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Saúde de Várzea Grande teve aumento de 324% em atendimentos

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A secretaria municipal de Saúde de Várzea Grande apontou que os atendimentos realizados nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAS), IPASE e Cristo Rei, somente nos meses de abril dos anos de 2020, 2021, 2022 e 2023, tiveram um expressivo aumento de 324%.

No ano de 2020 estas unidades, somente no mês de abril, realizaram 29.714 atendimentos, com média diária de 990 pacientes. Já neste ano de 2023 foi registrado 126.091, o que deu uma média diária de 4.203 pessoas atendidas.

Em 2021 elevou o atendimento para 46.167, com média diária de pessoas atendidas de 1.539

Já no ano de 2022 os atendimentos somaram 80.188, com média diária de atendimento de 2.673 pessoas.

O relatório aponta que os atendimentos foram realizados, na população de Várzea Grande, Baixada Cuiabana, outros municípios de Mato Grosso e cidades de estados vizinhos.

Diante de uma crescente assustadora nos atendimentos nas unidades de saúde pública e até mesmo particular de Várzea Grande, segunda maior cidade de Mato Grosso, e observando os percalços da Saúde de forma generalizada, mas principalmente em Cuiabá, que vem atravessando uma grave crise, tanto que por ordem Judicial, o governo do Estado, administra a Saúde Pública da Capital, por meio de intervenção validada até pelas duas maiores cortes da Justiça do Brasil, o STJ e o STF, se demonstra fundamental demonstrar que Várzea Grande está suportando um atendimento além de sua capacidade, tem revelado o prefeito Kalil Baracat que pessoalmente tem acompanhado nas unidades de sSaúde da cidade a situação e o acumulo nos atendimentos.

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Em porcentagem consecutivamente os atendimentos aumentaram e muito, ou seja, de 2020 para 2021, chegou a 55% a mais da capacidade de atendimentos. De 2021 para 2022 elevou para 75%, chamando a atenção que neste período foi o ápice da Covid 19. De 2022 para 2023 o percentual se reduziu para 57%, até mesmo pelo maior controle e efetividade nos casos de Covid 19. “Somente de abril de 2020 para abril de 2023, foram 324%, a mais no número de pessoas atendidas, em uma clara demonstração de que Várzea Grande está atendendo mais do que sua população”, frisou o secretário de Saúde de Várzea Grande, Gonçalo Barros.

Ele ainda fez questão de frisar que estes dados divulgados não incluem os atendimentos do Hospital Pronto Socorro Municipal, da Maternidade Municipal, Centro de Especialidades Médicas (Postão), Centro Odontológico e Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

O secretário Municipal de Saúde, Gonçalo Aparecido de Barros, disse que a razão da divulgação é para dar transparência à realização dos atendimentos feitos, em meio a uma pandemia e uma intervenção na saúde da Capital, o que sobrecarregou e vem sobrecarregando a Rede de Serviços do município de Várzea Grande, com aumento de gastos acima do exigido pela Legislação que é de 15% e elevando para aplicação de 26% à 30%. Muito acima daquilo que a saúde recebe, e fora da previsão orçamentária.

“Para se ter uma ideia do aumento de gastos, no mês de março deste ano a Saúde Municipal liquidou 13 milhões, dando um percentual de 26,01, acima dos 15% exigidos por lei. Neste mês de abril os gastos já somam mais de 29 milhões com todas as liquidações previstas. Estamos falando de custos, de linhas de financiamentos. Estes recursos são próprios e com receitas repassadas pelos governos Estadual e Federal. Estamos no extremo de gastos. Por isso o prefeito Kalil Baracat, formalizou pedido de recursos extras ao governo do Estado, para minimizar estes custos. Outro fator é a superlotação, demora no atendimento. Mas garanto que todos que procuram por estas unidades foram atendidos ou estão sendo tratados”, disse o secretário Gonçalo de Barros.

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Outro fator que levou à Saúde Pública a mostrar os números, foi a transparência de seus dados e números, mas, principalmente os gastos do erário público.

“Quero aqui explicar a todos que o SUS é financiado pelos entes federados (Município/Estado/União), quando ocorre uma falha, a cadeia de atendimento entra em alerta. Várzea Grande está no seu limite máximo de gastos, esperamos que com a intervenção, e agora, com as decisões estão sendo tomadas, a Rede de Serviços de Várzea Grande volte ao normal. Nós, município, pactuamos serviços com Cuiabá, para a média e alta complexidade, e pagamos por isso. Não é justo termos dois gastos, com aquilo que já foi pago e pactuado. Agradecemos a sensibilidade do governo do Estado, em reconhecer os esforços de Várzea Grande, e está tendo um olhar diferenciado para o SUS do nosso município. Espero que brevemente tudo seja normalizado e regularizado. O que não podemos mais é arcar com tamanhas despesas. Chegamos ao nosso limite prudencial de gastos”, disse o secretário Gonçalo Barros.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Poços artesianos reforçam abastecimento de escolas e comunidades de Várzea Grande

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A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, acompanhou, na manhã desta terça-feira (1º), o início dos trabalhos para implantação de um poço artesiano na EMEB Antônio Joaquim de Arruda, localizada na região do Cristo Rei. A unidade é a segunda escola da rede municipal contemplada pela iniciativa, que prevê a instalação de poços em cinco escolas para reforçar o abastecimento de água e garantir melhores condições de funcionamento para estudantes e profissionais.

