VÁRZEA GRANDE
Vinte e três mulheres já realizaram ultrassom morfológico em Várzea Grande
VÁRZEA GRANDE
O ultrassom morfológico é um exame de ultrassom capaz de avaliar aspectos físicos do bebê e permite identificar possíveis malformações e também descobrir o sexo da criança
Vinte e três gestantes já fizeram o ultrassom morfológico em Várzea Grande. Na primeira semana, 10 mulheres foram chamadas para realizar o exame, e neste último sábado (1º), outras 13 tiveram o exame agendado na Maternidade Dr. Francisco Lustosa, onde o procedimento está sendo realizado. Vale destacar que o Município tinha uma demanda de 47 mulheres em idade gestacional, que estavam reguladas, aguardando para a realização desse exame.
Como explica a diretora geral do Pronto-Socorro e Hospital Municipal (PSHMVG) e da Maternidade Municipal, Erika Auxiliadora Duarte Carvalho, para fazer a análise é necessário que a gestante esteja fazendo o pré-natal. “O ginecologista precisa solicitar o referido exame e, posteriormente, a gestante solicitar agendamento pela Central de Regulação, e a partir daí estaremos fazendo o agendamento na Maternidade Dr. Francisco Lustosa”.
A diretora explica ainda que não existem atendimentos espontâneos para a realização desse ultrassom. “Todas as mulheres com idade gestacional de até 24 semanas, após serem reguladas, irão receber ligação de nossa equipe informando a data e a hora do exame”.
O ultrassom morfológico é um exame de ultrassom capaz de avaliar aspectos físicos do bebê e permite identificar possíveis malformações e também descobrir o sexo da criança. Além disso, o ultrassom morfológico analisa o tamanho do feto, verifica os batimentos cardíacos e confirma a idade gestacional.
A médica responsável, Gilda Pacheco, destacou a importância em se fazer o ultrassom em todos os níveis aliados ao pré-natal. “A ultrassonografia está dentro dos protocolos e é essencial para o acompanhamento da gestante. Nós temos a morfologia de primeiro e segundo trimestre, e nesta ação aqui na maternidade Dr. Francisco Lustosa, vamos realizar a do segundo trimestre, que é essencial para o acompanhamento do pré-natal”, informou.
A especialista em medicina fetal destacou ainda a importância desse tipo de exame de imagem, pois o ultrassom capta mais do que apenas o rosto do feto, esse exame também serve para detectar uma série de doenças, como o lábio leporino, malformações no cérebro, rins, coração, pulmões e intestino. “Algumas alterações do feto são observadas durante a realização da morfologia e podem ser passíveis de tratamento intrauterino”, explicou.
PARCERIA – A secretária de Saúde, Deisi Bocalon, disse estar em parceria com a médica Gilda Pacheco que prontamente abraçou esse projeto. “Ela é uma ultrassonografista de renome em Cuiabá e atende em outros locais também, e veio junto conosco fazer parte desse sonho para as mãezinhas, de conhecer, ver o rosto do neném, de poder saber como está a saúde de seu bebê, e que não era feito aqui em Várzea Grande até então”.
A secretária lembrou ainda que dos ultrassons gestacionais, o morfológico é o mais caro, porque é mais detalhado, porque vê o coração, vê rim, vê todo o sistema interno do bebê, e por isso ele é bem mais demorado mesmo. “Graças a Deus tudo tem cooperado para que a gente consiga melhorar bastante a qualidade desse tipo de assistência aqui na maternidade”.
VÁRZEA GRANDE
Gestão Flávia Moretti garante apoio do TCE para enfrentar dívida de precatórios e avançar em soluções para Várzea Grande
A gestão da prefeita Flávia Moretti (PL) garantiu, nesta terça-feira (28), o apoio do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para buscar soluções para a dívida de precatórios de Várzea Grande, que supera R$ 1 bilhão. O principal encaminhamento foi a instalação de uma mesa técnica para construir alternativas que reduzam o impacto do passivo nas finanças do município.
Ao defender a criação da mesa técnica, a prefeita Flávia Moretti destacou que a atual gestão herdou uma dívida construída ao longo de décadas e buscou o apoio do Tribunal de Contas para encontrar soluções conjuntas, garantindo segurança jurídica, equilíbrio fiscal e a continuidade dos serviços públicos.
