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Resfriadores de leite impulsionam produção e certificação sanitária de famílias rurais em Várzea Grande

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Duas famílias da agricultura familiar da comunidade Sadia III, em Várzea Grande, receberam nesta sexta-feira (12) dois resfriadores de leite com capacidade para 500 litros cada. Os equipamentos foram viabilizados por meio de uma parceria entre a Prefeitura de Várzea Grande, a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar de Mato Grosso (Seaf-MT) e Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

As beneficiadas são as produtoras Ana Lúcia e Maria, que trabalham com a fabricação de queijos, requeijão, manteiga de garrafa, doces e outros derivados lácteos. Os resfriadores permitem armazenar o leite na temperatura adequada logo após a ordenha, preservando a qualidade da matéria-prima utilizada na produção.

Além de melhorar as condições de produção, os equipamentos representam um avanço importante no processo de regularização sanitária das agroindústrias familiares. As produtoras estão adequando suas queijarias às exigências do Serviço de Inspeção da Agroindústria de Pequeno Porte (SIAPP), etapa necessária para a obtenção do registro sanitário.

A certificação permitirá ampliar a comercialização dos produtos, agregar valor à produção e garantir mais segurança alimentar aos consumidores.

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Uma das beneficiadas, Ana Lúcia Moraes de Souza, de 54 anos, proprietária do Sítio Nossa Senhora das Graças, comemorou a chegada do equipamento. Segundo ela, a produção de derivados de leite é a principal fonte de renda da família.

“Vai ajudar muito o nosso trabalho. Produzimos queijos, requeijão, manteiga de garrafa e doces, e esse resfriador vai garantir mais qualidade ao leite e aos nossos produtos. Era uma adequação importante que precisávamos fazer e que não conseguiríamos custear sozinhos”, afirmou.

Reconhecida pela produção de queijos artesanais e doces, Ana Lúcia está na fase final do processo de certificação sanitária.

A médica-veterinária e responsável pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM), Kelly Enciso, explicou que a produtora está concluindo as adequações exigidas para obter o registro.

“Com a adequação da estrutura e dos processos produtivos, ela poderá conquistar o registro sanitário, garantindo rastreabilidade, segurança alimentar e mais oportunidades de comercialização”, destacou.

O secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, ressaltou que a entrega dos equipamentos fortalece a agricultura familiar, contribui para a geração de renda no campo e incentiva a formalização das agroindústrias familiares do município.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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“Nenhum gestor teve a coragem de resolver o problema de água de Várzea Grande”, afirma Flávia Moretti na abertura de audiência pública”

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Prefeita defendeu legado para o abastecimento de água no município, convocou moradores e órgãos de controle a fiscalizarem a construção novo PMSB que precisa se tornar lei para embasar o novo modelo de gestão dos serviços de água e esgoto

Durante a abertura da audiência pública que discutiu o Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, declarou que o enfrentamento dos problemas históricos de abastecimento de água e esgotamento sanitário é o compromisso central de sua gestão. Em tom combativo, a gestora afirmou que administrações anteriores evitaram aplicar a legislação do setor.

“Vocês vão conhecer tudo o que foi estudado em um ano e quatro meses. Nenhum gestor teve a coragem de fazer isso que pede a Lei do Saneamento Básico. Daqui em diante, fazendo a parte técnica, estamos enfrentando o desafio que outros não tiveram coragem de encarar”, disse.

Ao discursar diante de moradores, a prefeita destacou a pressão dos órgãos de fiscalização e reafirmou a responsabilidade assumida com a cidade. “A água é vida e dignidade. Quando assinei o termo de posse, me comprometi com a população a resolver esse problema. Eu sei o problema de cada bairro”, pontuou.

A secretária de Assuntos Estratégicos, Ina de Maria, reforçou a centralidade dos moradores no debate. “Essa noite é um marco porque sabemos que o maior problema de Várzea Grande é a falta de água. A pessoa mais importante nesta audiência é a população, que sente na pele essa falta”, disse.

Flávia Moretti defendeu o PMSB como um legado permanente. “Não sei se vou estar aqui amanhã, mas nossa equipe quer deixar o legado de ter levado água na torneira das pessoas”, disse.

A prefeita ainda destacou a legalidade de todas as etapas do Plano Municipal de Saneamento Básico e convocou a população e órgãos de controle a atuar diretamente na fiscalização das metas do plano.

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“Após essa audiência e de levantarmos todas as demandas apresentadas aqui vamos encaminhar para Câmara de Vereadores para que ser torne lei”, destacou.

A audiência reuniu autoridades que reforçaram a gravidade do cenário e os próximos passos para o município. O vereador Raul Curvo, presidente da Comissão de Água e Esgoto da Câmara e servidor do DAE, declarou apoio à concessão do departamento. “Sei da importância do resultado desse processo para 300 mil habitantes. A Câmara precisa ajudar a aprovar esse plano, pois vamos entregar um recurso natural importante nas mãos da iniciativa privada para resolver o problema”, pontuou.

O presidente do Tribunal de Contas do Estado, Sérgio Ricardo, citou os dados do estudo feito pela FIPE para a cidade, classificando a situação como reflexo de décadas de abandono. “O estudo aponta um cenário de caos. Várzea Grande ficou abandonada por séculos sem planejamento, e isso não é culpa da atual gestão. Precisamos tratar de investimentos na casa dos bilhões e buscar ações emergenciais”, declarou.

Luciane Vilela, promotora representante do Ministério Público, defendeu que a cidade precisa de planejamento contínuo. “Não podemos fazer do município uma colcha de retalhos. Precisamos de metas claras e recursos previstos para que os órgãos de controle possam cobrar a execução”, destacou.

Rogério Nascimento, representante da Agência Reguladora, enfatizou o caráter inédito da fiscalização no estado. “Várzea Grande é o único município acompanhado de perto pela Ager atualmente neste processo de novos serviços de água e esgoto”.

SERVIÇOS JÁ EXECUTADOS – Flávia Moretti também informou que sua gestão foi atrás de recursos, de recuperar estruturas, fizer obras, consertar vazamentos, ampliar redes e construir novos reservatórios.

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“Já investimos R$ 7,99 milhões em equipamentos, concluímos a adutora entre a Estação Pari e o Morro do Urubu, com R$ 11,98 milhões, e estamos construindo cinco novos reservatórios, com investimento de R$ 16,39 milhões”, disse

Também citou avanços no esgoto, instalação de hidrômetros, regularização de ligações, e conserto de mais de 2.200 vazamentos.

E citou o TAC Aliança pela Água, com previsão de R$ 60 milhões para ações emergenciais e investimentos na recuperação do sistema que já estão sendo executados, lembrando que esse valor é executado pelo próprio Governo do Estado.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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