VÁRZEA GRANDE
DAE-VG firma parceria inédita com IFMT e avança na modernização com transparência
VÁRZEA GRANDE
O Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) inicia um novo capítulo em sua história ao firmar, pela primeira vez, uma parceria com o Instituto Federal de Mato Grosso, referência nacional em ensino, pesquisa e inovação tecnológica.
A iniciativa, conduzida pelo presidente Rogerinho da Dakar, representa uma ruptura com práticas antigas e posiciona a autarquia em um novo patamar de gestão, baseado em tecnologia, eficiência e transparência.
Diferente do que foi observado por muitos anos na administração pública, o DAE-VG passa a apostar em uma instituição pública federal, reconhecida pela sua capacidade técnica e reputação consolidada, para conduzir a modernização de sistemas, processos e serviços.
A contratação segue rigorosamente a legislação brasileira, com base na Lei de Inovação Tecnológica e na Lei nº 14.133/2021, especialmente no artigo 75, que prevê a dispensa de licitação em casos envolvendo instituições voltadas à pesquisa e inovação.
Outro ponto que merece destaque é que o contrato não gera gasto imediato. O modelo adotado é por demanda, ou seja, o DAE-VG realiza pagamentos apenas pelos serviços efetivamente executados.
Cada atividade depende da emissão de ordem de serviço, e a remuneração ocorre conforme as horas trabalhadas, garantindo controle rigoroso, rastreabilidade e responsabilidade na aplicação dos recursos públicos. Na prática, isso representa o fim de contratos engessados, sem entrega e sem fiscalização adequada.
A atuação do IFMT será estratégica e estruturante, abrangendo:
- modernização da tecnologia da informação (TI)
- automação de processos internos
- fortalecimento da governança
- ampliação da transparência
- melhoria no atendimento à população
A nova gestão do DAE-VG demonstra, com ações concretas, que é possível promover mudanças com seriedade, respaldo técnico e respeito ao dinheiro público.
Mais do que um contrato, a parceria com o IFMT representa uma mudança de cultura institucional. É a demonstração de que Várzea Grande pode avançar com responsabilidade, inovação e compromisso com o cidadão.
O DAE-VG segue firme no propósito de se consolidar como uma autarquia moderna, eficiente e transparente, colocando a população no centro das decisões.
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VÁRZEA GRANDE
“Nenhum gestor teve a coragem de resolver o problema de água de Várzea Grande”, afirma Flávia Moretti na abertura de audiência pública”
Prefeita defendeu legado para o abastecimento de água no município, convocou moradores e órgãos de controle a fiscalizarem a construção novo PMSB que precisa se tornar lei para embasar o novo modelo de gestão dos serviços de água e esgoto
Durante a abertura da audiência pública que discutiu o Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, declarou que o enfrentamento dos problemas históricos de abastecimento de água e esgotamento sanitário é o compromisso central de sua gestão. Em tom combativo, a gestora afirmou que administrações anteriores evitaram aplicar a legislação do setor.
“Vocês vão conhecer tudo o que foi estudado em um ano e quatro meses. Nenhum gestor teve a coragem de fazer isso que pede a Lei do Saneamento Básico. Daqui em diante, fazendo a parte técnica, estamos enfrentando o desafio que outros não tiveram coragem de encarar”, disse.
Ao discursar diante de moradores, a prefeita destacou a pressão dos órgãos de fiscalização e reafirmou a responsabilidade assumida com a cidade. “A água é vida e dignidade. Quando assinei o termo de posse, me comprometi com a população a resolver esse problema. Eu sei o problema de cada bairro”, pontuou.
A secretária de Assuntos Estratégicos, Ina de Maria, reforçou a centralidade dos moradores no debate. “Essa noite é um marco porque sabemos que o maior problema de Várzea Grande é a falta de água. A pessoa mais importante nesta audiência é a população, que sente na pele essa falta”, disse.
Flávia Moretti defendeu o PMSB como um legado permanente. “Não sei se vou estar aqui amanhã, mas nossa equipe quer deixar o legado de ter levado água na torneira das pessoas”, disse.
A prefeita ainda destacou a legalidade de todas as etapas do Plano Municipal de Saneamento Básico e convocou a população e órgãos de controle a atuar diretamente na fiscalização das metas do plano.
“Após essa audiência e de levantarmos todas as demandas apresentadas aqui vamos encaminhar para Câmara de Vereadores para que ser torne lei”, destacou.
A audiência reuniu autoridades que reforçaram a gravidade do cenário e os próximos passos para o município. O vereador Raul Curvo, presidente da Comissão de Água e Esgoto da Câmara e servidor do DAE, declarou apoio à concessão do departamento. “Sei da importância do resultado desse processo para 300 mil habitantes. A Câmara precisa ajudar a aprovar esse plano, pois vamos entregar um recurso natural importante nas mãos da iniciativa privada para resolver o problema”, pontuou.
O presidente do Tribunal de Contas do Estado, Sérgio Ricardo, citou os dados do estudo feito pela FIPE para a cidade, classificando a situação como reflexo de décadas de abandono. “O estudo aponta um cenário de caos. Várzea Grande ficou abandonada por séculos sem planejamento, e isso não é culpa da atual gestão. Precisamos tratar de investimentos na casa dos bilhões e buscar ações emergenciais”, declarou.
Luciane Vilela, promotora representante do Ministério Público, defendeu que a cidade precisa de planejamento contínuo. “Não podemos fazer do município uma colcha de retalhos. Precisamos de metas claras e recursos previstos para que os órgãos de controle possam cobrar a execução”, destacou.
Rogério Nascimento, representante da Agência Reguladora, enfatizou o caráter inédito da fiscalização no estado. “Várzea Grande é o único município acompanhado de perto pela Ager atualmente neste processo de novos serviços de água e esgoto”.
SERVIÇOS JÁ EXECUTADOS – Flávia Moretti também informou que sua gestão foi atrás de recursos, de recuperar estruturas, fizer obras, consertar vazamentos, ampliar redes e construir novos reservatórios.
“Já investimos R$ 7,99 milhões em equipamentos, concluímos a adutora entre a Estação Pari e o Morro do Urubu, com R$ 11,98 milhões, e estamos construindo cinco novos reservatórios, com investimento de R$ 16,39 milhões”, disse
Também citou avanços no esgoto, instalação de hidrômetros, regularização de ligações, e conserto de mais de 2.200 vazamentos.
E citou o TAC Aliança pela Água, com previsão de R$ 60 milhões para ações emergenciais e investimentos na recuperação do sistema que já estão sendo executados, lembrando que esse valor é executado pelo próprio Governo do Estado.
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