A ação é resultado de uma parceria entre a Prefeitura de Várzea Grande e o Governo do Estado de Mato Grosso, com participação da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL) e do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG), estabelecida por meio do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) “Aliança pela Água”. Os trabalhos são acompanhados e articulados pelo Departamento de Obras da SMECEL.

Para Maria Fernanda, a iniciativa representa um avanço importante para a educação municipal, principalmente diante da realidade de escolas que ainda dependem do abastecimento por caminhões-pipa.

“Não teremos custo. A manutenção será 100% do Departamento de Água e Esgoto do município. Vamos ter o benefício e também uma economia, porque hoje, por exemplo, esta escola que estamos visitando é 100% abastecida por caminhão-pipa. Ela não tem água do DAE”, explicou.

Segundo a secretária, atualmente mais de 50 unidades da rede municipal dependem do abastecimento por caminhões-pipa, o que gera custos e dificuldades para garantir o fornecimento diário de água.

“Temos hoje mais de 50 escolas que são mantidas com caminhão-pipa dentro do município de Várzea Grande. Então, você imagina o custo que a Educação tem para manter mais de 50 unidades com caminhão-pipa diariamente. Essa é a realidade da educação de Várzea Grande”, destacou.

Maria Fernanda avalia que a implantação dos poços poderá representar uma mudança significativa para a rede municipal e para as comunidades onde as escolas estão inseridas.

“Esse projeto, em parceria com o Governo do Estado, Prefeitura de Várzea Grande, Ministério Público, Tribunal de Contas e Departamento de Água e Esgoto do município, vai transformar não só a comunidade em torno das escolas, mas principalmente as escolas. Vai ser um marco histórico para nós, porque a falta de água sempre foi uma grande dor da educação municipal de Várzea Grande”, afirmou.

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Parceria garante água para escolas e comunidades

O diretor do DAE-VG, José Carlos Miranda de Andrade, explicou que a escolha das escolas contempla tanto as necessidades das unidades quanto as demandas das comunidades do entorno.

“Hoje estamos aqui na escola Antônio Joaquim, no bairro Hélio Ponce de Arruda. É uma parceria do Governo do Estado com a Prefeitura, Ministério Público e Tribunal de Contas, por meio de um TAC celebrado para que a gente consiga levar água para todo o várzea-grandense”, afirmou.

De acordo com o diretor, a implantação dos poços dentro das escolas também contribui para a segurança dos equipamentos e do sistema de abastecimento, reduzindo riscos de furtos de cabos e interrupções no fornecimento.

“A Secretaria de Educação tem as escolas dentro dos bairros e isso vai contribuir com a segurança, para evitar que as pessoas roubem os cabos dos poços artesianos, algo que hoje é muito frequente aqui em Várzea Grande e acaba interrompendo esse fornecimento de água”, explicou.

A EMEB Antônio Joaquim de Arruda já passou pela primeira sondagem, e a perfuração do poço começa nesta semana. A unidade é a segunda contemplada pelo projeto. A próxima escola prevista é a EMEB Maria das Graças, enquanto outras unidades estão sendo avaliadas a partir de um levantamento das necessidades realizado em conjunto com a equipe de engenharia da Secretaria de Educação.

Além de atender diretamente as escolas, os poços também deverão contribuir para o abastecimento das comunidades próximas.

“Esses poços artesianos estão dentro das escolas e vão atender as escolas e também a comunidade. Vamos fazer a interligação no reservatório da escola, que vai atender a unidade, e o restante será interligado diretamente no sistema de abastecimento da comunidade do entorno. Isso vai ser um legado para as escolas e também para os moradores”, ressaltou José Carlos.

Fim de uma antiga preocupação

Na EMEB Antônio Joaquim de Arruda, a chegada do poço foi recebida com entusiasmo pela equipe escolar. A diretora Ângela Madalena Curvo destacou que a unidade já enfrentou dificuldades provocadas pela falta de água e que a nova estrutura representa mais segurança para o funcionamento da escola.

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“Meu coração está saltando de alegria. É muito gratificante. Nós, da equipe da EMEB Antônio Joaquim de Arruda, queremos agradecer à nossa secretária e ao representante do DAE, José, que esteve aqui. Será um benefício muito grande não só para a escola, mas também para a vizinhança”, comemorou.

A diretora relembrou que, em períodos de falta de água, a escola precisava acionar o abastecimento emergencial para evitar a interrupção das atividades.

“Nós já sofremos com falta d’água. Tinha dia em que precisávamos ligar rapidamente: ‘Nós precisamos de água, senão vamos ter que soltar as crianças’. A água vinha, mas, graças a Deus, essa realidade já passou. Agora vamos aproveitar a nova realidade que está chegando”, relatou.

Com a implantação dos poços artesianos, a expectativa é reduzir a dependência dos caminhões-pipa, gerar economia para a rede municipal e garantir maior segurança hídrica às unidades de ensino. A iniciativa também amplia o alcance do TAC “Aliança pela Água”, levando o benefício para além dos muros das escolas e contribuindo para o abastecimento das comunidades do entorno.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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