VÁRZEA GRANDE
SMECEL esclarece armazenamento de uniformes escolares e reforça compromisso com a transparência
VÁRZEA GRANDE
A Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL) de Várzea Grande esclarece que os uniformes escolares da rede municipal não estavam descartados nem armazenados de forma irregular, conforme divulgado recentemente por um veículo de comunicação.
De acordo com a Secretaria, os uniformes encontravam-se devidamente acondicionados no Anexo 2 da pasta, espaço utilizado para o armazenamento de materiais e equipamentos. No entanto, após o incêndio registrado no Anexo 1 — que abrigava parte do estoque de merenda escolar e outros materiais da Secretaria —, foi necessária uma reorganização emergencial dos espaços físicos para garantir a continuidade dos serviços prestados à população.
Com a transferência dos itens que puderam ser preservados do local atingido pelas chamas para o Anexo 2, a Secretaria precisou realizar um novo remanejamento dos uniformes para outro depósito pertencente à SMECEL, assegurando a adequada conservação dos materiais e a organização logística da pasta.
A retirada dos uniformes do Anexo 2 ocorreu com a autorização das autoridades competentes, dentro dos procedimentos adotados após o sinistro.
A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, lamentou a divulgação de informações que, segundo ela, não refletem a realidade dos fatos.
“É importante esclarecer à população que os uniformes não estavam jogados, abandonados ou sem qualquer tipo de cuidado, como foi divulgado de forma tendenciosa. Eles estavam armazenados em um espaço adequado da Secretaria. Após o incêndio ocorrido no Anexo 1, tivemos que adotar uma série de medidas emergenciais para preservar materiais e reorganizar nossos estoques. Parte dos itens que estavam no local atingido precisou ser transferida para o Anexo 2, o que tornou necessária a mudança dos uniformes para outro depósito da Secretaria. Essa retirada ocorreu com a autorização das autoridades competentes e seguiu todos os trâmites necessários. Trata-se de uma medida administrativa e logística, adotada para garantir a preservação de todo o patrimônio público”, afirmou.
A gestora destacou ainda que todas as ações realizadas após o incêndio seguiram critérios técnicos e tiveram como prioridade assegurar a continuidade dos serviços oferecidos pela rede municipal de ensino.
“Nosso foco sempre foi garantir que nenhum aluno fosse prejudicado, seja no fornecimento da merenda escolar, seja na distribuição dos materiais necessários para o funcionamento das unidades. Estamos trabalhando com responsabilidade, transparência e respeito aos recursos públicos”, completou.
A SMECEL reforça que permanece à disposição da população e dos órgãos de controle para prestar todos os esclarecimentos necessários e reafirma seu compromisso com a correta gestão dos bens públicos e com a qualidade dos serviços oferecidos aos estudantes da rede municipal de Várzea Grande.
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Muito além de uma “micose”: Várzea Grande capacita profissionais para identificar e acompanhar doenças fúngicas graves
Uma coceira, uma ferida que não cicatriza ou uma alteração aparentemente simples na pele pode esconder uma doença que exige investigação e acompanhamento médico. As micoses não se resumem às infecções superficiais conhecidas pela população: algumas formas são causadas por fungos que podem atingir órgãos internos, provocar quadros graves e, em determinados casos, estar relacionadas ao contato com animais infectados.
É o caso da esporotricose, uma micose que pode ser transmitida ao ser humano principalmente pelo contato com animais infectados, especialmente gatos. A doença costuma provocar lesões na pele e, sem diagnóstico e tratamento adequados, pode evoluir para formas mais graves.
É justamente para ampliar a capacidade de identificação, investigação e acompanhamento dessas doenças que profissionais da Vigilância em Saúde de Várzea Grande participaram de uma capacitação para a implantação da Vigilância das Micoses Endêmicas e Oportunistas em Mato Grosso. A atividade foi realizada durante dois dias, no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá, com a participação de profissionais de municípios do Estado e da equipe estadual de Vigilância em Saúde.
No primeiro dia, os participantes tiveram contato com o conteúdo teórico e participaram de simulações para o preenchimento das fichas de notificação. A capacitação abordou a identificação das micoses e a importância de reconhecer corretamente os casos, para que possam ser registrados e acompanhados pela rede de saúde.
Já no segundo dia, o treinamento foi direcionado à parte prática, com a utilização do Sistema Micosis, ferramenta que permitirá registrar as informações dos pacientes, acompanhar a evolução dos casos e organizar o fluxo relacionado ao tratamento.
A implantação do sistema representa uma mudança importante na forma como essas doenças serão acompanhadas. A partir da identificação de um caso, as informações poderão ser inseridas na plataforma e atualizadas ao longo do tratamento, permitindo que a Vigilância em Saúde tenha um histórico do paciente e dados mais precisos sobre a ocorrência das micoses no município.
O sistema também será utilizado no processo de solicitação dos medicamentos indicados para o tratamento. Após a notificação e a avaliação do caso, a solicitação seguirá o fluxo estabelecido, incluindo a análise do profissional farmacêutico para a dispensação do medicamento.
A implantação será feita de maneira gradativa na rede. A expectativa é iniciar a estruturação do fluxo e, posteriormente, ampliar a utilização para outras unidades. Quando um caso for identificado na Atenção Primária e houver necessidade de avaliação especializada, o paciente poderá ser encaminhado aos serviços de referência para a continuidade da investigação e do tratamento.
Para a enfermeira da Vigilância em Saúde, Maria José Neves, a capacitação é fundamental para fortalecer a identificação e o acompanhamento dos casos.
“Quanto mais cedo uma doença é reconhecida, notificada e acompanhada, maior é a capacidade do poder público de compreender onde os casos estão acontecendo, quais são os fatores envolvidos e como organizar a assistência aos pacientes”, explica.
Além de cuidar de quem já apresenta sintomas, os registros também ajudam a Saúde Pública a compreender o cenário epidemiológico. A partir das notificações, é possível identificar a ocorrência das doenças, acompanhar sua evolução e planejar ações de prevenção, investigação e assistência.
A implantação do Sistema Micosis ainda passará por etapas de avaliação e validação. Após essa fase, os profissionais capacitados deverão participar de novas orientações para atualização e continuidade da implantação da ferramenta na rede municipal.
Mais do que aprender a preencher uma ficha ou utilizar um sistema, a capacitação prepara a rede para uma etapa importante: transformar a identificação de um caso de micose em informação, acompanhamento e cuidado contínuo para o paciente.
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