“Buscamos o Tribunal de Contas porque entendemos que esse é um problema histórico, que não pode ser enfrentado isoladamente pelo Município. Precisamos construir soluções junto aos órgãos de controle e ao Poder Judiciário para garantir segurança jurídica, preservar a capacidade financeira da Prefeitura e continuar investindo e prestando serviços de qualidade à população”, afirmou.
A prefeita ressaltou que, em apenas um ano e meio de gestão, o Município já destinou mais de R$ 80 milhões ao pagamento de precatórios. Segundo ela, enquanto administrações anteriores desembolsavam entre R$ 700 mil e R$ 800 mil por mês, atualmente Várzea Grande paga cerca de R$ 6 milhões mensais para cumprir o cronograma de quitação das dívidas judiciais.
“Temos um precatório de 1988 que hoje soma R$ 190 milhões. Cerca de 80% dos precatórios de Várzea Grande são de natureza alimentar, referentes a direitos trabalhistas, verbas indenizatórias e enquadramentos de servidores. Também há aproximadamente R$ 500 milhões em precatórios relacionados ao pagamento de contas de energia elétrica do DAE, acumuladas ao longo de décadas. Em gestões passadas, o município pagava entre R$ 700 mil e R$ 800 mil por mês. Hoje, nossa parcela mensal é de R$ 6 milhões, resultado da negociação de dívidas passadas somadas às parcelas atuais”, explicou.
Entre as medidas discutidas estão o apoio do TCE à aprovação do projeto de lei que autoriza acordos diretos entre o Município e os credores de precatórios, atualmente em tramitação na Câmara Municipal, além da discussão sobre mudanças na legislação estadual de distribuição do ICMS. A iniciativa foi proposta pela prefeita Flávia Moretti ao conselheiro Antônio Joaquim e conta com o apoio do presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo.
A mesa técnica reúne representantes da Prefeitura de Várzea Grande, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), da Câmara Municipal, do Departamento de Água e Esgoto (DAE), da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) e de outras instituições envolvidas na construção de soluções para o passivo histórico do município.
O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, destacou que o problema foi construído ao longo de sucessivas administrações e reafirmou o compromisso da instituição em colaborar para que Várzea Grande encontre alternativas capazes de recuperar sua capacidade financeira.
“Estamos discutindo, junto ao município, formas de amenizar essa situação, pois Várzea Grande vive um momento muito difícil. A prefeita Flávia está enfrentando problemas herdados de administrações anteriores. O município está inviabilizado por conta dessa dívida bilionária de precatórios. Ela está na gestão há apenas um ano e meio e não foi responsável pela origem desses problemas. O DAE, por exemplo, acumulou uma dívida superior a meio bilhão de reais por não conseguir quitar contas de energia elétrica ao longo dos anos”, afirmou.
O conselheiro Antônio Joaquim enfatizou que a mesa técnica deverá atuar em duas frentes prioritárias: apoiar a aprovação do projeto de lei que autoriza acordos diretos entre o Município e os credores de precatórios e discutir alterações na legislação estadual que modificou os critérios de distribuição do ICMS.
“O debate avançou para além da instalação da mesa técnica. Precisamos entender por que o projeto que autoriza a negociação direta com os credores ainda não foi aprovado. Junto com o presidente Sérgio Ricardo, vamos dialogar com a Câmara Municipal para que essa matéria seja votada o quanto antes. Outro ponto importante é a legislação do ICMS, cuja alteração reduziu significativamente os recursos destinados às cidades mais populosas. Em Várzea Grande, essa mudança representou uma perda superior a R$ 400 milhões”, pontuou.
Atualmente, Várzea Grande desembolsa cerca de R$ 6 milhões por mês para cumprir o cronograma de pagamento dos precatórios. Além da dívida histórica, a situação financeira foi agravada pelo bloqueio judicial de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), pelas mudanças na distribuição do ICMS e pela incorporação dos precatórios do Departamento de Água e Esgoto (DAE) à dívida municipal, fatores que levaram a administração a decretar calamidade financeira.
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