VÁRZEA GRANDE
Muito além de uma “micose”: Várzea Grande capacita profissionais para identificar e acompanhar doenças fúngicas graves
VÁRZEA GRANDE
Uma coceira, uma ferida que não cicatriza ou uma alteração aparentemente simples na pele pode esconder uma doença que exige investigação e acompanhamento médico. As micoses não se resumem às infecções superficiais conhecidas pela população: algumas formas são causadas por fungos que podem atingir órgãos internos, provocar quadros graves e, em determinados casos, estar relacionadas ao contato com animais infectados.
É o caso da esporotricose, uma micose que pode ser transmitida ao ser humano principalmente pelo contato com animais infectados, especialmente gatos. A doença costuma provocar lesões na pele e, sem diagnóstico e tratamento adequados, pode evoluir para formas mais graves.
É justamente para ampliar a capacidade de identificação, investigação e acompanhamento dessas doenças que profissionais da Vigilância em Saúde de Várzea Grande participaram de uma capacitação para a implantação da Vigilância das Micoses Endêmicas e Oportunistas em Mato Grosso. A atividade foi realizada durante dois dias, no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá, com a participação de profissionais de municípios do Estado e da equipe estadual de Vigilância em Saúde.
No primeiro dia, os participantes tiveram contato com o conteúdo teórico e participaram de simulações para o preenchimento das fichas de notificação. A capacitação abordou a identificação das micoses e a importância de reconhecer corretamente os casos, para que possam ser registrados e acompanhados pela rede de saúde.
Já no segundo dia, o treinamento foi direcionado à parte prática, com a utilização do Sistema Micosis, ferramenta que permitirá registrar as informações dos pacientes, acompanhar a evolução dos casos e organizar o fluxo relacionado ao tratamento.
A implantação do sistema representa uma mudança importante na forma como essas doenças serão acompanhadas. A partir da identificação de um caso, as informações poderão ser inseridas na plataforma e atualizadas ao longo do tratamento, permitindo que a Vigilância em Saúde tenha um histórico do paciente e dados mais precisos sobre a ocorrência das micoses no município.
O sistema também será utilizado no processo de solicitação dos medicamentos indicados para o tratamento. Após a notificação e a avaliação do caso, a solicitação seguirá o fluxo estabelecido, incluindo a análise do profissional farmacêutico para a dispensação do medicamento.
A implantação será feita de maneira gradativa na rede. A expectativa é iniciar a estruturação do fluxo e, posteriormente, ampliar a utilização para outras unidades. Quando um caso for identificado na Atenção Primária e houver necessidade de avaliação especializada, o paciente poderá ser encaminhado aos serviços de referência para a continuidade da investigação e do tratamento.
Para a enfermeira da Vigilância em Saúde, Maria José Neves, a capacitação é fundamental para fortalecer a identificação e o acompanhamento dos casos.
“Quanto mais cedo uma doença é reconhecida, notificada e acompanhada, maior é a capacidade do poder público de compreender onde os casos estão acontecendo, quais são os fatores envolvidos e como organizar a assistência aos pacientes”, explica.
Além de cuidar de quem já apresenta sintomas, os registros também ajudam a Saúde Pública a compreender o cenário epidemiológico. A partir das notificações, é possível identificar a ocorrência das doenças, acompanhar sua evolução e planejar ações de prevenção, investigação e assistência.
A implantação do Sistema Micosis ainda passará por etapas de avaliação e validação. Após essa fase, os profissionais capacitados deverão participar de novas orientações para atualização e continuidade da implantação da ferramenta na rede municipal.
Mais do que aprender a preencher uma ficha ou utilizar um sistema, a capacitação prepara a rede para uma etapa importante: transformar a identificação de um caso de micose em informação, acompanhamento e cuidado contínuo para o paciente.
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CCZ faz alinhamento para campanha de vacinação antirrábica em Várzea Grande
O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), realizou os últimos alinhamentos para a campanha de vacinação antirrábica animal, que será realizada no próximo sábado (17). A ação terá 20 pontos de vacinação distribuídos em diferentes regiões do município.
A campanha tem como objetivo ampliar a proteção de cães e gatos contra a raiva, doença grave que pode ser transmitida aos animais e também aos seres humanos.
Durante a reunião de alinhamento ontem (6), as equipes organizaram os últimos detalhes da mobilização, incluindo a distribuição dos pontos de atendimento e a logística para garantir o acesso da população à vacinação.
PONTOS DE VACINAÇÃO
Os locais foram distribuídos em quatro setores do Município:
Setor 1
* EMEF Manoel Gomes — bairro da Manga;
* Escola Estadual Domingos Sávio Brandão Lima — Ponte Nova;
* Escola José Mendes Martins — Maringá;
* Centro de Saúde COHAB Cristo Rei;
* Igreja Católica São Francisco — Jardim das Oliveiras.
Setor 2
* Praça Francisco Laviola — bairro 15 de Maio;
* Escola Estadual Gonçalo Botelho de Campos — Costa Verde;
* Escola Estadual Adalgiza de Barros — Jardim Aeroporto;
* EMEB Jayme Veríssimo de Campos Júnior (Jaiminho) — Nova Várzea Grande;
* Escola Municipal Air Addor — Ouro Verde.
Setor 3
* Escola Ângela Jardim — Jardim Paula II;
* Escola Padre Luiz Ghizoni — Vila Arthur;
* Escola Professor Irenice de Godoy — Jardim dos Estados;
* Escola Maria Macedo Rodrigues — Mapim;
* Escola Gonçalo Domingos de Campos (CAIC) — Jardim Alá;
Setor 4
* Escola Estadual Ubaldo Monteiro da Silva — Jardim dos Estados;
* CMEI Wilson Sodré Farias — Cabo Michel;
* EMEB Ednilson Francisco Kolling — Chapéu do Sol;
* Escola Municipal Abdala José de Almeida — São Mateus;
* Unidade de Saúde da Família ‘Vereador João Avelino Bulhões’ — Parque Sabiá.
A Secretaria Municipal de Saúde orienta os tutores a procurarem o ponto de vacinação mais próximo de sua residência e levarem os animais para serem imunizados. A vacinação antirrábica é gratuita e integra as ações de vigilância e prevenção de zoonoses realizadas pelo Município.
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