AGRONEGÓCIO
AVISO DE PAUTA
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O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, estará em Maricá (RJ), na próxima terça-feira (01/09), para reunião com indígenas do litoral fluminense. Na agenda estão inclusos os seguintes bairros: Itaipuaçu, Espraiado e São José do Imbassaí.
Em Itaipuaçu, serão entregues os Selos de Pesca Artesanal conferidos pelo Ministério da Pesca à Associação Livre de Aquicultura e Pesca de Itaipuaçu (ALAPI). No Museu Casa Darcy Ribeiro, o ministro tem reunião com representantes da Companhia de Cultura e Turismo de Maricá – Maré, secretários e lideranças da comunidade pesqueira da região de Maricá e arredores, juntamente com o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena.
SERVIÇO
Dia 01/09 (Terça-feira)
08h30 – Itaipuaçu
10h45 – Museu Casa Darcy Ribeiro
15h – Aldeia Céu Azul
16h15 – Aldeia Mata Verde
17h30 – Comunidade Zacarias
Local: Museu Casa Darcy Ribeiro – Rua Casa Darcy Ribeiro (antiga Rua 119 – Cordeirinho, Maricá – RJ)
CONTATO
[email protected]
(61) 3276-5193
www.gov.br/mpa
@minpescaeaquicultura
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Aprenda como fazer o tradicional Tacacá
O tacacá é um caldo quente de origem indígena e prato típico da Região Norte do Brasil. Servido em uma cuia, ele leva tucupi (caldo de mandioca-brava temperado), goma de mandioca, jambu (erva que causa leve dormência na boca) e camarão seco.
O segredo do prato está em preparar cada parte separadamente e fazer a montagem direto na cuia ou tigela na hora de servir.
Ingredientes
Para o Tucupi (Caldo)
2 litros de tucupi
4 dentes de alho amassados
4 folhas de chicória-do-Pará
4 pimentas-de-cheiro picadas
1 colher de chá de sal
Para a Goma
1 xícara de goma de mandioca (ou polvilho azedo/goma de tapioca)
1 litro de água
Para o Jambu e Camarão
2 maços de jambu limpos
500g de camarão seco salgado
Modo de Preparo
1. O Tucupi
Coloque o tucupi em uma panela média.
Adicione o alho, a chicória, a pimenta-de-cheiro e o sal.
Deixe levantar fervura.
Abaixe o fogo, tampe e cozinhe por 30 minutos para apurar o sabor.
2. O Camarão e o Jambu
Retire a cabeça e as patinhas dos camarões.
Lave-os bem e ferva em água por 5 minutos para dessalgar um pouco. Escorra e reserve.
Em outra panela com água fervente, cozinhe o jambu por 10 a 15 minutos até os talos amolecerem. Escorra e reserve.
3. A Goma
Dissolva a goma de mandioca em um copo de água fria para não empelotar.
Ferva o restante do 1 litro de água.
Despeje a goma dissolvida na água fervente, mexendo sem parar em fogo brando.
Cozinhe até virar um mingau bem grosso e transparente.
Como Montar o Prato
A montagem deve ser feita individualmente na cuia ou tigela e servida imediatamente:
Coloque uma concha pequena de tucupi bem quente.
Adicione uma boa colherada da goma transparente.
Distribua algumas folhas de jambu e os camarões por cima.
Complete com mais tucupi quente até quase encher a cuia.
Como se Consome
Sem talheres tradicionais: Não se usa colher. O caldo é tomado diretamente da cuia, enquanto o camarão e o jambu são pescados com um pequeno palito de madeira.
Tradição de lanche: É muito comum ser consumido no fim da tarde, vendido por “tacacazeiras” em barracas de rua.
Produção de camarão no Brasil
Segundo estimativa da Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC), a produção nacional de camarão cultivado atingiu cerca de 225 mil toneladas no ano de 2025. Se somada à atividade de pesca extrativa (cerca de 25 mil toneladas), o país movimenta mais de 250 mil toneladas anuais do crustáceo. A Pesquisa da Pecuária Municipal feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que a carcinicultura brasileira, entre os anos de 2018 e 2024, atingiu a produção de 146,8 mil toneladas em 2024.
Na produção, houve intenso processo de interiorização da carcinicultura (criação em cativeiro), especialmente na região Nordeste, que atualmente é responsável por mais de 99% do volume de produção em cativeiro, com liderança absoluta dos estados do Ceará e do Rio Grande do Norte. Essa expansão do cultivo foi impulsionada pela adaptação do camarão marinho ( Litopenaeus vannamei ) a águas de baixa salinidade, políticas públicas e avanços tecnológicos, contribuindo para o desenvolvimento regional e geração de renda, sobretudo entre pequenos produtores, que predominam no setor.
O litoral das regiões Sul e Sudeste possui relevância na captura de espécies nativas, como o camarão-branco e o camarão-rosa, pela pesca artesanal. Projetos de pesquisa e iniciativas piloto, como os desenvolvidos pelo Instituto de Pesca de São Paulo, vêm testando a viabilidade de criar camarão marinho ou de água doce, como o camarão gigante da Malásia, em viveiros escavados ou tanques no interior, por exemplo, em Jaguariúna-SP e no Espírito Santo, aproveitando a proximidade com grandes centros consumidores.
Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]
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