profunda reflexão sobre os riscos enfrentados pelos que exercem a advocacia com independência e compromisso. O advogado precisa ter, acima de tudo, segurança para atuar. Sem isso, toda a estrutura democrática se fragiliza.
É essencial que todos os desdobramentos do crime sejam investigados com máxima seriedade, inclusive aqueles de natureza patrimonial – para afastar oportunistas. Nada pode ser omitido ou minimizado. Só assim evitaremos injustiças irreparáveis e honraremos verdadeiramente a memória de Renato.
Neste momento em que prisões foram realizadas, inclusive de pessoas apontados como mandantes, é justo reconhecer o trabalho diligente dos órgãos de segurança pública, especialmente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A atuação firme e técnica tem sido crucial para elucidar os fatos e oferecer respostas à sociedade.
À família de Renato, deixo minha solidariedade mais sincera. Que o legado de integridade, coragem e compromisso deixado por ele sirva como farol para todos os que ainda acreditam no poder transformador da advocacia e na força da verdade.
Renato Nery merece ser lembrado, respeitado e defendido — em vida e na memória. Seu nome não pode ser esquecido, nem a sua luta ignorada.
Por Ussiel Tavares, advogado e ex-presidente da OAB-MT
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